segunda-feira, 11 de abril de 2011

Terremoto de magnitude 6,4 atinge o Japão

 Terremoto de magnitude 6,4 atinge o Japão

Um terremoto de magnitude 6,4 atingiu a costa da região de Honshu, no Japão, às 8h08 da terça-feira locais (20h08 de segunda-feira em Brasília), informa o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês). De acordo com as agências de notícias o tremor, que teve epicentro localizado a apenas 77 km ao sudeste de Tóquio, foi sentido na capital japonesa, mas ainda não há relatos de vítimas ou danos. 

De acordo com a Agência Meteorológica Japonesa o tremor foi "fortemente" sentido em Tóquio, onde diversos prédios balançaram. 

O tremor teve epicentro na província de Chiba, que faz fronteira com a de Tóquio. Não foi emitido um alerta de tsunami. 

Mais cedo nesta segunda-feira outro tremor de magnitude 7,1 atingiu o país, perto da central nuclear de Fukushima, exatamente um mês depois da catástrofe que provocou milhares de mortes. As autoridades chegaram a emitir um alerta de tsunami, suspenso pouco depois. 

Como precaução, os funcionários da central de Fukushima foram retirados da usina, e a energia elétrica do local foi cortada, anunciou a Tepco (Tokyo Electric Power Co.), proprietária da central. 

'A empresa ordenou aos trabalhadores que saíssem e se refugiassem em um edifício resistente a terremotos', afirmou um porta-voz da Tepco. 'A injeção de água para resfriar os três reatores foi suspensa quando a energia elétrica foi cortada', completou. 

Momentos depois, a Agência de Segurança Nuclear japonesa anunciou que o fornecimento de energia elétrica foi restabelecido. 

O tremor aconteceu às 17h16 (5h16 de Brasília), e o epicentro foi localizado a 10 km de profundidade, informou o Centro de Geofísica dos Estados Unidos (USGS). 

O terremoto ocorreu ao sul do município de Fukushima, afetado há exatamente um mês por tremor de 9,0 graus, seguido de um devastador tsunami. 

CRISE NUCLEAR
 
Mais cedo, a agência de notícias Kyodo disse que o Japão está considerando elevar de 5 para 7 o nível de gravidade da crise nuclear na usina de Fukushima Daiichi, igualando-a ao acidente de 1986 no reator de Tchernobil. 

A Kyodo informou que a Comissão de Segurança Nuclear do governo estima que a quantidade de material radioativo que vazou dos reatores de Fukushima chegou ao máximo de 10.000 terabequerels por hora em um determinado ponto por diversas horas, o que classificaria o incidente como um grande acidente, de acordo com a escala internacional de intensidade Ines. 

A escala elaborada pela Agência Internacional de Energia Atômica classifica os acidentes nucleares e radiológicos de 1 a 7. 

O Japão já tinha classificado o acidente nos reatores operados pela Tokyo Electric Power Co (TEPCO), cujos engenheiros ainda tentam estabilizar a usina, como nível 5, o mesmo estabelecido no acidente de 1979 em Three Mile Island, nos EUA. 

Em 11 de março, um terremoto de magnitude 9,0 seguido por um tsunami danificaram os reatores do complexo nuclear Fukushima Daiichi, que desde então tem sofrido com vazamentos radioativos. 

Um porta-voz da Agência de Segurança Nuclear e Industrial do Japão disse, nesta terça-feira, que a classificação do acidente em Fukushima permanecia no nível 5, e que ele não tinha conhecimento de elevação do nível. 

ISOLAMENTO
 
O Japão expandiu, nesta segunda-feira, a zona de isolamento ao redor do complexo nuclear danificado pelo terremoto e pelo tsunami do mês passado devido ao alto nível de radiação acumulada, depois que uma série de réplicas do tremor voltaram a sacudir a região leste do país. 

O governo anunciou mais cedo que, devido à contaminação por radiação, encorajaria as pessoas a deixar algumas áreas além da área de exclusão de 20 quilômetros da usina. 

Crianças, grávidas e pacientes hospitalizados devem ficar fora em algumas áreas a 20 ou 30 quilômetros do complexo nuclear, disse o secretário-chefe do gabinete, Yukio Edano. 

"Os novos planos de retirada visam garantir a segurança contra os riscos de morar lá por meio ano ou um ano", disse ele, acrescentando não haver necessidade de retirada imediata. 

TCHERNOBIL
 
O acidente da usina nuclear de Tchernobil, norte da Ucrânia, em 1986, é considerado o pior da história. A explosão foi de nível 7, o topo da classificação da Escala Internacional de Eventos Nucleares e Radiológicos.
A usina de Tchernobil, construída pela antiga União Soviética na década de 1970, explodiu durante um teste de segurança. 

A explosão de um reator liberou uma grande quantidade de material radioativo no solo e na atmosfera. Ao menos 50 pessoas morreram imediatamente, e houve aproximadamente 4.000 casos de câncer provocados pela radiação. 

As autoridades soviéticas tentaram "abafar" o estrago, o que aumentou a contaminação. O acidente fez com que o mundo passasse a questionar o uso da energia nuclear.

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