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quinta-feira, 14 de março de 2019

08 Anos do Grande Terremoto e Tsunami de Fukushima


Às 14h46 (2h46 em Brasília) do dia 11 de março de 2011, uma sexta-feira, o Japão começava a viver uma das maiores tragédias de sua história. Neste exato momento, a costa nordeste japonesa (região de Tohoku) sentiu o terremoto de magnitude 9 ocorrido na região. O sismo foi o quinto mais forte já registrado na história e o pior já ocorrido na nação asiática.

O tremor ainda causou um tsunami que varreu a costa japonesa e destruiu milhares de casas - além de ter danificado reatores da usina nuclear de Fukushima, dando início à segunda pior catástrofe nuclear da história mundial. A tríplice tragédia deixou 15.853 pessoas mortas e 3.283 desaparecidas, totalizando 19.136 vítimas - maior perda de vidas em um desastre desde a Segunda Guerra Mundial no Japão.

Um tsunami de mais de 10 metros de altura causado pelo forte tremor atingiu as costas de Tohoku e Kanto.

De acordo com a Agência Nacional de Polícia, desde 8 de março o número de pessoas mortas confirmadas era de 15.867 e 2.533 outras estavam desaparecidas. Pelo menos 22.131 morreram em decorrência do desastre de 2011, incluindo aquelas cujas condições saúde se deterioraram enquanto estavam em evacuação.

Muitos problemas não foram solucionados nas áreas afetadas, incluindo um declínio da população regional e idosos vivendo isolados.

Em sete municípios na província de Fukushima ainda há zonas de entrada proibida. Uma pesquisa realizada pela Agência de Reconstrução em fevereiro mostra de 51.778 pessoas de áreas afetadas ainda estão vivendo em outros lugares no país como evacuados. Esse número vem diminuindo gradualmente.

No desastre de 2011, três reatores na planta Fukushima Daiichi sofreram fusão no que é considerado um dos piores acidentes nucleares do mundo.

No mês passado, uma sonda robótica colocada dentro de um dos reatores fez contato direto com os detritos, o que deve ser uma mistura de combustível nuclear fundido e partes estruturais.

Por causa dos detritos que lembram um monte argiloso a sonda robótica teve dificuldades para se mover.

A remoção dos detritos é considerada a parte mais difícil do desmantelamento da planta.

O governo e a TEPCO – Tokyo Electric Power Company que opera a planta disseram que com base nos resultados da avaliação, eles esperam iniciar a remoção dos detritos dos reatores em 2021 após considerar até o fim de março de 2020 maneiras de realizar o trabalho.

Nesse meio tempo, a água refrigerada sendo despejada sobre os detritos nos três reatores está sendo coletada sob o solo. A água, misturada com água subterrânea que flui no complexo de encostas próximas, continua se acumulando como contaminada.

A Autoridade de Regulação Nuclear disse que liberar a água no oceano após diluí-la de forma suficiente abaixo do nível radioativo máximo permitido pelo governo será uma maneira razoável de lidar com o problema.

Contudo um plano final sobre como lidar com a água contaminada ainda será decidido por causa das objeções de pescadores locais.

Em Tóquio, o governo organizou uma homenagem nacional às vítimas. Às 14h46 (05h46 de Brasília), quando ocorreu o terremoto de magnitude 9, foi observado um minuto de silêncio. A cerimônia teve a presença do príncipe Akishino, filho mais novo do imperador Akihito, e sua esposa Kiko, ambos representantes do casal imperial.

O primeiro-ministro Shinzo Abe e outros membros do governo parentes das vítimas e representantes das autoridades locais, participaram desta cerimônia oficial, que acontece todos os anos, desde 2012.

Segundo Abe, a reconstrução está progredindo, mas dezenas de milhares de pessoas continuam com condições de vida muito difíceis.O governo quer que a região esteja pronta para os Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020 e promete acelerar o trabalho.

O drama de Fukushima, relata Bruno Duval, correspondente da RFI em Tóquio, tornou os japoneses ainda mais atentos ao risco de catástrofes naturais e impactou o dia a dia da população. Segundo ele, muitos japoneses tem à disposição um kit de sobrevivência.

“Na minha mochila, tem um rádio, pilhas e uma lâmpada”, disse uma dona de casa. Os equipamentos, declarou, é caso ela tenha que deixar sua região com urgência. “Talvez eu não tenha tempo de fugir. Nesse caso, ficarei em casa e rezarei para que meu destino decida minha sorte”, completa.

Outras pessoas estocam alimentos e objetos em casa, como contou um morador de Fukushima. “Na minha casa, sempre tem água e comida suficiente para que eu possa sobreviver durante uma semana se não tiver mais nada para comprar em uma loja depois de um terremoto”, declarou.

Em oito anos, o número de pessoas que recorreram a um seguro em caso de terremotos como o que ocorreu em Fukushima não parou de crescer. Mas a realidade é que muitos prédios públicos não resistiriam a um novo tremor dessa intensidade.

As escolas, seguindo uma orientação do Ministério da Educação, a partir de agora também vão autorizar as crianças a trazer seu celular para o estabelecimento. “É o mínimo que se pode fazer”, diz um pai de família. “Depois de uma catástrofe, quero ter a possibilidade de ligar para minha filha logo em seguida para me assegurar que ela está bem”, diz.

De acordo com os especialistas, há 80% de probabilidade que, nos próximos trinta anos, um terremoto possa devastar uma grande parte da costa leste do país.

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Prayer For Japan! Forte terremoto de magnitude 6,7 atinge norte do Japão


Tóquio - Um terremoto de forte intensidade foi sentido no norte do Japão às 3h08 desta quinta-feira (6). Segundo a Agência Meteorológica do Japão, o abalo sísmico atingiu magnitude de 6,7 graus e não há risco de tsunami, mas pode haver uma leve variação no nível do mar.

O tremor foi sentido principalmente em Hokkaido, incluindo a capital Sapporo e a cidade de Chitose, onde fica o principal aeroporto da província, com intensidade máxima de 6+ graus (6 forte) na escala japonesa, que vai até 7.

O chefe de gabinete do governo, Yoshihide Suga, disse em entrevista coletiva que o primeiro-ministro Shinzo Abe instruiu oficiais a verificar a extensão dos danos e oferecer ajuda aos afetados.

A Tohoku Electric Power e a Hokkaido Electric Power disseram, respectivamente, que nenhuma anormalidade foi detectada na usina nuclear de Higashidori, na província de Aomori, e na usina nuclear de Tomari, em Hokkaido.

O abalo sísmico também atingiu fortemente algumas cidades das províncias de Aomori, Iwate e Miyagi, na região Tohoku.

O epicentro foi registrado no distrito de Iburi (Hokkaido), 110 quilômetros a leste de Sapporo, a uma profundidade de 40 quilômetros. A Agência informou que réplicas (tremores secundários) de mesma intensidade estão ocorrendo na região.

A magnitude (6,7) equivale à intensidade do terremoto no epicentro. Já o grau da escala japonesa (6+) considera o abalo sentido na superfície da terra.

Pelo menos cinco pessoas morreram e 31 estão desaparecidas, informou a mídia japonesa, depois que um forte terremoto atingiu Hokkaido, no norte do país, provocando deslizamentos de terra e deixando 5,3 milhões de habitantes sem energia.

A emissora NHK divulgou a primeira fatalidade confirmada: um homem de 80 anos que ficou preso sob um armário que tombou sobre ele durante o tremor, em Mukawa. Outras três pessoas morreram em Atsuma e uma em Shinhidaka.

Mais de 300 pessoas ficaram feridas após o terremoto de magnitude 6,7. Há informações de que 10 moradores foram soterrados vivos em um deslizamento de terra.

Imagens aéreas mostraram dezenas de deslizamentos de terra perto da cidade de Atsuma, no sul de Hokkaido, com montes de terra avermelhada e árvores caídas empilhadas na borda de campos verdes. Há escombros de casas ou celeiros no local.
A província inteira ficou sem energia elétrica depois que as usinas termoelétricas da Hokkaido Electric Power pararam de funcionar após o terremoto.

A operadora disse que não estava claro quando a eletricidade seria restaurada para 2,95 milhões de lares. Todos os trens de Hokkaido também pararam de funcionar. Telhas e água podiam ser vistas no andar do principal aeroporto de Hokkaido, em Chitose, que suspendeu as operações.

O aeroporto Nova Chitose é uma importante porta de entrada para Hokkaido, conhecida por suas montanhas, lagos e abundantes terras agrícolas e frutos do mar. Mais de 200 voos e 40 mil passageiros seriam afetados, disse a agência de notícias Kyodo.

O fechamento ocorre apenas alguns dias depois do aeroporto de Kansai, em Osaka, no oeste do Japão, ter sido desativado por causa do tufão Jebi. O primeiro-ministro Shinzo Abe disse que as autoridades esperam reabrir o aeroporto de Kansai para voos domésticos na sexta-feira.

O terremoto, que ocorreu às 3h08, não representou risco de tsunami, informou a Agência Meteorológica do Japão. O Serviço Geológico dos EUA disse que o epicentro estava a cerca de 68 km a sudeste de Sapporo, capital de Hokkaido.

Abe chegou ao seu escritório antes das 6h e disse a repórteres que seu governo montou um centro de comando para coordenar socorro e resgate. Parecendo abatido, Abe disse que salvar vidas era a prioridade de seu governo.

A Usina Nuclear de Tomari, que foi fechada desde o terremoto e o tsunami de 2011, sofreu uma queda de energia e está resfriando suas barras de combustível com segurança usando um gerador a diesel, disse o chefe do gabinete, Yoshihide Suga. A operadora Hokkaido Electric não detectou irregularidades de radiação na usina, disse Suga em entrevista coletiva.

A agricultura e o turismo são dois dos maiores impulsionadores econômicos de Hokkaido, mas há também o setor industrial. A Kirin Beer e a Sapporo Beer disseram que as fábricas foram fechadas devido à queda de energia, embora tenham dito que nenhum dano estrutural foi encontrado.

Uma série de tremores menores, incluindo um com magnitude de 5,4 graus, ocorreu após o terremoto inicial, disse a Agência Meteorológica. O funcionário da agência, Toshiyuki Matsumori, alertou os moradores para que tomem as precauções para possíveis grandes tremores nos próximos dias.

Fonte: Alternativa Online

domingo, 11 de março de 2018

07 Anos do Terremoto e Tsunami de Tohoku


Sete anos se passaram após o terremoto e tsunami de Tohoku, conhecido também como Higashi Nihon Daishinsai. O Japão foi atingido por um terremoto de magnitude 9 às 14h46 do dia 11 de março de 2011, o maior já registrado na história da nação e um dos cinco mais fortes do mundo.

O epicentro foi localizado a cerca de 70 km a leste de Tohoku, na província de Miyagi, nordeste do Japão. O tremor sacudiu construções nessa área do país. 7 anos após o desastre 73 mil pessoas continuam evacuadas. Um total de 73.349 pessoas continuam evacuadas desde 13 de fevereiro, quase sete anos após os desastres de 2011, de acordo com a Agência de Reconstrução, divulgou o Jiji Press no sábado (10).

Devido aos persistentes efeitos do acidente nuclear na danificada Fukushima Daiichi, de propriedade da TEPCO- Tokyo Electric Power Company, 34 mil pessoas que moravam na província continuam vivendo fora dela. Embora alertas de evacuação tenham sido retirados para grande parte das áreas de Fukushima, muitos residentes continuam cautelosos em voltar para casa.

Desde a sexta-feira (9/03/2018), o número total de mortes do terremoto e tsunami de 11 de março era de 15.895 em 12 províncias, com 2.539 desaparecidos, de acordo com a Agência Nacional de Polícia. O número de mortes excedeu os 22 mil incluindo o daquelas pessoas que morreram por causas relacionadas, como deterioração dos ferimentos sofridos nos desastres.

O número de habitações temporárias ocupadas diminuiu do nível de pico de cerca de 124 mil unidades para 19 mil, segundo a Agência de Reconstrução.
Terremoto e tsunami de Sendai de 2011 ou sismo e tsunami de Sendai (designado oficialmente Grande Terremoto do Leste do Japão) foi um sismo de magnitude de 9,1 MW com epicentro ao largo da costa do Japão ocorrido às 05:56 UTC (14:56 no horário local) de 11 de março de 2011. O epicentro foi a 130 km da costa leste da península de Oshika, na região de Tohoku, com o hipocentro situado a uma profundidade de 24,4 km. O sismo atingiu o grau 7 — a magnitude máxima da escala de intensidade sísmica da Agência Meteorológica do Japão — ao norte da Prefeitura de Miyagi, grau 6 em outras prefeituras e 5 em Tóquio.

O sismo provocou alertas de tsunami e evacuações na linha costeira japonesa do Pacífico e em pelo menos 20 países, incluindo toda a costa do Pacífico da América do Norte e América do Sul. Provocou também ondas de tsunami de mais de 10 m de altura, que atingiram o Japão e diversos outros países. No Japão, as ondas percorreram mais de 10 km de terra.

De acordo com as autoridades, houve 15 894 mortes confirmadas e mais de 2 500 ainda desaparecidos. O sismo causou danos substanciais ao Japão, incluindo a destruição de rodovias e linhas ferroviárias, assim como incêndios em várias regiões, e o rompimento de uma barragem. Aproximadamente 4,4 milhões de habitantes no nordeste do Japão ficaram sem energia elétrica, e 1,4 milhão sem água. Muitos geradores deixaram de funcionar e pelo menos dois reatores nucleares foram danificados, o que levou à evacuação imediata das regiões atingidas enquanto um estado de emergência era estabelecido. A Central Nuclear de Fukushima I sofreu uma explosão aproximadamente 24 horas depois do primeiro sismo, e apesar do colapso da contenção de concreto da construção, a integridade do núcleo interno não teria sido comprometida.

Terremotos ocorrem quase que diariamente no Japão, que se localiza na junção de várias placas tectônicas que estão em constante movimento: do Pacífico, norte-americana, Eurasiática e das Filipinas. Contudo, estima-se que a magnitude do sismo de Sendai faça deste o maior sismo já registrado no Japão e um dos cinco maiores do mundo desde que os registros modernos começaram a ser compilados.

O sismo gerou um tsunami com ondas de quatro metros, estando alertas ativos para vários países, regiões e arquipélagos como Nova Zelândia, Austrália, Rússia, Guam, Filipinas, Indonésia, Papua-Nova Guiné, Nauru, Havai e Marianas Setentrionais (Estados Unidos), Taiwan, Equador e Chile. O aviso de tsunami emitido pelo Japão foi o de maior gravidade na escala de alertas, esperando-se que possam ser atingidos os 10 metros de altura de algumas ondas. Uma onda de 0,5 m de altura atingiu a costa norte do Japão. A agência Kyodo relatou que uma onda de 4 m de altura atingiu a prefeitura de Iwate no Japão, e houve também inundações na prefeitura de Miyagi, arrasando a parte baixa da costa, levando automóveis e causando destruição.

Relatórios do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia da Servia sugerem que o efeito dos terremotos na região foi tão forte que o eixo da Terra foi alterado em 10 cm. Um relatório separado do Serviço Geológico dos Estados Unidos disse que Honshu, a principal ilha do Japão, foi movimentada em 2,4 m na direção leste.

Como no Sismo do Oceano Índico de 2004 e no Ciclone Nargis, o dano da afluência de água, embora muito mais localizado, pode ser muito mais letal e destrutivo do que o terremoto em si. Há relatos de "cidades inteiras destruídas" nas áreas atingidas pelo tsunami no Japão, incluindo 9500 desaparecidos em Minamisanriku; Kuji e Ofunato foram "varridas...não deixando nenhum vestígio de que uma cidade estava lá."

O sistema de alerta de terremotos da Agência Meteorológica do Japão alertou a população cerca de um minuto antes do tremor, através de emissoras de televisão e rádio, além de correio eletrônico e mensagens via celular para pessoas cadastradas no sistema.

O sismo atingiu severamente Honshu, incluindo Tóquio. Verificaram-se numerosos incêndios em instalações industriais. Cerca de 13 horas depois do primeiro grande abalo, dois fortes sismos de magnitude 6,2 e 6,1 atingiram novamente a costa do Japão. Um barco com cerca de 100 pessoas a bordo foi virado pelo tsunami que atingiu a costa do Japão. A embarcação estava na costa da prefeitura de Miyagi. Um grande incêndio atingiu a cidade de Kesennuma.

Outro dos efeitos do sismo foi a explosão ocorrida no dia 12 de março na Central Nuclear de Fukushima I. O tsunami atingiu-a e provocou uma avaria no sistema de refrigeração. O corte de eletricidade impediu a recuperação desse sistema, permitindo que os bastões do combustível continuassem a aquecer, aumentando a pressão e originando a explosão.

No dia anterior fora declarado estado de emergência na central nuclear e, apesar da informação de que não existiam fugas radioativas, evacuaram-se cerca de 3000 residentes num raio de 3 km do reator. Horas depois o raio de evacuação tinha sido elevado para 10 km, afetando já 45 000 pessoas. O reator é refrigerado através da circulação de água através do seu combustível nuclear, tendo sido detectada uma alta pressão de vapor no reator, o dobro do que é permitido. A empresa Tokyo Electric Power avaliou a possibilidade de libertar parte deste vapor para reduzir a pressão no mesmo, vapor esse que contém material radioativo. Os níveis de radiação na sala de controlo da central eram cerca de 1000 vezes maiores que os níveis normais. e na entrada da central foram medidos níveis 8 vezes superiores aos normais. existindo a possibilidade do derretimento do núcleo dos reatores.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Prayer For Japan! Pesquisadores alertam para iminência de ‘terremoto de grandezas extremas’


A Sede para a Promoção de Pesquisas sobre Terremotos (Jishin Honbu) anunciou nesta terça-feira (19) uma pesquisa sobre a iminência de um “terremoto de grandezas extremas” (cho-kyodai jishin). Segundo os pesquisadores, a possibilidade de um terremoto de magnitude 8,8 ou mais ocorrer no Fosso das Curilas-Kamchatka, na Baía de Hokkaido, nos próximos 30 anos, subiu para até 40%.

Essa é a primeira revisão das previsões de terremotos realizada pelos pesquisadores em 13 anos. Baseando-se nas pesquisas recentes, a sede analisou pela primeira vez a probabilidade de um terremoto na mesma escala do “Sismo e Tsunami de Tohoku de 2011” (magnitude 9) ocorrer.

Os resultados mostraram que a probabilidade de um terremoto de magnitude 8,8 abalar o território marítimo das Baías de Tokachi e Etoro Futou é de 7% a 40%. Um terremoto da mesma escala ocorre em média a cada 340 a 380 anos. “O intervalo médio passou do ‘período de ocorrência comum’, e a iminência de ocorrência elevou-se”, disse o Jishin Honbu.

Em 2006 o Conselho Central de Gestão de Desastres (Chuo Bousai Kaigi), do Gabinete do Governo, havia realizado uma suposição de danos. Segundo a organização, na pior das hipóteses, os maremotos causados pelo fenômeno deixariam cerca de 700 mortos em Hokkaido e 200 na ilha principal. Contudo, o Gabinete pretende divulgar uma nova suposição no próximo ano.

O Jishin Honbu também calculou a possibilidade de ocorrência de terremotos gigantes com epicentros individuais na mesma região marítima. Segundo a sede, há aproximadamente 70% de probabilidade de um terremoto de magnitude 7,8 a 8,5 na Baía de Nemuro e 7% na Baía de Tokachi.

“O Terremoto de Grandezas Extremas trará fortes tremores em amplas áreas e maremotos em vários locais. Visto que um terremoto de grandezas extremas como o de Tohoku pode atingir Hokkaido, será necessário revisar os preparativos”, disse Ataru Hirata, diretor das pesquisas de terremotos do Jishin

Honbu.Fonte: Asahi Shimbun

http://www.portalmie.com/atualidade/2017/12/pesquisadores-alertam-para-iminencia-de-terremoto-de-grandezas-extremas/

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Prayer For Japan! Kit de sobrevivência em caso de desastres naturais no Japão


Os frequentes terremotos no Japão mostram a importância dos cuidados pessoais em caso de ocorrência de um grande desastre natural, como as tragédias de Kobe (Hyogo) em 1995 e de Tohoku em 2011.

Como o abastecimento alimentar e de emergência a ser distribuído nos abrigos (hinanjo) pode demorar de dois a três dias, é importante sempre ter preparado um kit de emergência. O governo recomenda uma lista extensa de itens necessários para garantir o mínimo de sobrevivência, conforto e segurança. 

Kit de sobrevivência ao terremoto
- Kit de primeiros socorros e medicamentos essenciais
- Alimentos não perecíveis para três ou quatro dias (pelo menos 10 litros) por pessoa
- Vestuário de proteção, impermeáveis, de cama e sacos de dormir
- Muda de roupa
- Rádio a pilha, lanterna e pilhas extras
- Artigos especiais para famílias com crianças, idosos ou deficientes
- Anotar as instruções sobre como desligar o gás, eletricidade e água, se as autoridades recomendarem que o faça
- Passaporte, zairyu card e dinheiro (notas e moedas)
- Outros itens: jornais, filmes plásticos, luvas de borracha, sacos de lixo, fita adesiva, copos de papel, pratos e utensílios

Saiba o que fazer – e também o que não fazer – em caso de terremoto:
- Proteja-se, cobrindo a cabeça
- Abra a porta da frente ou das janelas com acesso a uma rota de fuga segura
- Vá para um lugar seguro 
- Caso a sua casa não esteja em condições de morar ou apresente algum tipo de risco, vá para o local de refúgio (hinanjo)
- Não corra desesperadamente para fora
- Não perca tempo tentando desligar o fogão
- Não fique perto de móveis
- Se estiver em algum estabelecimento, siga as instruções do local
- Na rua, cuidado com a queda de objetos, tais como vidros, placas, etc. 
- Fique longe de qualquer coisa que possa tombar (paredes de blocos, postes, máquinas de venda automática, etc.)

Prepare sua casa e local de trabalho
A maioria das mortes e lesões iniciais causadas por terremotos, são resultados da queda de objetos ou de estilhaços de vidro, o que mostra a importância de deixar preparada a sua casa e o local de trabalho. Confira alguns itens:
- Instale fechos fortes nos armários e portas de correr
- Mover ou fixar os móveis que poderiam bloquear sua rota de saída
- Remova ou isole materiais inflamáveis
- Instale filme de segurança no interior de todas as janelas
- Confira a localização das saídas de emergência, alarmes de incêndio e extintores de incêndio
- Escolha um local seguro em todos os quartos – sob uma mesa resistente ou escrivaninha ou entre paredes, onde nada pode cair por cima
- Instalar um extintor de incêndio e saber como utilizá-lo
- Mover ou fixar objetos e móveis que possam cair sobre você, tais como armários, livros, quadros ou relógios de parede
- Fixar os móveis pesados, tais como estantes de livros, TV e geladeira
- Fixar os objetos de locais altos com braçadeiras e os móveis altos com varas de tensão ajustáveis (tsuppari bou), que se encaixam entre o móvel e o teto
- Utilize os taishin pads, adesivos acolchoados para utilizar sob móveis para impedir movimento horizontal durante um terremoto
- Afaste a sua cama de todas as janelas
- Deixe uma lanterna e chinelos ao lado da cama
- Remova os objetos que podem cair sobre a cama

Verifique o local de refúgio (hinanjo)
- Verifique o hinanjo mais próximo de sua casa. Se não encontrar, informe-se na prefeitura. 
- Verifique o caminho da sua casa até o refúgio. Experimente ir, não só de dia, mas também à noite para checar se não há pontos de perigo. 

Antes de procurar o refúgio
- Vá ao local à pé. 
- Leve somente o necessário, deixando as mãos livres.
- Desligue a válvula de gás e a chave de eletricidade.
- Avise os vizinhos e familiares o hinanjo para onde está indo. Deixe escrito num papel e coloque na porta de entrada. 

Fontes: Hice, Centro Internacional de Nagoya e Universidade de Gunma
http://www.alternativa.co.jp/Servico/View/68955/Kit-de-sobrevivencia-em-caso-de-desastres-naturais

sábado, 29 de abril de 2017

Prayer for Japan! Terremoto no Sul do Japão e Inicio da Temporada de Taifu 2017

Tóquio - Um terremoto de intensidade moderada foi sentido no sul do Japão às 21h32 deste sábado (29). Segundo a Agência Meteorológica do Japão, o abalo sísmico atingiu magnitude de 5,7 graus e não há risco de tsunami.

O tremor foi sentido principalmente nas províncias de Kagoshima e Miyazaki, com intensidade máxima de 3 graus na escala japonesa, que vai até 7. Por enquanto, não há informações sobre vítimas ou danos.

O epicentro foi registrado ao sul de Kagoshima, perto da península de Osumi, a uma profundidade de 50 quilômetros. A Agência informou que existe a possibilidade de ocorrerem réplicas (tremores secundários) na região.

A magnitude (5,7) equivale à intensidade do terremoto no epicentro. Já o grau da escala japonesa (3) considera o abalo sentido na superfície da terra.

CIDADES MAIS AFETADAS PELO TERREMOTO
(3 graus na escala japonesa)

MIYAZAKI
Nichinan-shi Nango-cho-minamimachi
Kushima-shi Toi

KAGOSHIMA
Kagoshima-shi Kiirecho
Kagoshima-shi Sakurajima-akamizu-shinjima
Ibusuki-shi Yamagawa-shinseicho
Minami-satsuma-shi Kimpocho-okudari
Kirishima-shi Fukuyamacho-makinohara
Kanoya-shi Shin-eicho
Kanoya-shi Fudamoto
Kanoya-shi Kihokucho-kamimobiki
Kanoya-shi Airacho-fumoto
Kanoya-shi Kushiracho-okazaki
Osaki-cho Karijuku
Higashi-kushira-cho Kawanishi
Kinko-cho Tashiro-shisho
Kinko-cho Shiromoto
Minami-osumi-cho Nejime
So-o-shi Sueyoshicho-ninokata
Kimotsuki-cho Niitomi
Nishino-omote-shi Sumiyoshi
Nishino-omote-shi Nishino-omote
Mishima-mura Takeshima
Nakatane-cho Noma
Minami-tane-cho Nakanokami

O Comitê de Pesquisa do Terremoto, do governo do Japão, apresentou para a imprensa, nesta quinta-feira (27) a versão 2017 do mapa de probabilidade de terremotos de escala acima da magnitude (shindo, em japonês) 6 (fraca). Também explicou detalhadamente os motivos e o percentual de aumento da probabilidade desses abalos sísmicos, especialmente na costa do Oceano Pacífico.

A nova versão foi preparada embasada nas pesquisas das zonas de falhas ativas e dos históricos anteriores, segundo o noticiário da ANN. Como ainda não ocorreu o temido Nankai Trough (pronuncia-se Nankai Torafu, em japonês), os especialistas do comitê acreditam que há uma distorção acumulada entre as placas do mar e da terra.

O “mapa de risco sísmico” apresentado pelo comitê mostra claramente, através da classificação em cores, o percentual de possibilidade de terremoto de magnitude de um Nankai Trough, dentro dos próximos 30 anos.

Probabilidade de terremoto nos próximos 30 anos

O mapa é detalhado, com escala, representando cada área do território a cada 250 metros. Em comparação com a versão anterior percebe-se um aumento da probabilidade de 1%, em média.

Confira quais são as localidades com maior risco e que não tiveram alteração em relação à versão do ano passado:
85%: Chiba (província homônima)
81%: Mito (Ibaraki) e Yokohama (Kanagawa)
47%: Tóquio (capital)

Cidades que tiveram leve aumento percentual em relação ao ano anterior:
74%: Kochi (província homônima)
69%: Shizuoka (província homônima)
63%: Tsu (Mie)
58%: Wakayama (província homônima)
56%: Osaka (província homônima)
46%: Nagoia (Aichi)

Foi constatada a ocorrência do primeiro taifu (tufão) na manhã de quarta-feira (26), segundo anúncio feito pela Agência de Meteorologia do Japão.

De acordo com a observação da AMJ, o taifu no. 1 se formou no leste do Mar das Filipinas, por volta das 9h00. Ele tinha sido detectado como ciclone tropical e mais tarde transformou-se em tufão.

O taifu no. 1 tem pressão do centro de 1002 hPa, a velocidade máxima do vento perto do centro é de 18 m/s, e a velocidade máxima dos ventos é de 25 m/s. O taifu no. 1 traz do seu centro a um raio de 220 Km ventos fortes de 15 m/s, segundo o anúncio.

O tufão número 1 se desloca de forma lenta ao oeste-noroeste. Segundo a agência, há possibilidade desse taifu se transformar em ciclone extratropical dentro dos próximos 3 dias. No entanto, mesmo que isso ocorra, ele traz chuvas intensas e ventanias, com possibilidade de provocar ondas muito altas no mar.

A Agência de Meteorologia do Japão solicita ao público que fique atento aos movimentos dele, acompanhando os noticiários. Ainda não se sabe se o taifu no. 1 irá se aproximar do Japão e atrapalhar o tão esperado feriadão de Golden Week.

Fontes:

http://www.portalmie.com/atualidade/noticias-do-japao/sociedade-2/2017/04/aumento-da-probabilidade-de-terremoto-de-grande-escala-em-30-anos-novo-mapa-2017/

http://www.alternativa.co.jp/Noticia/View/67492/Terremoto-de-magnitude-57-atinge-sul-do-Japao

http://www.portalmie.com/atualidade/desastres-naturais/informacoes-desastres/2017/04/taifu-primeira-ocorrencia-do-ano-de-2017-podera-afetar-o-golden-week/

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Kobe lembra 22 anos de terremoto que deixou mais de 6.400 mortos


Homenagens às vítimas de um forte terremoto que devastou a cidade de Kobe (Hyogo) e áreas vizinhas há 22 anos estão sendo feitas no Japão nesta terça-feira (17).

O Grande Terremoto de Hanshin-Awaji (ou Terremoto de Kobe) ocorreu em 17 de janeiro de 1995, causando a morte de 6.434 pessoas.

As famílias das vítimas fatais e sobreviventes se reuniram em um parque na cidade de Kobe onde 7.000 lanternas de bambu foram acesas. Orações em silêncio foram feitas às 5h46, o horário exato do terremoto.

As lanternas foram alinhadas para formar os números “1-17”, representando a data do terremoto e o kanji “hikari” que significa luz.

Uma cerimônia fúnebre teve início no final da manhã de hoje em frente a um monumento memorial no parque.

Além das 6.434 vítimas fatais, o terremoto deixou cerca de 40.000 feridos e danificou 640.000 construções. Cerca de 310.000 pessoas foram forçadas a buscar abrigos de emergência.

Os desafios continuam, como oferecer suporte aos sobreviventes idosos e passar as lições sobre a tragédia para a próxima geração.

Este grande terremoto abalou o Japão na época, e até hoje é lembrado e estudado para ajudar em medidas preventivas.

Fonte: http://www.portalmie.com/atualidade/noticias-do-japao/sociedade-2/2017/01/kobe-lembra-22-anos-de-terremoto-que-deixou-mais-de-6-400-mortos/

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Prayer For Japan! Forte Tremor atinge Provincia de Ibaraki


Forte terremoto com epicentro em Ibaraki, foi considerado réplica do grande terremoto de Fukushima 5 anos atrás. Transportes públicos pararam, construções foram danificadas e produtos caíram de suas prateleiras em lojas. Umas das entrevistadas, que vivenciou o terremoto de 2011, descreve que o terremoto do dia 28, veio como um estrondo de baixo com movimentos verticais e de longa duração.

O tremor de magnitude 6,3 que atingiu províncias em Kanto e Tohoku na noite de quarta-feira (28) foi sentido com mais intensidade na cidade de Takahagi, em Ibaraki. 

Nesta quinta-feira (29) autoridades ainda estimam os danos provocados pelo forte abalo, que teve o seu epicentro em uma profundidade de 11 quilômetros ao norte de Ibaraki e atingiu intensidade 6 (-) na escala japonesa em Takahagi. 

A emissora Fuji informou que, até o momento, foi possível verificar danos em construções de Takahagi. O vidro das janelas do ginásio esportivo da escola Kimita Chugakkou (ensino ginasial) quebrou em centenas de fragmentos que se espalharam na quadra. 

No distrito Wakaguri, diversas casas sofreram danos no telhado e paredes. Na reportagem, um homem mostrou a queda de telhas na residência onde vive e, do lado de dentro da propriedade, diversos utensílios de cozinha se partiram. “Só podemos entrar com sapatos dentro de casa”, comentou. 

Houve registros de quedas de rochas em seis localidades e algumas ruas ficaram interditadas. O terremoto também deixou dois feridos na cidade, que sofreram quedas durante o forte tremor. 

Autoridades da Agência de Meteorologia do Japão (JMA) estão alertando as regiões atingidas para que haja um cuidado máximo nos próximos setes dias, devido às possibilidades de que fortes tremores secundários sejam registrados.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Prayer For Japan! Terremoto de magnitude 7,3 atinge Tohoku e gera alerta de tsunami

Tóquio - Um terremoto de forte intensidade foi sentido na região Tohoku às 5h59 desta terça-feira (22). Segundo a Agência Meteorológica do Japão, o abalo sísmico atingiu magnitude de 7,3 graus.

Um alerta de tsunami foi emitido para Fukushima (3 metros), Miyagi, Ibaraki, Iwate e Chiba (1 metro), podendo atingir o litoral dessas províncias entre 6h10 e 6h30. As pessoas que estiverem perto do mar devem procurar imediatamente um local seguro e elevado.

O tremor foi sentido em várias províncias, principalmente em Fukushima, Ibaraki e Tochigi, com intensidade máxima de 5- graus (5 fraco) na escala japonesa. Por enquanto, não há informações sobre vítimas ou danos.

O epicentro foi registrado na costa de Fukushima, a uma profundidade de 10 quilômetros. A Agência informou que existe a possibilidade de ocorrerem réplicas (tremores secundários) na região.

A magnitude (7,3) equivale à intensidade do terremoto no epicentro. Já o grau da escala japonesa (5-) considera o abalo sentido na superfície da terra.

Fonte: http://www.alternativa.co.jp/Noticia/View/63279/Terremoto-de-magnitude-73-atinge-Tohoku-e-gera-alerta-de-tsunami

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Prayer For Japan! Forte Tremor de M6.6 Atinge a Provincia de Tottori


A região de Tottori sofreu diversos terremotos em sequência hoje (21/out) desde às 12h21. O primeiro tremor foi às 12h12, atingindo M4.2 (Shindo 4), e o tremor mais forte às14h07 atingindo M6.6 (Shindo 6-). Em seguida, outros três terremotos foram sentidos às 14h15, 14h30, 14h33, 14h46 e 14h50, 14h58 com magnitudes variadas, mas chegando até M5 (relativamente forte). Os tremores têm acontecido a uma profundidade de 10km, próximo a superfície. Todas elas duraram cerca de 10 segundo, segundo o noticiário da ANN. Durante a transmissão do noticiário, mais réplicas ocorreram às 14h50 e 15h53, de 3 e 4 graus.

Segundo a Agência Meteorológica do Japão, o tremor atingiu a magnitude M6.6, com epicentro na região Tottori Chubu a 10km de profundidade.

O tremor foi sentido com mais força em Tottori, atingindo intensidade Shindo 6- (escala japonesa), mas foi sentido também em Okayama, Hiroshima, Kagawa, Shimane, Yamaguchi e Nara com intensidades entre 3 e 6-; O tremor mais forte de hoje (M6.6) chegou a ser sentido na região central do Japão (Aichi, Mie, Gifu e Shiga), mas atingiu com força Tottori, Hyogo, Hiroshima, Ehime, Kyoto e outras províncias.

A JMA (Agência Meteorológica do Japão) informou que não há perigo de tsunami. Mas todos devem ficar alertas para possíveis réplicas.

A Magnitude é medida no epicentro do terremoto pela Escala Richter, e a intensidade é medida na superfície pela Escala Shindo, que vai de 1 a 7. Ainda não há informações concretas de cada município atingido, entretanto, as pessoas tem enviados fotos para as emissoras de TV do Japão.

Imagens das TVs japonesas mostram que algumas construções foram danificadas, e o asfalto chegou a trincar em alguns locais. 32 mil residentes ficaram sem luz em Tottori.

Autoridades alertam para réplicas de terremotos durante até 2 semanas, conforme um especialista falou a NHK. E está sendo emitido aviso aos cidadãos ao sul do Japão a ficarem atentos com tsunami, devido a posição do epicentro dos terremotos.

Em consequência do terremoto de 6 graus (fraco), nas cidades do centro da província de Tottori, 2 idosos de Hokuei-cho se feriram com lesões leves, há incêndios em Kurayoshi-shi e 1 mulher que estava manipulando uma frigideira com óleo se queimou. Algumas cidades tiveram a energia elétrica interrompida. Isso causou um pouco de congestionamento nas estradas. Algumas casas tiveram painéis solares e telhados caídos, como mostram nas fotos publicadas nas redes sociais. Parte dos trens das províncias de Tottori e Shimane pararam suas operações.

Ainda, a preocupação em relação à usina nuclear situada em Matsue (Shimane), informou que até o momento não há nenhum dano.

Kurayoshi-shi e em outras cidades de Tottori, ocorreram queda de energia elétrica. No momento, a usina nuclear de Shimane não oferece riscos, segundo a ANN.

O primeiro ministro Shinzo Abe anunciou, às 15h00, a todos os ministérios envolvidos que reúnam e repassem informações à população e acionem todos os órgãos para socorro, se for o caso.

Fonte:
http://www.portalmie.com/
http://www.ipc.digital/

domingo, 26 de junho de 2016

Prayer For Japan! Chuvas, Calor e Terremotos no Japão Causam Preocupação Neste Final de Junho


Dois meses após a sequência de dois terremotos de escala 7, Kumamoto sofre com fortes chuvas. Momentos antes desta reportagem no dia 21/06, havia sido registrado um terremoto de escala 3. Na cidade de Mashiki, uma barragem rompeu-se inundando plantações, estufas, estradas, residências e tudo que a água barrenta encontrou pela frente. Em vários pontos da cidade há registros de deslizamento com vítimas fatais. Em Kosa (Kumamoto), a quantidade de chuva chegou a 150 mm em uma hora. O nível é o quarto maior registrado no Japão.

Em Kumamoto, as chuvas já deixaram dois mortos, uma pessoa foi encontrada com parada cardíaca e três estão desaparecidas.A frente de chuva se desloca durante a semana para o leste, atingindo em cheio as regiões de Kinki, Tokai e Kanto. Em algumas regiões, as chuvas podem ser muito intensas, com possibilidade de desmoronamentos de terra e inundações. Em todos esses locais há risco de relâmpagos e rajadas de ventos fortes.

A forte chuva continua afetando a área norte de Kyushu, no sul do Japão, com os governos locais emitindo alertas de evacuação a mais de 700.000 pessoas neste último dia 24/06.

Na província de Hiroshima, um trecho de 12 metros da margem do Rio Inoko, na cidade de Fukuyama, cedeu, e duas pessoas pessoas ficaram feridas. De meia-noite às 6h de quinta-feira (24), o índice de chuvas na cidade foi de 148.5 milímetros.

Até as 6h desta sexta-feira (24), estava previsto um índice de precipitação de 120 milímetros em algumas áreas de Shikoku e Kinki, oeste do Japão, e 100 milímetros nas Ilhas de Izu, ao largo da costa de Tóquio, segundo a Agência Meteorológica do Japão (JMA).

A JMA pediu que os residentes em Kyushu ficassem atentos em relação a possíveis deslizamentos de terra.

Em Kurume, na província de Fukuoka, Takenori Nonaka, de 86 anos, desapareceu após ter ido verificar seus campos de arroz na manhã de quarta-feira (22). Segundo a polícia, ele pode ter caído em um canal e ter sido arrastado pela correnteza.

Yu Matsuura, um universitário de 19 anos, que desapareceu na terça-feira enquanto nadava, foi encontrado morto no dia seguinte em um rio em Nobeoka, província de Miyazaki, segundo a polícia local.

Um terremoto de M4.6 foi resgitradoàs 13h51 do dia 25/06 em Nagano, ao Norte do Japão. O tremor foi sentido com 4 graus na escala japonesa nas cidades de Otari e Ogawa, na província de Nagano. Não houve aviso de tsunami. O terremoto teve como epicentro a região Joetsu em Nagano, com profundidade de 10 quilômetros.

O Japão vem sentindo muitos efeitos das mudanças da natureza atualmente. Os terremotos estão cada vez mais frequentes e com maior intensidade. Com uma previsão de um verão muito mais rigoroso do que o normal. o Japão já está em alerta para possiveis aumento no consumo de bebidas alcolicas enão alcolicas. Nesta estação do ano, geralmente crianças e idosos sofrem muito mais com o calor intenso e, de acordo com a previsão da Agência Meteorológica, o Japão terá um verão mais intenso neste ano devido a um sistema de alta pressão no Pacífico mais forte que o normal.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Kumamoto Ganbare! Terremoto Atinge a Região de Kyushu no Japão


De acordo com a Agência Meteorológica do Japão, houve ocorrência de um terremoto às 21h16 de 14 de abril, quinta-feira. Logo em seguida, às 22h08, novos tremores nas províncias de Kyushu, com intensidade 6 (fraco).

A profundidade do epicentro foi de 10 km e a escala do sismo indica magnitude de 6,4 graus. A imprensa está alertando as pessoas para se afastarem das margens dos rios e do mar, além das encostas das montanhas.

O Primeiro Ministro do Japão, Shinzo Abe declarou que já solicitou coleta de informações urgentemente. Os Corpos de Bombeiros das províncias de Kyushu estão trabalhando para verificar se há vítimas.

O terremoto durou cerca de 30 segundos e atingiu o nível máximo na escala japonesa - que vai de 0 a 7 - no distrito de Mashiki, a leste da cidade, onde fica o aeroporto de Kumamoto. Seu epicentro foi determinado a 10 quilômetros de profundidade.

Segundo a rede de televisão NHK, o abalo foi o mais forte desde o terremoto de março de 2011, quando um tremor no Japão deixou 18.500 mortos ou desaparecidos e provocou grande destruição, incluindo um acidente nuclear na Central de Fukushima.

O principal porta-voz do governo do Japão, Yoshihide Suga, disse que vários prédios desmoronaram. Segundo a polícia, o terremoto destruiu dezenove casas, deixou 16.000 lares sem eletricidade e outros 38.000 sem gás. Há relatos de incêndios em diferentes locais da cidade. Há mais de 10 edificações que sofreram colapso, além de pessoas feridas por ficarem sob armários que caíram com os tremores ocorridos às 21h26 e 22h08, segundo a polícia de Mifune Kumamoto. Nas cidade de Mifune e Mashiki os bombeiros estão apagando chamas como consequência dos tremores. Em Kumamoto (província homônima), os hospitais estão recebendo vítimas com ferimentos, mas ainda não há dados oficiais.

Segundo a polícia de Saga, não há problema com a Kyushu Electric Power Genkai, localizada em Genkai (Saga). Igualmente, não houve problema com a Usina Nuclear de Kyushu, localizada na província de Kagoshima.

A prefeitura da cidade de Yashiki (Kumamoto) está recebendo pessoas que necessitam de abrigo, até as 23h00 de quinta-feira (14/abr). Sem energia elétrica, o exército japonês, corpo de bombeiros e voluntários já providenciaram iluminação e as pessoas chegam com seus cobertores. Até as 23h00 os tremores ainda continuam em Kumamoto.

Conforme a pagina do G1, o terremoto de 6,5 graus de magnitude que atingiu a quinta-feira (13) o sudoeste do Japão deixou pelo menos nove mortos e 1.126 feridos, entre eles 50 em estado grave, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelas autoridades japonesas.

Entre os nove mortos estão quatro homens e cinco mulheres, a maioria deles maiores de 60 anos, que morreram em acidentes causados pelo terremoto no distrito de Mashiki e na cidade de Kumamoto.

Além disso, o terremoto deixou 1.126 pessoas feridas em 13 municípios e 44,4 mil pessoas foram evacuadas.

No distrito de Mashiki, o terremoto alcançou o nível 7 na escala japonesa, que se centra mais nas áreas afetadas que na intensidade do tremor, e causou o desabamento de 20 casas.Após o terremoto, foram registradas 135 réplicas, segundo a JMA, que alertou da possibilidade que se produzam novos tremores, inclusive alguns de elevada intensidade.

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, se deslocará no sábado à zona do terremoto, onde visitará alguns dos afetados, enquanto o Ministério da Defesa enviou cerca de 1,7 mil soldados das forças de Autodefesa para ajudar os municípios afetados.

Abe afirmou nesta sexta-feira que o governo e os serviços de resgate "estão fazendo todo o possível e trabalhando contra o relógio para salvar vidas", em declarações feitas após uma reunião de emergência do Executivo e recolhidas pela rede "NHK".Trata-se do primeiro terremoto que alcança o nível 7 na escala japonesa desde o potente terremoto de 11 de março de 2011 que gerou um devastador tsunami e deixou mais de 18 mil mortos e desaparecidos no nordeste japonês, além de provocar na central de Fukushima o pior acidente nuclear desde Chernobyl.

02º Terremoto de Magnitude Alta Atinge a Região de Kyushu

A Agência Nacional de Meteorologia do Japão acabou de anunciar um novo tremor na província de Kumamoto, à 01h25 deste sábado (16), com intensidades 6 (forte) na capital e nas cidades de Aso e Ashikita e com intensidade 5 (forte) e 5 (fraco) graus em algumas localidades de Fukuoka, Saga, Nagasaki, Ooita e Miyazaki.

De acordo com o portal IPC Digital, as autoridades japonesas anunciaram para que as pessoas se afastem da costa por conta da previsão de tsunami. Este é o segundo dia consecutivo que o Japão é atingido por terremotos.

Segundo a página da UOL, as autoridades do Japão alertaram moradores de áreas litorâneas sobre um possível tsunami com ondas de um metro de altura após o forte terremoto de magnitude 7 que sacudiu nesta sexta-feira (15) o sudoeste do país, informou a agência japonesa "Kyodo".

O terremoto aconteceu às 16h25 GMT (13h25 de Brasília), com epicentro a um quilômetro da cidade de Kumamoto, na ilha de Kyushu, e hipocentro situado a cerca de 11 quilômetros de profundidade, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).

O tremor registrado hoje em Kumamoto supera o de magnitude 6,5 ocorrido ontem na mesma região e que provocou pelo menos nove mortes e deixou 1.126 feridos, entre eles 50 em estado grave. Além disso, este foi o abalo sísmico mais forte no Japão desde o que, em 2011, causou mais de 18 mil mortes e provocou um desastre nuclear na usina de Fukushima.

A 120 quilômetros de onde aconteceu o terremoto desta sexta-feira fica a usina nuclear de Sendai, a única atualmente em funcionamento no Japão.