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quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Ideograma Simbolo de 2018 foi "Sai"(desastre)


Anualmente, desde 1995, a Sociedade de Exame de Proficiência em Kanji (財団法人日本漢字能力検定協会 Zaidan hojin Nihon Kanji Noryoku kentei kyokai) elege o kanji do ano (今年の漢字, kotoshi no kanji) numa cerimônia formal no templo Kiyomizudera na cidade de Kyoto.

A cerimônia ocorre anualmente no dia 12 de dezembro (Dia do Kanji) e o anúncio do kanji vencedor é feito pelo sacerdote principal do templo, através do Shodo (書道), a arte tradicional da escrita japonesa. O objetivo do Kanji do Ano é escolher um ideograma que melhor defina o ano que está por terminar. A votação é popular e abrange todo o território japonês.

Os japoneses elegeram o ideograma (“kanji”) que se lê como “sai” e significa “desastre” para simbolizar 2018, um período marcado por várias catástrofes naturais – anunciou nesta quarta-feira (12/12/18) a associação de promoção dos kanji, que organiza a votação todos os anos.

O mencionado kanji foi um dos mais usados este ano na imprensa, depois das fortes chuvas, ondas de calor, tufões, terremotos e deslizamentos de terra que castigaram o país e deixaram vários povos.

Durante esta votação, da qual participaram 193.214 pessoas, 20.858 (algo em torno de 11%) optaram por este kanji.

O segundo lugar, com 8,3% dos votos, foi para o caractere “hei”, que significa “paz, igualdade” e com o qual começa o nome da era imperial vigente, “heisei”, ou “ápice da paz” (em tradução livre).

A era heisei, que dura desde 1989, termina no final de abril de 2019, com a abdicação do imperador Akihito. Ainda não se sabe o nome da próxima era, a de seu primogênito e sucessor Naruhito.

Em 2017, os japoneses elegeram o ideograma “norte”, pelos avanços dos programas nuclear e balístico da Coreia do Norte. Dois mísseis de teste norte-coreanos chegaram a sobrevoar o território japonês.

A escolha deste ano referiu-se à grande quantidade de desastres naturais que afligiram o arquipélago em 2018 – terremotos graves nas províncias de Osaka, Hokkaido e Shimane, uma série de tufões que atingiram as costas do país, chuvas torrenciais que causaram deslizamentos e inundações, e o calor recorde observada no verão deste ano.

Com essa escolha, espera-se que aumente a conscientização pública sobre a importância de medidas de prevenção de desastres. “No próximo ano, com o novo reinado imperial, esperamos que o país lide com um menor número de desastres naturais”, ressaltou a JKAF.

Além dos eventos ocorridos no Japão, foram levados em conta eventos ocorridos em outras partes do mundo como a erupção em junho do Vulcão do Fogo em Guatemala que deixou quase 200 mortos e os incêndios devastadores que varreram a Grécia e o oeste dos EUA.

Vários desastres provocados pelo homem também ganharam as manchetes neste ano, com escândalos envolvendo assédio no mundo dos esportes, moedas virtuais (criptomoedas) roubadas e documentos alterados relacionados à venda de terras pelo Ministério da Fazenda.

Com dois kanjis negativos consecutivos selecionados nos últimos dois anos, alguns comentaristas expressaram desapontamento pelo fato de um kanji mais positivo não ter sido selecionado para ajudar a terminar o ano com uma nota mais esperançosa.

No ano passado, o ideograma “norte” foi selecionado como kotoshi no kanji 2017, refletindo o aumento das tensões entre as provocações nucleares e de mísseis da Coréia do Norte. Dois mísseis de teste norte-coreanos chegaram a sobrevoar o território japonês.

Confira os outros Kanjis escolhidos nos anos anteriores:



sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Prayer For Japan! Forte terremoto de magnitude 6,7 atinge norte do Japão


Tóquio - Um terremoto de forte intensidade foi sentido no norte do Japão às 3h08 desta quinta-feira (6). Segundo a Agência Meteorológica do Japão, o abalo sísmico atingiu magnitude de 6,7 graus e não há risco de tsunami, mas pode haver uma leve variação no nível do mar.

O tremor foi sentido principalmente em Hokkaido, incluindo a capital Sapporo e a cidade de Chitose, onde fica o principal aeroporto da província, com intensidade máxima de 6+ graus (6 forte) na escala japonesa, que vai até 7.

O chefe de gabinete do governo, Yoshihide Suga, disse em entrevista coletiva que o primeiro-ministro Shinzo Abe instruiu oficiais a verificar a extensão dos danos e oferecer ajuda aos afetados.

A Tohoku Electric Power e a Hokkaido Electric Power disseram, respectivamente, que nenhuma anormalidade foi detectada na usina nuclear de Higashidori, na província de Aomori, e na usina nuclear de Tomari, em Hokkaido.

O abalo sísmico também atingiu fortemente algumas cidades das províncias de Aomori, Iwate e Miyagi, na região Tohoku.

O epicentro foi registrado no distrito de Iburi (Hokkaido), 110 quilômetros a leste de Sapporo, a uma profundidade de 40 quilômetros. A Agência informou que réplicas (tremores secundários) de mesma intensidade estão ocorrendo na região.

A magnitude (6,7) equivale à intensidade do terremoto no epicentro. Já o grau da escala japonesa (6+) considera o abalo sentido na superfície da terra.

Pelo menos cinco pessoas morreram e 31 estão desaparecidas, informou a mídia japonesa, depois que um forte terremoto atingiu Hokkaido, no norte do país, provocando deslizamentos de terra e deixando 5,3 milhões de habitantes sem energia.

A emissora NHK divulgou a primeira fatalidade confirmada: um homem de 80 anos que ficou preso sob um armário que tombou sobre ele durante o tremor, em Mukawa. Outras três pessoas morreram em Atsuma e uma em Shinhidaka.

Mais de 300 pessoas ficaram feridas após o terremoto de magnitude 6,7. Há informações de que 10 moradores foram soterrados vivos em um deslizamento de terra.

Imagens aéreas mostraram dezenas de deslizamentos de terra perto da cidade de Atsuma, no sul de Hokkaido, com montes de terra avermelhada e árvores caídas empilhadas na borda de campos verdes. Há escombros de casas ou celeiros no local.
A província inteira ficou sem energia elétrica depois que as usinas termoelétricas da Hokkaido Electric Power pararam de funcionar após o terremoto.

A operadora disse que não estava claro quando a eletricidade seria restaurada para 2,95 milhões de lares. Todos os trens de Hokkaido também pararam de funcionar. Telhas e água podiam ser vistas no andar do principal aeroporto de Hokkaido, em Chitose, que suspendeu as operações.

O aeroporto Nova Chitose é uma importante porta de entrada para Hokkaido, conhecida por suas montanhas, lagos e abundantes terras agrícolas e frutos do mar. Mais de 200 voos e 40 mil passageiros seriam afetados, disse a agência de notícias Kyodo.

O fechamento ocorre apenas alguns dias depois do aeroporto de Kansai, em Osaka, no oeste do Japão, ter sido desativado por causa do tufão Jebi. O primeiro-ministro Shinzo Abe disse que as autoridades esperam reabrir o aeroporto de Kansai para voos domésticos na sexta-feira.

O terremoto, que ocorreu às 3h08, não representou risco de tsunami, informou a Agência Meteorológica do Japão. O Serviço Geológico dos EUA disse que o epicentro estava a cerca de 68 km a sudeste de Sapporo, capital de Hokkaido.

Abe chegou ao seu escritório antes das 6h e disse a repórteres que seu governo montou um centro de comando para coordenar socorro e resgate. Parecendo abatido, Abe disse que salvar vidas era a prioridade de seu governo.

A Usina Nuclear de Tomari, que foi fechada desde o terremoto e o tsunami de 2011, sofreu uma queda de energia e está resfriando suas barras de combustível com segurança usando um gerador a diesel, disse o chefe do gabinete, Yoshihide Suga. A operadora Hokkaido Electric não detectou irregularidades de radiação na usina, disse Suga em entrevista coletiva.

A agricultura e o turismo são dois dos maiores impulsionadores econômicos de Hokkaido, mas há também o setor industrial. A Kirin Beer e a Sapporo Beer disseram que as fábricas foram fechadas devido à queda de energia, embora tenham dito que nenhum dano estrutural foi encontrado.

Uma série de tremores menores, incluindo um com magnitude de 5,4 graus, ocorreu após o terremoto inicial, disse a Agência Meteorológica. O funcionário da agência, Toshiyuki Matsumori, alertou os moradores para que tomem as precauções para possíveis grandes tremores nos próximos dias.

Fonte: Alternativa Online

domingo, 11 de março de 2018

07 Anos do Terremoto e Tsunami de Tohoku


Sete anos se passaram após o terremoto e tsunami de Tohoku, conhecido também como Higashi Nihon Daishinsai. O Japão foi atingido por um terremoto de magnitude 9 às 14h46 do dia 11 de março de 2011, o maior já registrado na história da nação e um dos cinco mais fortes do mundo.

O epicentro foi localizado a cerca de 70 km a leste de Tohoku, na província de Miyagi, nordeste do Japão. O tremor sacudiu construções nessa área do país. 7 anos após o desastre 73 mil pessoas continuam evacuadas. Um total de 73.349 pessoas continuam evacuadas desde 13 de fevereiro, quase sete anos após os desastres de 2011, de acordo com a Agência de Reconstrução, divulgou o Jiji Press no sábado (10).

Devido aos persistentes efeitos do acidente nuclear na danificada Fukushima Daiichi, de propriedade da TEPCO- Tokyo Electric Power Company, 34 mil pessoas que moravam na província continuam vivendo fora dela. Embora alertas de evacuação tenham sido retirados para grande parte das áreas de Fukushima, muitos residentes continuam cautelosos em voltar para casa.

Desde a sexta-feira (9/03/2018), o número total de mortes do terremoto e tsunami de 11 de março era de 15.895 em 12 províncias, com 2.539 desaparecidos, de acordo com a Agência Nacional de Polícia. O número de mortes excedeu os 22 mil incluindo o daquelas pessoas que morreram por causas relacionadas, como deterioração dos ferimentos sofridos nos desastres.

O número de habitações temporárias ocupadas diminuiu do nível de pico de cerca de 124 mil unidades para 19 mil, segundo a Agência de Reconstrução.
Terremoto e tsunami de Sendai de 2011 ou sismo e tsunami de Sendai (designado oficialmente Grande Terremoto do Leste do Japão) foi um sismo de magnitude de 9,1 MW com epicentro ao largo da costa do Japão ocorrido às 05:56 UTC (14:56 no horário local) de 11 de março de 2011. O epicentro foi a 130 km da costa leste da península de Oshika, na região de Tohoku, com o hipocentro situado a uma profundidade de 24,4 km. O sismo atingiu o grau 7 — a magnitude máxima da escala de intensidade sísmica da Agência Meteorológica do Japão — ao norte da Prefeitura de Miyagi, grau 6 em outras prefeituras e 5 em Tóquio.

O sismo provocou alertas de tsunami e evacuações na linha costeira japonesa do Pacífico e em pelo menos 20 países, incluindo toda a costa do Pacífico da América do Norte e América do Sul. Provocou também ondas de tsunami de mais de 10 m de altura, que atingiram o Japão e diversos outros países. No Japão, as ondas percorreram mais de 10 km de terra.

De acordo com as autoridades, houve 15 894 mortes confirmadas e mais de 2 500 ainda desaparecidos. O sismo causou danos substanciais ao Japão, incluindo a destruição de rodovias e linhas ferroviárias, assim como incêndios em várias regiões, e o rompimento de uma barragem. Aproximadamente 4,4 milhões de habitantes no nordeste do Japão ficaram sem energia elétrica, e 1,4 milhão sem água. Muitos geradores deixaram de funcionar e pelo menos dois reatores nucleares foram danificados, o que levou à evacuação imediata das regiões atingidas enquanto um estado de emergência era estabelecido. A Central Nuclear de Fukushima I sofreu uma explosão aproximadamente 24 horas depois do primeiro sismo, e apesar do colapso da contenção de concreto da construção, a integridade do núcleo interno não teria sido comprometida.

Terremotos ocorrem quase que diariamente no Japão, que se localiza na junção de várias placas tectônicas que estão em constante movimento: do Pacífico, norte-americana, Eurasiática e das Filipinas. Contudo, estima-se que a magnitude do sismo de Sendai faça deste o maior sismo já registrado no Japão e um dos cinco maiores do mundo desde que os registros modernos começaram a ser compilados.

O sismo gerou um tsunami com ondas de quatro metros, estando alertas ativos para vários países, regiões e arquipélagos como Nova Zelândia, Austrália, Rússia, Guam, Filipinas, Indonésia, Papua-Nova Guiné, Nauru, Havai e Marianas Setentrionais (Estados Unidos), Taiwan, Equador e Chile. O aviso de tsunami emitido pelo Japão foi o de maior gravidade na escala de alertas, esperando-se que possam ser atingidos os 10 metros de altura de algumas ondas. Uma onda de 0,5 m de altura atingiu a costa norte do Japão. A agência Kyodo relatou que uma onda de 4 m de altura atingiu a prefeitura de Iwate no Japão, e houve também inundações na prefeitura de Miyagi, arrasando a parte baixa da costa, levando automóveis e causando destruição.

Relatórios do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia da Servia sugerem que o efeito dos terremotos na região foi tão forte que o eixo da Terra foi alterado em 10 cm. Um relatório separado do Serviço Geológico dos Estados Unidos disse que Honshu, a principal ilha do Japão, foi movimentada em 2,4 m na direção leste.

Como no Sismo do Oceano Índico de 2004 e no Ciclone Nargis, o dano da afluência de água, embora muito mais localizado, pode ser muito mais letal e destrutivo do que o terremoto em si. Há relatos de "cidades inteiras destruídas" nas áreas atingidas pelo tsunami no Japão, incluindo 9500 desaparecidos em Minamisanriku; Kuji e Ofunato foram "varridas...não deixando nenhum vestígio de que uma cidade estava lá."

O sistema de alerta de terremotos da Agência Meteorológica do Japão alertou a população cerca de um minuto antes do tremor, através de emissoras de televisão e rádio, além de correio eletrônico e mensagens via celular para pessoas cadastradas no sistema.

O sismo atingiu severamente Honshu, incluindo Tóquio. Verificaram-se numerosos incêndios em instalações industriais. Cerca de 13 horas depois do primeiro grande abalo, dois fortes sismos de magnitude 6,2 e 6,1 atingiram novamente a costa do Japão. Um barco com cerca de 100 pessoas a bordo foi virado pelo tsunami que atingiu a costa do Japão. A embarcação estava na costa da prefeitura de Miyagi. Um grande incêndio atingiu a cidade de Kesennuma.

Outro dos efeitos do sismo foi a explosão ocorrida no dia 12 de março na Central Nuclear de Fukushima I. O tsunami atingiu-a e provocou uma avaria no sistema de refrigeração. O corte de eletricidade impediu a recuperação desse sistema, permitindo que os bastões do combustível continuassem a aquecer, aumentando a pressão e originando a explosão.

No dia anterior fora declarado estado de emergência na central nuclear e, apesar da informação de que não existiam fugas radioativas, evacuaram-se cerca de 3000 residentes num raio de 3 km do reator. Horas depois o raio de evacuação tinha sido elevado para 10 km, afetando já 45 000 pessoas. O reator é refrigerado através da circulação de água através do seu combustível nuclear, tendo sido detectada uma alta pressão de vapor no reator, o dobro do que é permitido. A empresa Tokyo Electric Power avaliou a possibilidade de libertar parte deste vapor para reduzir a pressão no mesmo, vapor esse que contém material radioativo. Os níveis de radiação na sala de controlo da central eram cerca de 1000 vezes maiores que os níveis normais. e na entrada da central foram medidos níveis 8 vezes superiores aos normais. existindo a possibilidade do derretimento do núcleo dos reatores.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Prayer For Japan! Pesquisadores alertam para iminência de ‘terremoto de grandezas extremas’


A Sede para a Promoção de Pesquisas sobre Terremotos (Jishin Honbu) anunciou nesta terça-feira (19) uma pesquisa sobre a iminência de um “terremoto de grandezas extremas” (cho-kyodai jishin). Segundo os pesquisadores, a possibilidade de um terremoto de magnitude 8,8 ou mais ocorrer no Fosso das Curilas-Kamchatka, na Baía de Hokkaido, nos próximos 30 anos, subiu para até 40%.

Essa é a primeira revisão das previsões de terremotos realizada pelos pesquisadores em 13 anos. Baseando-se nas pesquisas recentes, a sede analisou pela primeira vez a probabilidade de um terremoto na mesma escala do “Sismo e Tsunami de Tohoku de 2011” (magnitude 9) ocorrer.

Os resultados mostraram que a probabilidade de um terremoto de magnitude 8,8 abalar o território marítimo das Baías de Tokachi e Etoro Futou é de 7% a 40%. Um terremoto da mesma escala ocorre em média a cada 340 a 380 anos. “O intervalo médio passou do ‘período de ocorrência comum’, e a iminência de ocorrência elevou-se”, disse o Jishin Honbu.

Em 2006 o Conselho Central de Gestão de Desastres (Chuo Bousai Kaigi), do Gabinete do Governo, havia realizado uma suposição de danos. Segundo a organização, na pior das hipóteses, os maremotos causados pelo fenômeno deixariam cerca de 700 mortos em Hokkaido e 200 na ilha principal. Contudo, o Gabinete pretende divulgar uma nova suposição no próximo ano.

O Jishin Honbu também calculou a possibilidade de ocorrência de terremotos gigantes com epicentros individuais na mesma região marítima. Segundo a sede, há aproximadamente 70% de probabilidade de um terremoto de magnitude 7,8 a 8,5 na Baía de Nemuro e 7% na Baía de Tokachi.

“O Terremoto de Grandezas Extremas trará fortes tremores em amplas áreas e maremotos em vários locais. Visto que um terremoto de grandezas extremas como o de Tohoku pode atingir Hokkaido, será necessário revisar os preparativos”, disse Ataru Hirata, diretor das pesquisas de terremotos do Jishin

Honbu.Fonte: Asahi Shimbun

http://www.portalmie.com/atualidade/2017/12/pesquisadores-alertam-para-iminencia-de-terremoto-de-grandezas-extremas/

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Prayer For Japan! Kit de sobrevivência em caso de desastres naturais no Japão


Os frequentes terremotos no Japão mostram a importância dos cuidados pessoais em caso de ocorrência de um grande desastre natural, como as tragédias de Kobe (Hyogo) em 1995 e de Tohoku em 2011.

Como o abastecimento alimentar e de emergência a ser distribuído nos abrigos (hinanjo) pode demorar de dois a três dias, é importante sempre ter preparado um kit de emergência. O governo recomenda uma lista extensa de itens necessários para garantir o mínimo de sobrevivência, conforto e segurança. 

Kit de sobrevivência ao terremoto
- Kit de primeiros socorros e medicamentos essenciais
- Alimentos não perecíveis para três ou quatro dias (pelo menos 10 litros) por pessoa
- Vestuário de proteção, impermeáveis, de cama e sacos de dormir
- Muda de roupa
- Rádio a pilha, lanterna e pilhas extras
- Artigos especiais para famílias com crianças, idosos ou deficientes
- Anotar as instruções sobre como desligar o gás, eletricidade e água, se as autoridades recomendarem que o faça
- Passaporte, zairyu card e dinheiro (notas e moedas)
- Outros itens: jornais, filmes plásticos, luvas de borracha, sacos de lixo, fita adesiva, copos de papel, pratos e utensílios

Saiba o que fazer – e também o que não fazer – em caso de terremoto:
- Proteja-se, cobrindo a cabeça
- Abra a porta da frente ou das janelas com acesso a uma rota de fuga segura
- Vá para um lugar seguro 
- Caso a sua casa não esteja em condições de morar ou apresente algum tipo de risco, vá para o local de refúgio (hinanjo)
- Não corra desesperadamente para fora
- Não perca tempo tentando desligar o fogão
- Não fique perto de móveis
- Se estiver em algum estabelecimento, siga as instruções do local
- Na rua, cuidado com a queda de objetos, tais como vidros, placas, etc. 
- Fique longe de qualquer coisa que possa tombar (paredes de blocos, postes, máquinas de venda automática, etc.)

Prepare sua casa e local de trabalho
A maioria das mortes e lesões iniciais causadas por terremotos, são resultados da queda de objetos ou de estilhaços de vidro, o que mostra a importância de deixar preparada a sua casa e o local de trabalho. Confira alguns itens:
- Instale fechos fortes nos armários e portas de correr
- Mover ou fixar os móveis que poderiam bloquear sua rota de saída
- Remova ou isole materiais inflamáveis
- Instale filme de segurança no interior de todas as janelas
- Confira a localização das saídas de emergência, alarmes de incêndio e extintores de incêndio
- Escolha um local seguro em todos os quartos – sob uma mesa resistente ou escrivaninha ou entre paredes, onde nada pode cair por cima
- Instalar um extintor de incêndio e saber como utilizá-lo
- Mover ou fixar objetos e móveis que possam cair sobre você, tais como armários, livros, quadros ou relógios de parede
- Fixar os móveis pesados, tais como estantes de livros, TV e geladeira
- Fixar os objetos de locais altos com braçadeiras e os móveis altos com varas de tensão ajustáveis (tsuppari bou), que se encaixam entre o móvel e o teto
- Utilize os taishin pads, adesivos acolchoados para utilizar sob móveis para impedir movimento horizontal durante um terremoto
- Afaste a sua cama de todas as janelas
- Deixe uma lanterna e chinelos ao lado da cama
- Remova os objetos que podem cair sobre a cama

Verifique o local de refúgio (hinanjo)
- Verifique o hinanjo mais próximo de sua casa. Se não encontrar, informe-se na prefeitura. 
- Verifique o caminho da sua casa até o refúgio. Experimente ir, não só de dia, mas também à noite para checar se não há pontos de perigo. 

Antes de procurar o refúgio
- Vá ao local à pé. 
- Leve somente o necessário, deixando as mãos livres.
- Desligue a válvula de gás e a chave de eletricidade.
- Avise os vizinhos e familiares o hinanjo para onde está indo. Deixe escrito num papel e coloque na porta de entrada. 

Fontes: Hice, Centro Internacional de Nagoya e Universidade de Gunma
http://www.alternativa.co.jp/Servico/View/68955/Kit-de-sobrevivencia-em-caso-de-desastres-naturais

sexta-feira, 10 de março de 2017

Prayer For Japan! Japão marca 6 anos do Grande Terremoto de Tohoku


Hoje, 11 de março, o Japão marca 6 anos do terremoto e tsunami de Tohoku, conhecido também como o Higashi Nihon Daishinsai.

Às 14h46 do dia 11 de março de 2011, o Japão foi atingido por um terremoto de magnitude 9, o maior já registrado na história da nação e um dos 5 mais poderosos do mundo.

O epicentro foi localizado a cerca de 70 km a leste de Tohoku, na província de Miyagi, nordeste do Japão. O tremor sacudiu construções em grande parte do nordeste do país. A energia liberada pelo terremoto produziu um enorme tsunami. Uma hora após o terremoto, casas e campos em cidades localizadas na costa marítima foram destruídas por massivas e sucessivas ondas de 4 a 5 metros de altura.

O tsunami foi a causa da maioria das mortes que resultaram do desastre. Cidades inteiras foram destruídas.O tsunami também ocasionou um desastre nuclear quando a usina Fukushima Daiichi foi inundada por ondas, causando uma falha no sistema de refrigeração, seguido de um colapso do reator nuclear e a liberação de materiais radioativos.

Dezenas de milhares de pessoas foram forçadas a evacuar dentro de um raio de 20 km da área em torno do reator. A operadora da usina, a Tokyo Electric Power Company (TEPCO) disse que 45 toneladas de água radioativa foram liberadas no oceano.A TEPCO iniciou o longo e perigoso processo de desativação da instalação que poderá levar décadas e custar dezenas de bilhões de dólares.

Na última contagem, 15.894 pessoas morreram no terremoto seguido do tsunami; 2.562 desaparecidas ainda não são contabilizadas em várias cidades.

http://www.portalmie.com/atualidade/2017/03/marco-de-2011-6-anos-se-passaram-apos-o-grande-terremoto-de-tohoku/

Hoje postaremos 02 canções que foram muito lembradas naquele fatidico ano. A primeira é "Ue wo Muite Arukou", que foi gravado por vários artistas como mensagem de força e esperança à vitimas do Tsunami. A segunda canção é o "Hana wa Saku", que também foi gravado por varios artistas para arrecadar fundos às vitimas do Tsunami. É apenas uma singela homenagem às vitimas que foram levadas de forma tão brutal pelas forças da natureza e também às pessoas que sofrem até hoje as consequências desta terrivel fatalidade. 



sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Prayer For Japan! Forte Tremor atinge Provincia de Ibaraki


Forte terremoto com epicentro em Ibaraki, foi considerado réplica do grande terremoto de Fukushima 5 anos atrás. Transportes públicos pararam, construções foram danificadas e produtos caíram de suas prateleiras em lojas. Umas das entrevistadas, que vivenciou o terremoto de 2011, descreve que o terremoto do dia 28, veio como um estrondo de baixo com movimentos verticais e de longa duração.

O tremor de magnitude 6,3 que atingiu províncias em Kanto e Tohoku na noite de quarta-feira (28) foi sentido com mais intensidade na cidade de Takahagi, em Ibaraki. 

Nesta quinta-feira (29) autoridades ainda estimam os danos provocados pelo forte abalo, que teve o seu epicentro em uma profundidade de 11 quilômetros ao norte de Ibaraki e atingiu intensidade 6 (-) na escala japonesa em Takahagi. 

A emissora Fuji informou que, até o momento, foi possível verificar danos em construções de Takahagi. O vidro das janelas do ginásio esportivo da escola Kimita Chugakkou (ensino ginasial) quebrou em centenas de fragmentos que se espalharam na quadra. 

No distrito Wakaguri, diversas casas sofreram danos no telhado e paredes. Na reportagem, um homem mostrou a queda de telhas na residência onde vive e, do lado de dentro da propriedade, diversos utensílios de cozinha se partiram. “Só podemos entrar com sapatos dentro de casa”, comentou. 

Houve registros de quedas de rochas em seis localidades e algumas ruas ficaram interditadas. O terremoto também deixou dois feridos na cidade, que sofreram quedas durante o forte tremor. 

Autoridades da Agência de Meteorologia do Japão (JMA) estão alertando as regiões atingidas para que haja um cuidado máximo nos próximos setes dias, devido às possibilidades de que fortes tremores secundários sejam registrados.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Prayer For Japan! Japão Retira Aviso de Tsunami, mas Forte Frio se Aproxima nos Proximos dias do Arquipelogo


Tóquio - A Agência Meteorológica do Japão retirou o aviso de tsunami na costa do Pacífico às 12h50 desta terça-feira, quase sete horas depois de um terremoto de magnitude 7,4 ter atingido Fukushima e outras províncias.

Após o terremoto, ocorrido às 5h59, um alerta de tsunami foi emitido para Fukushima e Miyagi, que poderiam ser atingidas por ondas de até três metros, e houve avisos também para Ibaraki, Iwate e Chiba, além de ilhas ao sul de Tóquio, com tsunami de até um metro.

Foram registrados tsunamis de 20 cm a 1m40 em algumas localidadades de Fukushima, Iwate, Miyagi, Ibaraki e Chiba. O tsunami mais forte, de 1m40, atingiu o porto de Sendai (Miyagi) às 8h03.

Segundo a emissora NHK, nove veículos que estavam estacionados no porto de Kawajiri, em Hitachi (Ibaraki), foram atingidos pela água do mar que invadiu o local. Cerca de 10 barcos virados foram vistos em Higashimatsushima (Miyagi) e o tsunami atingiu também outras seis embarcações na costa da província. Pelo menos 12 pessoas ficaram feridas em Fuksuhima, Miyagi, Chiba e Tóquio em decorrência do terremoto. Uma mulher sofreu cortes na cabeça ao ser atingida por pratos que caíram, informou a agência de notícias Kyodo, citando funcionários do corpo de bombeiros de Fukushima.

Os terremotos são comuns no Japão, uma das áreas mais sísmicas do mundo. O país é responsável por cerca de 20 por cento dos terremotos de magnitude 6 ou mais que ocorrem no mundo.

A partir da noite desta quarta-feira (23) até quinta (24), a região de Kanto poderá enfrentar neve em uma área extensa, com a possibilidade de acúmulos também nas regiões planas, informou a emissora NHK.

De acordo com a Agência Meteorológica do Japão (JMA), a neve poderá ser registrada como consequência de uma frente fria que segue em direção sul, com temperatura negativa a uma altitude de 1.500 metros.

A neve será mais intensa nas regiões montanhosas, mas há previsão de acúmulos de até dois centímetros também nas áreas urbanas. A JMA informou ainda que a região de Tóquio poderá enfrentar neve durante um mês de novembro pela primeira vez desde 1962. Se ocorrer acúmulos, será a primeira vez desde 1961, quando o país iniciou os registros climáticos. A previsão é de acúmulos de até 10 centímetros nas províncias de Yamanashi e Nagano e de 5 centímetros na região montanhosa ao norte de Kanto e entre a cidade de Hakone (Kanagawa), Tama (oeste de Tóquio) e a região de Chichibu, em Saitama.

Nas áreas planas no norte de Kanto, o acúmulo esperado é de 2 centímetros e a neve deve continuar durante a tarde de quinta-feira. Também pode nevar no norte da província de Gifu e no leste de Shizuoka, onde fica a cidade de Gotemba. Nas províncias em Kanto, o fenômeno virá acompanhado de uma forte queda nas temperaturas. Em Yokohama, a previsão mínima é de 2°C. Na região central em Tóquio, em Saitama, Utsunomiya (Tochigi), Mito (Ibaraki) e na cidade de Nagano, os termômetros devem marcar 3°C. Nas cidades de Chiba e Maebashi (Gunma), a previsão é de 4°C.

A JMA está alertando moradores da região de Kanto para as influências da neve no trânsito e possível congelamento das estradas.

Fonte: http://www.alternativa.co.jp/

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Prayer For Japan! Terremoto de magnitude 7,3 atinge Tohoku e gera alerta de tsunami

Tóquio - Um terremoto de forte intensidade foi sentido na região Tohoku às 5h59 desta terça-feira (22). Segundo a Agência Meteorológica do Japão, o abalo sísmico atingiu magnitude de 7,3 graus.

Um alerta de tsunami foi emitido para Fukushima (3 metros), Miyagi, Ibaraki, Iwate e Chiba (1 metro), podendo atingir o litoral dessas províncias entre 6h10 e 6h30. As pessoas que estiverem perto do mar devem procurar imediatamente um local seguro e elevado.

O tremor foi sentido em várias províncias, principalmente em Fukushima, Ibaraki e Tochigi, com intensidade máxima de 5- graus (5 fraco) na escala japonesa. Por enquanto, não há informações sobre vítimas ou danos.

O epicentro foi registrado na costa de Fukushima, a uma profundidade de 10 quilômetros. A Agência informou que existe a possibilidade de ocorrerem réplicas (tremores secundários) na região.

A magnitude (7,3) equivale à intensidade do terremoto no epicentro. Já o grau da escala japonesa (5-) considera o abalo sentido na superfície da terra.

Fonte: http://www.alternativa.co.jp/Noticia/View/63279/Terremoto-de-magnitude-73-atinge-Tohoku-e-gera-alerta-de-tsunami

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Prayer For Japan! Tufão nº12 em Okinawa e Terremoto em Kumamoto

Taifu Nº 12 (Namtheun) poderá atingir a ilha principal do Japão com ventos de até 160 km/h De acordo com a JMA (Agência de Meteorologia do Japão) uma tempestade tropical se transformou em tufão por volta das 9h da quinta-feira (1) ao sul de Okinawa.

Há previsão de que as províncias de Okinawa e Kagoshima sejam atingidas entre os próximos dois dias.

Neste momento o tufão Nº12 (Namtheun) está com as seguintes características:
Pressão ao centro: 1,000 hectopascais
Velocidade dos ventos no centro: 65km/h
Velocidade máxima dos ventos: 90km/h

Este tufão está avançado em direção nordeste a 25km/h, e há previsão de que adquira mais força à medida que for avançando com predominância em sentido norte. Segundo a JMA, no dia 3 de setembro as rajadas de vento poderão atingir 160 km/h.

E dentro de três dias, irá se aproximar da região Kyushu (Fukuoka, Saga, Oita, Miyazaki, Kagoshima, Kumamoto e Nagasaki).

Autoridades comunicam aos cidadãos para estarem atentos às informações referentes ao avanço deste tufão.

O tufão, que continua ganhando força, poderá atingir a ilha principal no domingo (4) com rajadas de ventos de até 198 km/h, conforme a previsão da Agência Meteorológica do Japão. O tufão já está atingindo algumas áreas próximas a Okinawa, com fortes ventos e ondas altas.Atualmente, o tufão se desloca a uma velocidade de 10 km/h, com pressão central de 975 hectopascais e rajadas de vento de até 180 km/h.

Após passar pelo arquipélago japonês, no início da próxima semana, o tufão poderá se dissipar com um sistema não tropical no Mar do Japão, segundo o site Accuweather.

A região sul do Japão, principalmente Kumamoto, que sofreu com terremotos em abril de 2016, e fortes chuvas em maio, voltou a ser castigada por terremotos em sequência desde a noite ddo dia 31.

Em agosto, foi anunciado que mais de 1,000 pessoas ainda vivem em abrigos devido aos terremotos ao sul do Japão que aconteceram em abril.

Em um período de 11 horas, 5 terremotos ocorreram com epicentro na mesma localização, Kumamoto- ken, Kumamoto-chiho, informou a JMA. Às 19h46 de 31/ago, um terremoto de magnitude M4.9 atingiu a região de Kumamoto,chegando a 5 fraco na escala sísmica japonesa, que mede a intensidade do terremoto. Foi um abalo relativamente forte. Na sequência, às 19h51, uma réplica de magnitude M2,9 aconteceu na mesma região, e às 21h36 um novo tremor de M3,6. Às 22h e 23h novos tremores de 2.0 e 2.2 foram registrados na mesma região.

Hoje, às 6h33 (1/set), um terremoto de magnitude M4,7 atingiu novamente a mesma região, chegando a Shindo 4 de intensidade, atingindo Kumamoto e regiões próximas no sul do Japão (Fukuoka, Saga, Oita e Nagasaki).

Estes terremotos e suas réplicas demonstram que a região de Kumamoto está sob risco, e que novos tremores podem acontecer. Especialistas têm alertado sobre a atividade sísmica ativa que o sul do Japão apresenta.

Em nenhum dos casos foi emitido alerta de tsunami.

Fonte: http://www.portalmie.com/

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Prayer For Japan! Erupção do Vulcão Sakurajima e Terremoto em Ibaraki


O vulcão Sakurajima, em Kyushu, entrou em erupção nas primeiras horas da manhã desta terça-feira (26), expelindo cinza vulcânica a 5,000 metros de altura, segundo a Agência Meteorológica do Japão (JMA).

Desde agosto de 2013, esta é a primeira erupção projetando tal altitude para o vulcão que está localizado a alguns quilômetros da central de Kagoshima, uma cidade com cerca de 600,000 habitantes e grande área portuária no sul do Japão.

Uma nova erupção no monte Sakurajima, situado no sudoeste do Japão, provocou nesta terça-feira (26) uma coluna de cinzas que alcançou os 5.000 metros de altura, segundo informou a Agência Meteorológica do Japão (JMA).

A erupção aconteceu às 0h35 (horário local, 11h35 de segunda, 25, em Brasília) na montanha de 1.117 metros de altura situada em uma península de origem vulcânica em frente à cidade de Kagoshima (ilha de Kyushu), onde chegaram a cair partículas de cinzas sem que se tenham registrado danos, afirmou a emissora local "Asahi TV".

Trata-se da primeira vez, desde agosto de 2013, que uma erupção deste vulcão - que só durante este ano registrou 47 explosões de diversas magnitudes - alcança esta altitude.

Apesar da atividade vulcânica no monte, a agência japonesa assegurou que "não se detectou nenhuma mudança grave na atividade do vulcão", mas pediu precaução perante a possível queda de pedras expelidas pela erupção, segundo a "Asahi TV".

O nível atual de alerta no Sakurajima é de 3 - em uma escala de 5 -, no qual se recomenda que não se deve aproximar do entorno do monte.

O vulcão fica a cerca de 50 km da usina nuclear de Sendai, reativada no ano passado após o blecaute nuclear no Japão motivado pelo acidente causado na central de Fukushima pelo terremoto e tsunami de março de 2011, onde não se registraram incidências.

Além da erupção do vulcão Sakurajima, conforme informações do JMA, nesta quarta-feira (27/07) às 23h42 ocorreu um terremoto de magnitude M5.3 e intensidade sísmica Shindo 5 fraco, com epicentro na província de Ibaraki, que foi sentido em outras províncias com menos intensidade.

O terremoto foi em terra, 50km de profundidade, não sendo emitido alerta de tsunami. Intensidades registradas: Fukushima 4, Tochigi 4, Gunma 3, Saitama 3, Chiba 3, Aomori 2, Iwate 2, Miyagi 2, Yamagata 2, Tóquio 2, Kanagawa 2, Nigata 2, Yamanashi 2, Nagano 2, Shizuoka 2, Akita 1 e Gifu 1.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Prayer For Japan! Previsão do Gigantesco Terremoto “Nankai Torafu Jishin”


Medidas em relação ao megaterremoto Nankai Torafu estão sendo estudadas pelo Japão em 2016. 157 cidades de Shizuoka e outras províncias serão zonas de preparação. O governo do Japão está lançando um painel de especialistas para discutir sobre as preparações em relação a um possível megaterremoto ao longo da Depressão de Nankai (Nankai Torafu), na costa do Pacífico do país.

O painel do Escritório do Gabinete terá a tarefa de revisar a legislação anti-desastre de 1978, que tem o foco na possibilidade de um terremoto gigante atingindo uma área mais limitada em Tokai, central do Japão.

Quando a legislação foi introduzida, sismólogos haviam dito que poderiam prever um terremoto na região de Tokai ao monitorar os movimentos das placas tectônicas e alertar as comunidades mais vulneráveis antecipadamente.

Baseado nesta noção, 157 municípios em Shizuoka e outras províncias foram designadas como zonas de preparação, onde o transporte público, comércio e escolas poderiam ser paralisados uma vez que um terremoto fosse declarado iminente.No entanto, a previsão de terremotos vem sendo uma ciência instável. Especialistas nunca haviam antecipado que um tremor de magnitude 9 atingiria o nordeste do Japão em março de 2011.

O governo assume agora que um megaterremoto de magnitude similar ocorrerá ao longo da Depressão de Nankai, da área central ao sudoeste do Japão. Entretanto, um grupo de especialistas nomeado pelo governo concluiu há 3 anos que seria difícil prever exatamente quando e em quais locais tal terremoto ocorreria.

O painel do Escritório do Gabinete vai revisar atuais programas de previsão e preparação para terremotos. Membros também vão estudar se aplicarão ou não o sistema de zonas designadas estipulado em 1978 a áreas ao longo da Depressão de Nankai. O painel apresentará suas propostas em meados de março do próximo ano.

Atualmente, a previsão de tsunamis é feita através de cálculos aproximados da intensidade e localização. Um alerta de tsunami é emitido cerca de três minutos após a ocorrência de um terremoto. No entanto, é difícil medir a exata dimensão de um forte terremoto com mais de 8 graus de magnitude.

Para prever a altura das ondas com maior precisão, o novo sistema usará medidores de pressão que serão instalados no fundo do mar para complementar os dados das atuais boias flutuantes e dos medidores sísmicos. Dezenas de milhares de padrões de geração de tsunamis seriam calculados com antecedência, permitindo um alerta preciso de tsunami em questão de segundos.

No grande terremoto de Tohoku, em 2011, a escala do terremoto foi inicialmente subestimada, o que levou o atraso da evacuação de milhares de moradores.

Nankai Torafu é uma fossa submarina de 900 km de extensão, situada na costa do Japão. Especialistas estimam que um terremoto de magnitude superior a 8 graus deverá acontecer entre as baías de Tokai e Kyushu, gerando, possivelmente um grande tsunami

O vídeo abaixo mostra uma simulação do tsunami gerado por um possível terremoto na fossa submarina Nankai Torafu.


O vídeo abaixo é uma simulação do alerta de tsunami da rede NHK do caso de um terremoto e tsunami na fossa submarina Nankai Torafu. A partir do minuto (4:17) é possível ouvir o alerta em português.


Pesquisas por GPS indicaram falhas geológicas que podem desencadear o terremoto Nankai Torafu Jishin, que poderá causar até 330 mil mortes.Conforme registros passados, esses grandes terremotos ocorrem num ciclo de 100 a 150 anos .

A Guarda Costeira descobriu falhas geológicas , onde foi detectado o movimento de subducção (afundamento) da placa oceânica sobre a placa continental. Especialistas haviam previsto a possibilidade de 60 a 70% da ocorrência de um grande terremoto de magnitude de 8 a 9 graus dentro de 30 anos. Porém, como a área do epicentro está no fundo oceânico, não há informações sobre a localização precisa das falhas.

Desde 2006, a JCG instalou pontos de observação por GPS em 15 lugares ao longo da Falha de Nankai e vem pesquisando a localização das falhas do solo oceânico. A placa oceânica está afundando cerca de 6 centímetros por ano.

Em decorrência disso, a placa continental das baías de Shikoku e Enshuunada foi deslocada em aproximadamente 6 centímetros por ano, onde, especialmente, houve muita tensão acumulada, e também na região da Baía da Península de Kii, foi observado um deslocamento de 5 centímetros por ano. Destas, a Baía de Shikoku possui algumas regiões onde a placa oceânica está começando a afundar, e, caso haja um deslocamento muito grande, há o perigo do surgimento de maremotos (Tsunami).

Anteriormente, o governo havia previsto a ocorrência de dois grandes terremotos: “O Terremoto de Nankai” e o “O Grande Terremoto de Tokai” para os próximos anos. Porém, pesquisas recentes apontam que, quando um deles acontecer, ambos irão acontecer ao mesmo tempo.

Os pesquisadores esperam que esta nova descoberta possa ser útil para o esclarecimento do mecanismo de ocorrência do terremoto, já que prevê-se que com tanta movimentação na Falha de Nankai, há a possibilidade de serem responsáveis pelo acontecimento de um grande terremoto e de Tsunamis. A pesquisa está publicada na Nature, revista científica da Inglaterra.

Os alertas serão divulgados de acordo com a altura prevista do tsunami e com a previsão de desastre natural:

– De 20cm a 1m, “Tsunami Chuui-hou” (advertência de tsunami)

– De 1m a 3m “Tsunami Keihou” (alerta de tsunami)

– Acima de 3m “Ootsunami Keihou” (alerta de grande tsunami)

Mesmo que a onda tiver 30cm de altura, não é possível movimentar-se como se imagina, impedindo que esteja seguro, ondas acima de 1m podem levá-lo e quase sempre a morte é previsível. Portanto, se após um terremoto, forem divulgadas alertas de tsunami, busque refúgio rapidamente em um local alto. Principalmente quando o terremoto for forte atingindo 8 graus de magnitude, os primeiros alertas de tsunami serão dadas as previsões usando palavras como “Kyodai”(gigantesco), “Takai”(alto), inclusive será determinado estado de emergência. Ao ver ou ouvir o termo “Kyodai” procure fugir para locais altos o mais rápido que puder, pois deve-se pensar que está previsto a chegada de um tsunami na mesma escala do que causou a Grande Desastre Natural do Norte do Japão.

Fonte: ANN News e NHK News

domingo, 26 de junho de 2016

Prayer For Japan! Chuvas, Calor e Terremotos no Japão Causam Preocupação Neste Final de Junho


Dois meses após a sequência de dois terremotos de escala 7, Kumamoto sofre com fortes chuvas. Momentos antes desta reportagem no dia 21/06, havia sido registrado um terremoto de escala 3. Na cidade de Mashiki, uma barragem rompeu-se inundando plantações, estufas, estradas, residências e tudo que a água barrenta encontrou pela frente. Em vários pontos da cidade há registros de deslizamento com vítimas fatais. Em Kosa (Kumamoto), a quantidade de chuva chegou a 150 mm em uma hora. O nível é o quarto maior registrado no Japão.

Em Kumamoto, as chuvas já deixaram dois mortos, uma pessoa foi encontrada com parada cardíaca e três estão desaparecidas.A frente de chuva se desloca durante a semana para o leste, atingindo em cheio as regiões de Kinki, Tokai e Kanto. Em algumas regiões, as chuvas podem ser muito intensas, com possibilidade de desmoronamentos de terra e inundações. Em todos esses locais há risco de relâmpagos e rajadas de ventos fortes.

A forte chuva continua afetando a área norte de Kyushu, no sul do Japão, com os governos locais emitindo alertas de evacuação a mais de 700.000 pessoas neste último dia 24/06.

Na província de Hiroshima, um trecho de 12 metros da margem do Rio Inoko, na cidade de Fukuyama, cedeu, e duas pessoas pessoas ficaram feridas. De meia-noite às 6h de quinta-feira (24), o índice de chuvas na cidade foi de 148.5 milímetros.

Até as 6h desta sexta-feira (24), estava previsto um índice de precipitação de 120 milímetros em algumas áreas de Shikoku e Kinki, oeste do Japão, e 100 milímetros nas Ilhas de Izu, ao largo da costa de Tóquio, segundo a Agência Meteorológica do Japão (JMA).

A JMA pediu que os residentes em Kyushu ficassem atentos em relação a possíveis deslizamentos de terra.

Em Kurume, na província de Fukuoka, Takenori Nonaka, de 86 anos, desapareceu após ter ido verificar seus campos de arroz na manhã de quarta-feira (22). Segundo a polícia, ele pode ter caído em um canal e ter sido arrastado pela correnteza.

Yu Matsuura, um universitário de 19 anos, que desapareceu na terça-feira enquanto nadava, foi encontrado morto no dia seguinte em um rio em Nobeoka, província de Miyazaki, segundo a polícia local.

Um terremoto de M4.6 foi resgitradoàs 13h51 do dia 25/06 em Nagano, ao Norte do Japão. O tremor foi sentido com 4 graus na escala japonesa nas cidades de Otari e Ogawa, na província de Nagano. Não houve aviso de tsunami. O terremoto teve como epicentro a região Joetsu em Nagano, com profundidade de 10 quilômetros.

O Japão vem sentindo muitos efeitos das mudanças da natureza atualmente. Os terremotos estão cada vez mais frequentes e com maior intensidade. Com uma previsão de um verão muito mais rigoroso do que o normal. o Japão já está em alerta para possiveis aumento no consumo de bebidas alcolicas enão alcolicas. Nesta estação do ano, geralmente crianças e idosos sofrem muito mais com o calor intenso e, de acordo com a previsão da Agência Meteorológica, o Japão terá um verão mais intenso neste ano devido a um sistema de alta pressão no Pacífico mais forte que o normal.

sábado, 28 de maio de 2016

AUMENTA A TENSÃO ENTRE PLACAS NO MAR ENTRE SHIZUOKA E KOCHI

AUMENTA A TENSÃO ENTRE PLACAS NO MAR ENTRE SHIZUOKA E KOCHI
Pela primeira vez, um estudo da Guarda Costeira do Japão divulgou o deslocamento entre as placas ao fundo do mar que podem provocar o Terremoto de Nankai. O relatório, divulgado no dia 24, revelou que a tensão entre as placas tornou-se mais forte entre as regiões Tokai e Shikoku.

Os terremotos ocorrem quando há um movimento entre as placas para liberar a tensão causada pela pressão do deslocamento. Os geólogos esperam que o estudo realizado pela Guarda Costeira, utilizando GPS, possa contribuir para prever o futuro terremoto e a altura do tsunami.

A Guarda Costeira instalou sensores em 15 pontos do mar entre Shizuoka e Kochi. Através de embarcações colocadas sobre esses pontos, foi possível coletar os dados dos movimentos das placas. O estudo é inédito no mundo.

Baseado em 10 anos de coleta de dados, entre 2006 e 2015, constatou-se um “intenso acúmulo de deslocamento” de cerca de 5 a 6 centímetros por ano, em alguns pontos sob o mar. Esse acúmulo de tensão aumenta perto do epicentro que deu origem ao Terremoto de Nankai de M8.0 em 1946.

O Japão prevê que as chances de um terremoto gigante com magnitude entre 8 e 9 nessa região é de 60% a 70% nos próximos 30 anos. O quadro mais grave estima que o número de mortos pode chegar a 330 mil pessoas.

Gráfico mostra locais com acúmulo de fricção (Jornal Mainichi)


Fonte: http://silviakikuchi.jp/aumenta-tensao-entre-placas-no-mar-entre-shizuoka-e-kochi

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Novos Terremotos Atingem o Japão


Um terremoto de forte intensidade foi sentido na região Kanto às 21h23 da segunda-feira (16). Segundo a Agência Meteorológica do Japão, o abalo sísmico atingiu magnitude de 5,6 graus e não houve risco de tsunami. O tremor foi sentido em várias províncias, com intensidade máxima de 5- graus (5 fraco) na escala japonesa no norte de Ibaraki. Por enquanto, não houve informações sobre vítimas ou danos. A Tokyo Electric Power (Tepco) informou que não há sinais de anormalidade na usina nuclear de Tokai, em Ibaraki.

O epicentro foi registrado no sul de Ibaraki, a uma profundidade de 40 quilômetros. A Agência informou que existe a possibilidade de ocorrerem réplicas (tremores secundários) na região. A magnitude (5,6) equivale à intensidade do terremoto no epicentro. Já o grau da escala japonesa (5-) considera o abalo sentido na superfície da terra.
A
 Agência Meteorológica informou que a região pode enfrentar novos tremores de intensidade 4 nos próximos dias. O alerta da Agência ocorreu em uma coletiva de imprensa com o chefe do Departamento de Monitoramento de Terremotos e Tsunami, Gen Aoki. O especialista explicou à mídia japonesa que o terremoto da noite de segunda ocorreu no limite entre a placa oceânica das Filipinas e uma placa territorial. De acordo com Aoki, o abalo ocorreu pela movimentação de placas que estão em atividade constante. No mesmo local, diversos tremores de 5 e 6 graus de intensidade foram registrados no passado. “Nós próximos três dias, é muito provável que réplicas de até 4 graus de intensidade ocorram na mesma região. Gostaríamos de pedir atenção à população para possíveis quedas de pedras e deslizamentos de terra nas áreas mais afetadas”, alertou Aoki.

Na manhã dA terça-feira (17), tremores consecutivos de 3 graus de intensidade foram registrados nas províncias de Ibaraki e Tochigi, informou a agência Kyodo News. O primeiro tremor foi sentido às 6h55 e registrou intensidade 3 na cidade de Shimotsuke (Tochigi). O epicentro foi de 40 quilômetros ao sul de Ibaraki, com magnitude 4,0, de acordo com as informações da Agência Meteorológica. Dois minutos mais tarde (6h57), outro tremor de intensidade 3 foi sentido em Ibaraki e Tochigi. O segundo abalo teve 50 quilômetros de profundidade ao sul de Ibaraki e registrou 4,3 graus de magnitude.

Não houve registros de mortes ou grandes danos, mas um menino de 8 anos fraturou o braço depois de cair de uma beliche ao levantar depressa durante o tremor, que também provocou alguns contratempos, como a parada temporária de trens, incluindo um shinkansen da linha Tokaido.

Desde o mês de abril o Japão está em alerta. Após fortes tremores que moveram a terra por uma extensão de mais de 100km em Kumamoto, os indicios de que o "Grande Terremoto" deve estar proximo. Vamos orar por todos que vivem nesta região tã castigada pelos efeitos da natureza! 

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Ganbare Kumamoto! Ganbare Nihon! Novas Ameaças Naturais


Um teremoto de M3.6 foi registrado às 12h56 em Kumamoto hoje, dia 28/04. O tremor alcançou 4 graus na escala japonesa na cidade de Uki, na província de Kumamoto. Não houve aviso de tsunami. O terremoto teve como epicentro a região de Kumamoto, com profundidade de 10 quilômetros.

Um teremoto de M4.7 foi registrado às 15h30 em Kumamoto também hoje. O tremor alcançou 4 graus na escala japonesa no distrito Nishi, em Kumamoto. O terremoto teve como epicentro o Mar Ariake, entre as províncias de Fukuoka, Saga, Nagasaki e Kumamoto, com profundidade de 10 quilômetros.

Além dos tremores de terra, uma frente fria que se desloca sobre o Japão deve provocar neve entre os dias 29 e 30, no norte de Gunma e Nagano e nas regiões mais elevadas de Chubu. A neve pode acumular em alguns locais. As estradas de regiões mais frias podem congelar, e com restrições para os motoristas usarem pneu de neve. Quem for pegar a estrada deve consultar a previsão do tempo antes de sair de casa.

Previsão do acúmulo de neve (até às 18h do dia 29)
10 cm: norte e regiões montanhosas de Nagano
5 cm: parte central de Nagano, incluindo Matsumoto e Ueda

Cinco anos após o terremoto de 9.0 graus que provocou um tsunami e deixou mais de 15 mil mortos no nordeste do Japão, uma série de fortes tremores registrada desde o último dia 14 no sudoeste do país reacendeu temores de que uma tragédia como a de 2011 possa se repetir em breve.

Os dois abalos sísmicos mais fortes da semana passada, de 6,5 e 7,3 graus, deixaram até agora 42 mortos na província de Kumamoto. Além disso, perto de 250 mil pessoas foram obrigadas a deixar suas casas por causa do risco de desabamento em consequência da série de réplicas.

Mais de 600 tremores foram registrados até agora na região e a terra continua se mexendo. Esses números são impressionantes, pois representam quase metade dos terremotos registrados anualmente no país.

O Japão está localizado sobre três placas tectônicas: Eurasiana, das Filipinas e do Pacífico. Cada uma delas foi formada a partir de "colagens" de placas mais antigas e, por isso, sua formação é cheia de irregularidades, chamadas de falhas. O terremoto ocorre justamente quando essas falhas se "acomodam".

O medo, segundo tem divulgado a mídia japonesa, é de que esses fortes tremores na região sudoeste desencadeiem o assentamento de outras falhas e vire um efeito dominó, subindo pelo arquipélago."Em ambas extremidades da falha é possível que haja deformação por causa da sua movimentação inicial concentrada, o que acaba incentivando outras falhas próximas a se movimentarem", explicou à BBC Brasil o pesquisador e professor de sismologia Naoshi Hirata, do Instituto de Pesquisas de Terremotos da Universidade de Tóquio.

Para alguns cientistas, os recentes terremotos em Kumamoto podem estar ligados a uma falha geológica que se prolonga através do arquipélago.

Um relatório assinado por especialistas da Universidade de Kyoto e divulgado pela imprensa diz que que fortes terremotos poderiam ocorrer em torno de uma grande falha que se estende do sudoeste do país até próximo à Tóquio.Os especialistas acreditam que os novos tremores sejam um sinal dessa movimentação. Os últimos tremores foram registrados em uma área que abrange três províncias ao norte de Kumamoto e partes da região mais central do país.

Porém, para Hirata, esses abalos sísmicos intensos no sudoeste do Japão não devem desencadear os temidos e fortes terremotos esperados para as regiões mais próximas da capital japonesa. "São áreas muito distantes de Kumamoto", lembra.

Mesmo assim, para os pesquisadores, estes fenômenos naturais de grande proporção não estão longe de acontecer.

Segundo estimativas da Universidade de Tóquio, existe 98% de possibilidade de que nos próximos 30 anos aconteça o que eles chamam de Grande Terremoto de Kanto, em uma área onde se encontra a capital japonesa.

O último terremoto forte nesta região foi registrado em 1923 e teve uma magnitude de 7,8 graus. Na época, mais de 140 mil pessoas morreram. Já os cálculos da Agência de Meteorologia do Japão é de que essa probabilidade seja de 70%.
Alerta

Por causa do grande destaque na mídia à possibilidade de um aumento nas fortes atividades sísmicas no país, o Consulado do Brasil em Tóquio divulgou um alerta para os brasileiros que vivem no país – hoje são cerca de 200 mil brasileiros.

"Tendo em vista que os dois fortes terremotos da semana passada podem representar o início de outros tremores, tomamos a iniciativa de avisar os brasileiros para que eles estejam preparados, tenham mais informação e possam localizar facilmente os abrigos", explicou Marco Farani, cônsul-geral do Brasil em Tóquio.

Para o diplomata, a divulgação do alerta é uma obrigação do consulado. "Nosso objetivo é fazer com que os brasileiros estejam alertas e que tomem as providências para se proteger", justificou.

Arnaldo Caiche D'Oliveira, cônsul-geral do Brasil em Nagoia, região que concentra a maior parte dos brasileiros no Japão, também tem se preocupado em informar os brasileiros e garantiu que existe um plano bem detalhado de ação e assistência em caso de desastres de grandes proporções.

Para que tudo ocorra como o planejado, os funcionários dos três consulados brasileiros existentes no Japão passam por treinamentos regulares. "O objetivo de aperfeiçoar a capacidade de resposta do consulado a um desastre", explicou o cônsul.

Apesar das previsões nada otimistas, o professor Hirata lembra que o Japão é um país bastante preparado para fortes terremotos. As normas de segurança para construções melhoraram depois de 1995, ano em que um forte tremor em Kobe matou mais de 6.400 pessoas, muitas das quais morreram por causa do desabamento de edifícios.

"O código de construção atual é resultado de muitas experiências de grandes desastres sísmicos do passado. Casas e edifícios construídos depois de 1981 entram no chamado novo código de construção, o que garante uma certa segurança", explicou o pesquisador japonês. No entanto, ele lembra que ainda há cerca de 20% de construções que não são nem um pouco resistentes a fortes tremores ou que possuem estruturas que podem causar facilmente incêndios.


terça-feira, 26 de abril de 2016

Kumamoto Ganbare! Doações Através da Associação Kumamoto Kenjin do Brasil


A Associação Kumamoto Kenjin do Brasil está oficialmente arrecadando doações para ajudar Kumamoto. A província japonesa foi a região mais abalada por recentes terremotos, que foram noticiados pela mídia de todo mundo.

Autoridades japonesas já contabilizam 62 pessoas falecidas na província. Além disso, mais de 53 mil pessoas estão vivendo em abrigos temporários ou dentro de veículos.

As doações que o Kumamoto Kenjinkai do Brasil receber serão enviados diretamente ao governo da província de Kumamoto. Para quem puder colaborar, segue abaixo as informações da conta:

Associação Kumamoto Kenjin do Brasil (CNPJ: 43.450.782/0001-73)
Banco do Brasil
Agência 1196-7
Conta: 42479-x

Pedimos aos doadores para que se identifiquem com o nome, endereço e, se possível, comprovante bancário e telefone (este opcional). Passar as informações para a.kumamoto@uol.com.br. Enviaremos aos doadores um comprovante do pagamento.

Toda ajuda é bem-vinda!

Obs: Caso alguém usando o nome da Associação Kumamoto Kenjin do Brasil peça doações, não aceite. Por favor, reporte aos meios oficiais da entidade, como no grupo do facebook.

www.facebook.com/Associação-Kumamoto-Kenjin-do-Brasil

sábado, 19 de janeiro de 2013

18 Anos do Terremoto de Kobe



No dia 17 de Janeiro de 1995, às 5:46 da manhã, a cidade de Kobe, localizada na província de Hyogo-ken sofreu o grande Hanshin Awaji Earthquake, que resultou na morte de mais de 5 mil pessoas e destruiu centenas de casas. Para muitas pessoas, inclusive brasileiros, esta data jamais será esquecida. 

Kōbe é um importante centro econômico do país, e detém um dos maiores portos do Japão e do mundo, de onde saiu o primeiro navio com imigrantes para o Brasil. A cidade também é muito conhecida pelo seu próspero entorno urbano, cuja paisagem é realçada pelo Monte Rokko. Situa-se a aproximadamente três horas da capital japonesa, em um trajeto percorrido pelo "Trem-bala", o trem mais rápido do mundo.

Kōbe foi atingida por um terremoto de 7.2 graus na Escala Richter em 17 de janeiro de 1995, que ocasionou a destruição de muitas ruas, casas e edifícios.

Às 5h46min da manhã do dia 17 de janeiro de 1995, o terremoto da Região Sul da província de Hyōgo, o primeiro grande terremoto a atingir diretamente uma área urbana japonesa, causou danos sem precedentes na região de Hanshin-Awaji, em cidades como Kōbe, Awaji e outras.

O abalo que durou apenas 20 segundos vitimou 4 571 pessoas, deixou dois desaparecidos, 14 678 feridos e um grande saldo de destruição: 67 421 moradias, das quais 6 965 totalmente consumidas pelo fogo, principalmente em áreas onde se concentravam antigas casas de madeira, o que reduziu a elegante cidade portuária a meras pilhas de escombros e pedregulhos.

Além dos danos diretos, os moradores da cidade também sofreram um alto grau de danos indiretos, como um longo período de estadia nos abrigos temporários (máximo de 599 locais e 222 127 refugiados). A função educacional das escolas diminuiu devido ao horário reduzido das aulas e ao uso das instalações das escolas como local de refúgio e abrigo temporário.

A cidade japonesa de Kobe e várias cidades vizinhas, lembraram no dia 17/01/2013 o 18 º aniversário do terremoto. Cerca de 5.000 pessoas, incluindo sobreviventes do terremoto e tsunami que devastou o nordeste do Japão em março de 2011, se reuniram em um parque no centro de Kobe para fazer uma oração silenciosa às 5h46, a hora exata em que ocorreu o Grande Terremoto de Hanshin (nome dado à região).

Milhares de velas de bambu foram colocadas para formar a data de "1/17" no Parque Higashi Yuenchi, onde há um monumento para lembrar o terremoto de 1995. Outros grupos também se reuniram ao mesmo tempo em outras localidades vizinhas, onde o terremoto também deixou muitas vítimas.

O epicentro do terremoto foi na parte norte da ilha Awaji, cerca de 20 quilômetros de Kobe, que por ser a cidade mais populosa da região (cerca de 1,5 milhões de pessoas na época) foi a mais prejudicada. O terremoto de Kobe foi o mais trágico do Japão no século 20 depois do de Kanto, que em 1923 deixou mais de 100.000 mortos na capital do país, Tóquio, e arredores.

Dezoito anos já se passaram e a cidade de Kobe hoje esboça uma nova imagem, atualmente a cidade ocupa o quinto lugar dentre as maiores cidades do país, além de apresentar um considerável crescimento industrial, contando com a presença de grandes corporações internacionais. 

Em 2002, foi inaugurado na cidade de Kobe, o Memorial do Terremoto, com o objetivo de relembrar o trágico episódio e conscientizar os visitantes sobre os métodos de prevenção em casos de desastres. O museu conta com um grande telão que exibe imagens reais do terremoto, além de vários jogos interativos de conscientização aos métodos preventivos em casos de desastres. 

Para saber mais sobre o Memorial acesse o site http://www.dri.ne.jp/english/index.html

domingo, 11 de março de 2012

Especial Homenagem às Vitimas do Grande Terremoto de 11 de março 2011 no Japão


Após 01 ano, o Japão ainda tenta se recuperar dos danos materiais e emocionais que o Grande Terremoto seguido do Tsunami causou ao país no dia 11 de março.

É impressionante a força e a coragem que o povo japonês demonstra dia após dia nessa batalha. 

Hoje, escrevo este post com muita tristeza pelo ocorrido, mas também sinto muita alegria em saber que esse episódio fez desabrochar em muitas pessoas um sentimento meio esquecido... a solidariedade.

E para homenagear às vitimas dessa tragédia, segue algumas canções que marcaram profundamente este sentimento de reconstrução e esperança. 

Temos na sequência o video do grupo Inawashirokos, "I Love you I Need You Fukishima", onde temos a participação de várias pessoas que residiam nas regiões afetadas. Na sequência temos o video de uma das músicas escolhidas como uma forma de seguir enfrente. Trata-se da canção "Ue o Muite Arukou", gravada em uma versão voltada para à esperança de um dia melhor. Em seguida temos um video do cantor Fukuyama Masaharu, ele um dos cantores mais engajados na ajuda às vitimas do Tsunami. E para finalizar, o vídeo da canção "Hitotsu" do cantor Nagabushi Tsuyoshi. Ele também foi um dos voluntários que tem ajudado na arrecadação de fundos e indo pessoalmente ajudar a tornar a vida das vitimas um pouco mais "leve" com suas belas canções.