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quinta-feira, 14 de março de 2019

08 Anos do Grande Terremoto e Tsunami de Fukushima


Às 14h46 (2h46 em Brasília) do dia 11 de março de 2011, uma sexta-feira, o Japão começava a viver uma das maiores tragédias de sua história. Neste exato momento, a costa nordeste japonesa (região de Tohoku) sentiu o terremoto de magnitude 9 ocorrido na região. O sismo foi o quinto mais forte já registrado na história e o pior já ocorrido na nação asiática.

O tremor ainda causou um tsunami que varreu a costa japonesa e destruiu milhares de casas - além de ter danificado reatores da usina nuclear de Fukushima, dando início à segunda pior catástrofe nuclear da história mundial. A tríplice tragédia deixou 15.853 pessoas mortas e 3.283 desaparecidas, totalizando 19.136 vítimas - maior perda de vidas em um desastre desde a Segunda Guerra Mundial no Japão.

Um tsunami de mais de 10 metros de altura causado pelo forte tremor atingiu as costas de Tohoku e Kanto.

De acordo com a Agência Nacional de Polícia, desde 8 de março o número de pessoas mortas confirmadas era de 15.867 e 2.533 outras estavam desaparecidas. Pelo menos 22.131 morreram em decorrência do desastre de 2011, incluindo aquelas cujas condições saúde se deterioraram enquanto estavam em evacuação.

Muitos problemas não foram solucionados nas áreas afetadas, incluindo um declínio da população regional e idosos vivendo isolados.

Em sete municípios na província de Fukushima ainda há zonas de entrada proibida. Uma pesquisa realizada pela Agência de Reconstrução em fevereiro mostra de 51.778 pessoas de áreas afetadas ainda estão vivendo em outros lugares no país como evacuados. Esse número vem diminuindo gradualmente.

No desastre de 2011, três reatores na planta Fukushima Daiichi sofreram fusão no que é considerado um dos piores acidentes nucleares do mundo.

No mês passado, uma sonda robótica colocada dentro de um dos reatores fez contato direto com os detritos, o que deve ser uma mistura de combustível nuclear fundido e partes estruturais.

Por causa dos detritos que lembram um monte argiloso a sonda robótica teve dificuldades para se mover.

A remoção dos detritos é considerada a parte mais difícil do desmantelamento da planta.

O governo e a TEPCO – Tokyo Electric Power Company que opera a planta disseram que com base nos resultados da avaliação, eles esperam iniciar a remoção dos detritos dos reatores em 2021 após considerar até o fim de março de 2020 maneiras de realizar o trabalho.

Nesse meio tempo, a água refrigerada sendo despejada sobre os detritos nos três reatores está sendo coletada sob o solo. A água, misturada com água subterrânea que flui no complexo de encostas próximas, continua se acumulando como contaminada.

A Autoridade de Regulação Nuclear disse que liberar a água no oceano após diluí-la de forma suficiente abaixo do nível radioativo máximo permitido pelo governo será uma maneira razoável de lidar com o problema.

Contudo um plano final sobre como lidar com a água contaminada ainda será decidido por causa das objeções de pescadores locais.

Em Tóquio, o governo organizou uma homenagem nacional às vítimas. Às 14h46 (05h46 de Brasília), quando ocorreu o terremoto de magnitude 9, foi observado um minuto de silêncio. A cerimônia teve a presença do príncipe Akishino, filho mais novo do imperador Akihito, e sua esposa Kiko, ambos representantes do casal imperial.

O primeiro-ministro Shinzo Abe e outros membros do governo parentes das vítimas e representantes das autoridades locais, participaram desta cerimônia oficial, que acontece todos os anos, desde 2012.

Segundo Abe, a reconstrução está progredindo, mas dezenas de milhares de pessoas continuam com condições de vida muito difíceis.O governo quer que a região esteja pronta para os Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020 e promete acelerar o trabalho.

O drama de Fukushima, relata Bruno Duval, correspondente da RFI em Tóquio, tornou os japoneses ainda mais atentos ao risco de catástrofes naturais e impactou o dia a dia da população. Segundo ele, muitos japoneses tem à disposição um kit de sobrevivência.

“Na minha mochila, tem um rádio, pilhas e uma lâmpada”, disse uma dona de casa. Os equipamentos, declarou, é caso ela tenha que deixar sua região com urgência. “Talvez eu não tenha tempo de fugir. Nesse caso, ficarei em casa e rezarei para que meu destino decida minha sorte”, completa.

Outras pessoas estocam alimentos e objetos em casa, como contou um morador de Fukushima. “Na minha casa, sempre tem água e comida suficiente para que eu possa sobreviver durante uma semana se não tiver mais nada para comprar em uma loja depois de um terremoto”, declarou.

Em oito anos, o número de pessoas que recorreram a um seguro em caso de terremotos como o que ocorreu em Fukushima não parou de crescer. Mas a realidade é que muitos prédios públicos não resistiriam a um novo tremor dessa intensidade.

As escolas, seguindo uma orientação do Ministério da Educação, a partir de agora também vão autorizar as crianças a trazer seu celular para o estabelecimento. “É o mínimo que se pode fazer”, diz um pai de família. “Depois de uma catástrofe, quero ter a possibilidade de ligar para minha filha logo em seguida para me assegurar que ela está bem”, diz.

De acordo com os especialistas, há 80% de probabilidade que, nos próximos trinta anos, um terremoto possa devastar uma grande parte da costa leste do país.

domingo, 11 de março de 2018

Homenagem 07 Anos do Terremoto e Tsunami de Tohoku - Hana wa Saku


Olá amigos do Enka Mania! Hoje, como mensagem de esperança e força, vamos trazer a canção "Hana wa Saku", Esta canção foi lançada em 2012, como forma de apoio à vitimas do grande Tsunami que assolou o Japão em 2011. Esta linda canção já foi regravada por varios artistas desde o seu lançamento, e esta é uma singela mensagem de força que estamos enviando ao Japão! 

Confiram este lindo video com a canção "Hana wa Saku", interpretada pela cantora mirim Suzuki Ryo. 

Flor Desabrocha
Tradução: Elson Diogo Masuzawa

No caminho de neve branca pura, a fragrância do brisa da primavera
Para mim, é nostálgico
Lembrar-me daquela cidade

Haviam também, sonhos que queria realizar
Haviam também, o “eu” que gostaria de mudar
Agora há somente nostalgia
Daquela pessoa que eu me lembro

Ouço a canção de alguém
Incentivo alguém
Vejo o sorriso de alguém
No outro lado da tristeza

A flor, a flor, a flor desabrocha
Para você, que nasceu em algum momento
A flor, a flor, a flor desabrocha
Pergunto-me o que foi que eu deixei

No distante céu noturno, a presença do amanhecer
Para mim, é nostálgico
Lembrar-me daqueles dias

Sendo ferido e ferindo os outros
Não sendo recompensado mesmo ao chorar
Agora é apenas adorável
Aquela pessoa que eu me lembro

Vejo os sentimentos de alguém
Estou ligado a alguém
Vejo o futuro de alguém
No outro lado da tristeza

A flor, a flor, a flor desabrocha
Para você, que nasceu em algum momento
A flor, a flor, a flor desabrocha
Pergunto-me o que foi que eu deixei

A flor, a flor, a flor desabrocha
Para você, que nasceu em algum momento
A flor, a flor, a flor desabrocha
Pergunto-me o que foi que eu deixei

A flor, a flor, a flor desabrocha
Para você, que nasceu em algum momento
A flor, a flor, a flor desabrocha
Para você que, em algum dia, irá amar

07 Anos do Terremoto e Tsunami de Tohoku


Sete anos se passaram após o terremoto e tsunami de Tohoku, conhecido também como Higashi Nihon Daishinsai. O Japão foi atingido por um terremoto de magnitude 9 às 14h46 do dia 11 de março de 2011, o maior já registrado na história da nação e um dos cinco mais fortes do mundo.

O epicentro foi localizado a cerca de 70 km a leste de Tohoku, na província de Miyagi, nordeste do Japão. O tremor sacudiu construções nessa área do país. 7 anos após o desastre 73 mil pessoas continuam evacuadas. Um total de 73.349 pessoas continuam evacuadas desde 13 de fevereiro, quase sete anos após os desastres de 2011, de acordo com a Agência de Reconstrução, divulgou o Jiji Press no sábado (10).

Devido aos persistentes efeitos do acidente nuclear na danificada Fukushima Daiichi, de propriedade da TEPCO- Tokyo Electric Power Company, 34 mil pessoas que moravam na província continuam vivendo fora dela. Embora alertas de evacuação tenham sido retirados para grande parte das áreas de Fukushima, muitos residentes continuam cautelosos em voltar para casa.

Desde a sexta-feira (9/03/2018), o número total de mortes do terremoto e tsunami de 11 de março era de 15.895 em 12 províncias, com 2.539 desaparecidos, de acordo com a Agência Nacional de Polícia. O número de mortes excedeu os 22 mil incluindo o daquelas pessoas que morreram por causas relacionadas, como deterioração dos ferimentos sofridos nos desastres.

O número de habitações temporárias ocupadas diminuiu do nível de pico de cerca de 124 mil unidades para 19 mil, segundo a Agência de Reconstrução.
Terremoto e tsunami de Sendai de 2011 ou sismo e tsunami de Sendai (designado oficialmente Grande Terremoto do Leste do Japão) foi um sismo de magnitude de 9,1 MW com epicentro ao largo da costa do Japão ocorrido às 05:56 UTC (14:56 no horário local) de 11 de março de 2011. O epicentro foi a 130 km da costa leste da península de Oshika, na região de Tohoku, com o hipocentro situado a uma profundidade de 24,4 km. O sismo atingiu o grau 7 — a magnitude máxima da escala de intensidade sísmica da Agência Meteorológica do Japão — ao norte da Prefeitura de Miyagi, grau 6 em outras prefeituras e 5 em Tóquio.

O sismo provocou alertas de tsunami e evacuações na linha costeira japonesa do Pacífico e em pelo menos 20 países, incluindo toda a costa do Pacífico da América do Norte e América do Sul. Provocou também ondas de tsunami de mais de 10 m de altura, que atingiram o Japão e diversos outros países. No Japão, as ondas percorreram mais de 10 km de terra.

De acordo com as autoridades, houve 15 894 mortes confirmadas e mais de 2 500 ainda desaparecidos. O sismo causou danos substanciais ao Japão, incluindo a destruição de rodovias e linhas ferroviárias, assim como incêndios em várias regiões, e o rompimento de uma barragem. Aproximadamente 4,4 milhões de habitantes no nordeste do Japão ficaram sem energia elétrica, e 1,4 milhão sem água. Muitos geradores deixaram de funcionar e pelo menos dois reatores nucleares foram danificados, o que levou à evacuação imediata das regiões atingidas enquanto um estado de emergência era estabelecido. A Central Nuclear de Fukushima I sofreu uma explosão aproximadamente 24 horas depois do primeiro sismo, e apesar do colapso da contenção de concreto da construção, a integridade do núcleo interno não teria sido comprometida.

Terremotos ocorrem quase que diariamente no Japão, que se localiza na junção de várias placas tectônicas que estão em constante movimento: do Pacífico, norte-americana, Eurasiática e das Filipinas. Contudo, estima-se que a magnitude do sismo de Sendai faça deste o maior sismo já registrado no Japão e um dos cinco maiores do mundo desde que os registros modernos começaram a ser compilados.

O sismo gerou um tsunami com ondas de quatro metros, estando alertas ativos para vários países, regiões e arquipélagos como Nova Zelândia, Austrália, Rússia, Guam, Filipinas, Indonésia, Papua-Nova Guiné, Nauru, Havai e Marianas Setentrionais (Estados Unidos), Taiwan, Equador e Chile. O aviso de tsunami emitido pelo Japão foi o de maior gravidade na escala de alertas, esperando-se que possam ser atingidos os 10 metros de altura de algumas ondas. Uma onda de 0,5 m de altura atingiu a costa norte do Japão. A agência Kyodo relatou que uma onda de 4 m de altura atingiu a prefeitura de Iwate no Japão, e houve também inundações na prefeitura de Miyagi, arrasando a parte baixa da costa, levando automóveis e causando destruição.

Relatórios do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia da Servia sugerem que o efeito dos terremotos na região foi tão forte que o eixo da Terra foi alterado em 10 cm. Um relatório separado do Serviço Geológico dos Estados Unidos disse que Honshu, a principal ilha do Japão, foi movimentada em 2,4 m na direção leste.

Como no Sismo do Oceano Índico de 2004 e no Ciclone Nargis, o dano da afluência de água, embora muito mais localizado, pode ser muito mais letal e destrutivo do que o terremoto em si. Há relatos de "cidades inteiras destruídas" nas áreas atingidas pelo tsunami no Japão, incluindo 9500 desaparecidos em Minamisanriku; Kuji e Ofunato foram "varridas...não deixando nenhum vestígio de que uma cidade estava lá."

O sistema de alerta de terremotos da Agência Meteorológica do Japão alertou a população cerca de um minuto antes do tremor, através de emissoras de televisão e rádio, além de correio eletrônico e mensagens via celular para pessoas cadastradas no sistema.

O sismo atingiu severamente Honshu, incluindo Tóquio. Verificaram-se numerosos incêndios em instalações industriais. Cerca de 13 horas depois do primeiro grande abalo, dois fortes sismos de magnitude 6,2 e 6,1 atingiram novamente a costa do Japão. Um barco com cerca de 100 pessoas a bordo foi virado pelo tsunami que atingiu a costa do Japão. A embarcação estava na costa da prefeitura de Miyagi. Um grande incêndio atingiu a cidade de Kesennuma.

Outro dos efeitos do sismo foi a explosão ocorrida no dia 12 de março na Central Nuclear de Fukushima I. O tsunami atingiu-a e provocou uma avaria no sistema de refrigeração. O corte de eletricidade impediu a recuperação desse sistema, permitindo que os bastões do combustível continuassem a aquecer, aumentando a pressão e originando a explosão.

No dia anterior fora declarado estado de emergência na central nuclear e, apesar da informação de que não existiam fugas radioativas, evacuaram-se cerca de 3000 residentes num raio de 3 km do reator. Horas depois o raio de evacuação tinha sido elevado para 10 km, afetando já 45 000 pessoas. O reator é refrigerado através da circulação de água através do seu combustível nuclear, tendo sido detectada uma alta pressão de vapor no reator, o dobro do que é permitido. A empresa Tokyo Electric Power avaliou a possibilidade de libertar parte deste vapor para reduzir a pressão no mesmo, vapor esse que contém material radioativo. Os níveis de radiação na sala de controlo da central eram cerca de 1000 vezes maiores que os níveis normais. e na entrada da central foram medidos níveis 8 vezes superiores aos normais. existindo a possibilidade do derretimento do núcleo dos reatores.

sexta-feira, 10 de março de 2017

Prayer For Japan! Japão marca 6 anos do Grande Terremoto de Tohoku


Hoje, 11 de março, o Japão marca 6 anos do terremoto e tsunami de Tohoku, conhecido também como o Higashi Nihon Daishinsai.

Às 14h46 do dia 11 de março de 2011, o Japão foi atingido por um terremoto de magnitude 9, o maior já registrado na história da nação e um dos 5 mais poderosos do mundo.

O epicentro foi localizado a cerca de 70 km a leste de Tohoku, na província de Miyagi, nordeste do Japão. O tremor sacudiu construções em grande parte do nordeste do país. A energia liberada pelo terremoto produziu um enorme tsunami. Uma hora após o terremoto, casas e campos em cidades localizadas na costa marítima foram destruídas por massivas e sucessivas ondas de 4 a 5 metros de altura.

O tsunami foi a causa da maioria das mortes que resultaram do desastre. Cidades inteiras foram destruídas.O tsunami também ocasionou um desastre nuclear quando a usina Fukushima Daiichi foi inundada por ondas, causando uma falha no sistema de refrigeração, seguido de um colapso do reator nuclear e a liberação de materiais radioativos.

Dezenas de milhares de pessoas foram forçadas a evacuar dentro de um raio de 20 km da área em torno do reator. A operadora da usina, a Tokyo Electric Power Company (TEPCO) disse que 45 toneladas de água radioativa foram liberadas no oceano.A TEPCO iniciou o longo e perigoso processo de desativação da instalação que poderá levar décadas e custar dezenas de bilhões de dólares.

Na última contagem, 15.894 pessoas morreram no terremoto seguido do tsunami; 2.562 desaparecidas ainda não são contabilizadas em várias cidades.

http://www.portalmie.com/atualidade/2017/03/marco-de-2011-6-anos-se-passaram-apos-o-grande-terremoto-de-tohoku/

Hoje postaremos 02 canções que foram muito lembradas naquele fatidico ano. A primeira é "Ue wo Muite Arukou", que foi gravado por vários artistas como mensagem de força e esperança à vitimas do Tsunami. A segunda canção é o "Hana wa Saku", que também foi gravado por varios artistas para arrecadar fundos às vitimas do Tsunami. É apenas uma singela homenagem às vitimas que foram levadas de forma tão brutal pelas forças da natureza e também às pessoas que sofrem até hoje as consequências desta terrivel fatalidade. 



quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Prayer For Japan! Japão Retira Aviso de Tsunami, mas Forte Frio se Aproxima nos Proximos dias do Arquipelogo


Tóquio - A Agência Meteorológica do Japão retirou o aviso de tsunami na costa do Pacífico às 12h50 desta terça-feira, quase sete horas depois de um terremoto de magnitude 7,4 ter atingido Fukushima e outras províncias.

Após o terremoto, ocorrido às 5h59, um alerta de tsunami foi emitido para Fukushima e Miyagi, que poderiam ser atingidas por ondas de até três metros, e houve avisos também para Ibaraki, Iwate e Chiba, além de ilhas ao sul de Tóquio, com tsunami de até um metro.

Foram registrados tsunamis de 20 cm a 1m40 em algumas localidadades de Fukushima, Iwate, Miyagi, Ibaraki e Chiba. O tsunami mais forte, de 1m40, atingiu o porto de Sendai (Miyagi) às 8h03.

Segundo a emissora NHK, nove veículos que estavam estacionados no porto de Kawajiri, em Hitachi (Ibaraki), foram atingidos pela água do mar que invadiu o local. Cerca de 10 barcos virados foram vistos em Higashimatsushima (Miyagi) e o tsunami atingiu também outras seis embarcações na costa da província. Pelo menos 12 pessoas ficaram feridas em Fuksuhima, Miyagi, Chiba e Tóquio em decorrência do terremoto. Uma mulher sofreu cortes na cabeça ao ser atingida por pratos que caíram, informou a agência de notícias Kyodo, citando funcionários do corpo de bombeiros de Fukushima.

Os terremotos são comuns no Japão, uma das áreas mais sísmicas do mundo. O país é responsável por cerca de 20 por cento dos terremotos de magnitude 6 ou mais que ocorrem no mundo.

A partir da noite desta quarta-feira (23) até quinta (24), a região de Kanto poderá enfrentar neve em uma área extensa, com a possibilidade de acúmulos também nas regiões planas, informou a emissora NHK.

De acordo com a Agência Meteorológica do Japão (JMA), a neve poderá ser registrada como consequência de uma frente fria que segue em direção sul, com temperatura negativa a uma altitude de 1.500 metros.

A neve será mais intensa nas regiões montanhosas, mas há previsão de acúmulos de até dois centímetros também nas áreas urbanas. A JMA informou ainda que a região de Tóquio poderá enfrentar neve durante um mês de novembro pela primeira vez desde 1962. Se ocorrer acúmulos, será a primeira vez desde 1961, quando o país iniciou os registros climáticos. A previsão é de acúmulos de até 10 centímetros nas províncias de Yamanashi e Nagano e de 5 centímetros na região montanhosa ao norte de Kanto e entre a cidade de Hakone (Kanagawa), Tama (oeste de Tóquio) e a região de Chichibu, em Saitama.

Nas áreas planas no norte de Kanto, o acúmulo esperado é de 2 centímetros e a neve deve continuar durante a tarde de quinta-feira. Também pode nevar no norte da província de Gifu e no leste de Shizuoka, onde fica a cidade de Gotemba. Nas províncias em Kanto, o fenômeno virá acompanhado de uma forte queda nas temperaturas. Em Yokohama, a previsão mínima é de 2°C. Na região central em Tóquio, em Saitama, Utsunomiya (Tochigi), Mito (Ibaraki) e na cidade de Nagano, os termômetros devem marcar 3°C. Nas cidades de Chiba e Maebashi (Gunma), a previsão é de 4°C.

A JMA está alertando moradores da região de Kanto para as influências da neve no trânsito e possível congelamento das estradas.

Fonte: http://www.alternativa.co.jp/

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Prayer For Japan! Previsão do Gigantesco Terremoto “Nankai Torafu Jishin”


Medidas em relação ao megaterremoto Nankai Torafu estão sendo estudadas pelo Japão em 2016. 157 cidades de Shizuoka e outras províncias serão zonas de preparação. O governo do Japão está lançando um painel de especialistas para discutir sobre as preparações em relação a um possível megaterremoto ao longo da Depressão de Nankai (Nankai Torafu), na costa do Pacífico do país.

O painel do Escritório do Gabinete terá a tarefa de revisar a legislação anti-desastre de 1978, que tem o foco na possibilidade de um terremoto gigante atingindo uma área mais limitada em Tokai, central do Japão.

Quando a legislação foi introduzida, sismólogos haviam dito que poderiam prever um terremoto na região de Tokai ao monitorar os movimentos das placas tectônicas e alertar as comunidades mais vulneráveis antecipadamente.

Baseado nesta noção, 157 municípios em Shizuoka e outras províncias foram designadas como zonas de preparação, onde o transporte público, comércio e escolas poderiam ser paralisados uma vez que um terremoto fosse declarado iminente.No entanto, a previsão de terremotos vem sendo uma ciência instável. Especialistas nunca haviam antecipado que um tremor de magnitude 9 atingiria o nordeste do Japão em março de 2011.

O governo assume agora que um megaterremoto de magnitude similar ocorrerá ao longo da Depressão de Nankai, da área central ao sudoeste do Japão. Entretanto, um grupo de especialistas nomeado pelo governo concluiu há 3 anos que seria difícil prever exatamente quando e em quais locais tal terremoto ocorreria.

O painel do Escritório do Gabinete vai revisar atuais programas de previsão e preparação para terremotos. Membros também vão estudar se aplicarão ou não o sistema de zonas designadas estipulado em 1978 a áreas ao longo da Depressão de Nankai. O painel apresentará suas propostas em meados de março do próximo ano.

Atualmente, a previsão de tsunamis é feita através de cálculos aproximados da intensidade e localização. Um alerta de tsunami é emitido cerca de três minutos após a ocorrência de um terremoto. No entanto, é difícil medir a exata dimensão de um forte terremoto com mais de 8 graus de magnitude.

Para prever a altura das ondas com maior precisão, o novo sistema usará medidores de pressão que serão instalados no fundo do mar para complementar os dados das atuais boias flutuantes e dos medidores sísmicos. Dezenas de milhares de padrões de geração de tsunamis seriam calculados com antecedência, permitindo um alerta preciso de tsunami em questão de segundos.

No grande terremoto de Tohoku, em 2011, a escala do terremoto foi inicialmente subestimada, o que levou o atraso da evacuação de milhares de moradores.

Nankai Torafu é uma fossa submarina de 900 km de extensão, situada na costa do Japão. Especialistas estimam que um terremoto de magnitude superior a 8 graus deverá acontecer entre as baías de Tokai e Kyushu, gerando, possivelmente um grande tsunami

O vídeo abaixo mostra uma simulação do tsunami gerado por um possível terremoto na fossa submarina Nankai Torafu.


O vídeo abaixo é uma simulação do alerta de tsunami da rede NHK do caso de um terremoto e tsunami na fossa submarina Nankai Torafu. A partir do minuto (4:17) é possível ouvir o alerta em português.


Pesquisas por GPS indicaram falhas geológicas que podem desencadear o terremoto Nankai Torafu Jishin, que poderá causar até 330 mil mortes.Conforme registros passados, esses grandes terremotos ocorrem num ciclo de 100 a 150 anos .

A Guarda Costeira descobriu falhas geológicas , onde foi detectado o movimento de subducção (afundamento) da placa oceânica sobre a placa continental. Especialistas haviam previsto a possibilidade de 60 a 70% da ocorrência de um grande terremoto de magnitude de 8 a 9 graus dentro de 30 anos. Porém, como a área do epicentro está no fundo oceânico, não há informações sobre a localização precisa das falhas.

Desde 2006, a JCG instalou pontos de observação por GPS em 15 lugares ao longo da Falha de Nankai e vem pesquisando a localização das falhas do solo oceânico. A placa oceânica está afundando cerca de 6 centímetros por ano.

Em decorrência disso, a placa continental das baías de Shikoku e Enshuunada foi deslocada em aproximadamente 6 centímetros por ano, onde, especialmente, houve muita tensão acumulada, e também na região da Baía da Península de Kii, foi observado um deslocamento de 5 centímetros por ano. Destas, a Baía de Shikoku possui algumas regiões onde a placa oceânica está começando a afundar, e, caso haja um deslocamento muito grande, há o perigo do surgimento de maremotos (Tsunami).

Anteriormente, o governo havia previsto a ocorrência de dois grandes terremotos: “O Terremoto de Nankai” e o “O Grande Terremoto de Tokai” para os próximos anos. Porém, pesquisas recentes apontam que, quando um deles acontecer, ambos irão acontecer ao mesmo tempo.

Os pesquisadores esperam que esta nova descoberta possa ser útil para o esclarecimento do mecanismo de ocorrência do terremoto, já que prevê-se que com tanta movimentação na Falha de Nankai, há a possibilidade de serem responsáveis pelo acontecimento de um grande terremoto e de Tsunamis. A pesquisa está publicada na Nature, revista científica da Inglaterra.

Os alertas serão divulgados de acordo com a altura prevista do tsunami e com a previsão de desastre natural:

– De 20cm a 1m, “Tsunami Chuui-hou” (advertência de tsunami)

– De 1m a 3m “Tsunami Keihou” (alerta de tsunami)

– Acima de 3m “Ootsunami Keihou” (alerta de grande tsunami)

Mesmo que a onda tiver 30cm de altura, não é possível movimentar-se como se imagina, impedindo que esteja seguro, ondas acima de 1m podem levá-lo e quase sempre a morte é previsível. Portanto, se após um terremoto, forem divulgadas alertas de tsunami, busque refúgio rapidamente em um local alto. Principalmente quando o terremoto for forte atingindo 8 graus de magnitude, os primeiros alertas de tsunami serão dadas as previsões usando palavras como “Kyodai”(gigantesco), “Takai”(alto), inclusive será determinado estado de emergência. Ao ver ou ouvir o termo “Kyodai” procure fugir para locais altos o mais rápido que puder, pois deve-se pensar que está previsto a chegada de um tsunami na mesma escala do que causou a Grande Desastre Natural do Norte do Japão.

Fonte: ANN News e NHK News

sábado, 28 de maio de 2016

AUMENTA A TENSÃO ENTRE PLACAS NO MAR ENTRE SHIZUOKA E KOCHI

AUMENTA A TENSÃO ENTRE PLACAS NO MAR ENTRE SHIZUOKA E KOCHI
Pela primeira vez, um estudo da Guarda Costeira do Japão divulgou o deslocamento entre as placas ao fundo do mar que podem provocar o Terremoto de Nankai. O relatório, divulgado no dia 24, revelou que a tensão entre as placas tornou-se mais forte entre as regiões Tokai e Shikoku.

Os terremotos ocorrem quando há um movimento entre as placas para liberar a tensão causada pela pressão do deslocamento. Os geólogos esperam que o estudo realizado pela Guarda Costeira, utilizando GPS, possa contribuir para prever o futuro terremoto e a altura do tsunami.

A Guarda Costeira instalou sensores em 15 pontos do mar entre Shizuoka e Kochi. Através de embarcações colocadas sobre esses pontos, foi possível coletar os dados dos movimentos das placas. O estudo é inédito no mundo.

Baseado em 10 anos de coleta de dados, entre 2006 e 2015, constatou-se um “intenso acúmulo de deslocamento” de cerca de 5 a 6 centímetros por ano, em alguns pontos sob o mar. Esse acúmulo de tensão aumenta perto do epicentro que deu origem ao Terremoto de Nankai de M8.0 em 1946.

O Japão prevê que as chances de um terremoto gigante com magnitude entre 8 e 9 nessa região é de 60% a 70% nos próximos 30 anos. O quadro mais grave estima que o número de mortos pode chegar a 330 mil pessoas.

Gráfico mostra locais com acúmulo de fricção (Jornal Mainichi)


Fonte: http://silviakikuchi.jp/aumenta-tensao-entre-placas-no-mar-entre-shizuoka-e-kochi

sexta-feira, 11 de março de 2016

Especial 05 anos após o Tsunami de Touhoku!


Nesta sexta feira, 11 de março, o Japão parou para prestar homenagens às vitimas do Tsunami que devastou parte do país em 2011. Apesar do frio e da chuva, milhares de familias participaram com flores e velas da homenagem em difenetes partes do nordeste do Japão. Às 14h45 (02:46 h de Brasilia) foi feito 01 minuto de silêncio em todo o Japão, no momento rpeciso em que há 05 anos aconteceu o terremoto de magnetude 9 que causou o tsunami. O Imperador Akihito, a Imperatriz Michiko, o Primeiro Ministro Shinzo Abe e outros participantes da cerimônia em Tokyo inclinaram suas cabeças em sinal de homenagem. 

"Passaram-se cinco anos desde a catástrofe; mais de 20 mil vitimas perderam a vida", declarou o Imperador Akihito na cerimônia, junto da Imperatriz e diante de um imenso canteiro de flores brancas e amarelas. "O Japão recebeu o presente de ter uma natureza bonita, mas às vezes ela pode ser perigosa", "Nunca podemos esquecer as imagens deste muro de água negracaindo sobre as cidades destruidas pelo tsunami", acrescentou. 


A terra tremeu a 11 de março de 2011, depois o mar invadiu o nordeste do Japão. E o abalo ainda causou o maior desastre nuclear da história do país. Cerca de 17 mil pessoas morreram, mais de 2.500 continuam desaparecidas e milhares ainda vivem expostas à radiação. 

O terramoto aconteceu a 11 de março de 2011. O abalo, com epicentro a cerca de 371 quilómetros de Tóquio, teve uma magnitude de 9 na escala de Richter e atingiu a costa nordeste da ilha de Honshu, a mais povoada do arquipélago. O relógio marcava 14:46 (05:46 em Portugal continental) quando começou um dos desastres naturais mais mortíferos daquele país, o maior dos últimos 140 anos.

O alerta de tsumani foi alargado a 50 países e o pior viria a confirmar-se no nordeste do Japão. A cidade mais afetada foi Sendai, ilha de Honshu, a 179 quilómetros do epicentro. As réplicas seguiram-se e a mais forte registou uma magnitude supereior a 6 na escala Richter. Para além das quase 17 mil pessoas mortas no terramoto, em 2016 ainda há 2.500 pessoas cujos corpos não foram recuperados. Em Fukushima, os sobreviventes desafiam a proibição de permanência nos locais mais afetados pelos altos níveis de radiação para continuar a procurar os corpos dos entes desaparecidos. Desde 2011, a Agência de Meteorologia do Japão (JMA) registou mais de 12 mil réplicas do terramoto que arrasou o nordeste do país. Segundo dados da JMA, publicados pela agência Kyodo, as réplicas deste sismo são cada vez mais incomuns, mas os movimentos registados na zona afetada duplicaram comparativamente ao período antes do sismo de 11 de março de 2011.

Só no ano passado houve 615 terramotos percetíveis, considerando que a média anual na primeira década de 2000 foi de 306 sismos.

Hoje vamos relembrar com saudade de todos que partiram de forma tão impiedosa, com essa grande catastrofe. No mesmo ano foi lançado a canção "Hana wa Saku", interpretada por diversas celebridades do Japão, a fim de ajudar as vitimas do Tsunami. Na sequência, vamos conferir o video de uma das canções mais famosas do Japão, "Ue wo Muite Arukou", que também se tornou um hino de esperança naquele ano fatidico, interpretado também por diversas pessoas, inclusive moradores da região devastada. 




quarta-feira, 11 de março de 2015

Especial Homenagem 04 Anos do Tsunami de Tohoku!


Quatro anos depois da tragédia, o Japão lembrou nesta quarta-feira com um minuto de silêncio o terremoto e o tsunami que em 11 de março de 2011 deixaram mais de 18.000 mortos e desaparecidos e provocaram o acidente nuclear da central nuclear de Fukushima.

Nos diversos atos realizados por todo o país foi realizado um minuto de silêncio às 14h46 (horário local, 2h46 de Brasília), a hora na qual se registrou há quatro anos o terremoto de 9 graus na escala Richter que originou a catástrofe.

O Teatro Nacional de Tóquio recebeu uma cerimônia oficial na qual participam o imperador Akihito, o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, e familiares das vítimas da tragédia.

Em algumas das cidades do nordeste do Japão mais duramente golpeadas pelo tsunami, como Miyako e Ishinomaki, o minuto de silêncio foi acompanhado pelo som das sirenes que se ativam em caso de evacuação.

No Teatro Nacional de Tóquio, perante o já tradicional altar decorado com lírios e narcisos brancos, uma grande tabuleta memorial e a bandeira nacional, Abe disse que toda vez que visita as áreas afetadas sente "que a reconstrução segue em andamento" e que "está entrando em uma nova fase".

O primeiro-ministro lembrou, no entanto, "daqueles que não puderam retornar a suas casas por culpa do acidente na usina nuclear" e reconheceu "que cerca de 230.000 pessoas ainda vivem em condições difíceis".

Quatro anos depois da tragédia, mais de 228.000 evacuados pelos danos causados pela água ou pela contaminação radioativa emitida pela usina de Fukushima ainda não puderam retornar a seus lares.

Além disso, mais de 80.000 têm que viver ainda em casas pré-fabricadas temporárias, segundo dados do governo japonês.

Por causa do acidente, o Japão mantém paralisados seus 48 reatores nucleares, embora o governo tenha impulsionado a reativação daqueles que cumprem os novos requisitos de segurança da Autoridade de Regulação Nuclear (NRA) e espera-se que duas plantas retomem sua atividade ainda neste ano.

Durante a cerimônia realizada em Tóquio, o imperador do Japão disse estar especialmente preocupado com aqueles evacuados de idade avançada e assegurou que lhe "dói o coração" quando pensa na quantidade de gente "que ainda não sabe quando poderá retornar a seu lar".

Akihito destacou que a reconstrução na zona devastada avançou, mas reconheceu que as condições na região "ainda são duras", motivo pelo qual que é importante "que o coração de todos continue estando com os afetados".

Coincidindo com o aniversário, na capital do país aconteceu nesta manhã uma enorme simulação de atuação perante catástrofes que incluiu oficinas de reanimação cardiovascular, desfibrilação externa automática e primeiros socorros.

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2015/03/11/japao-faz-um-minuto-de-silencio-no-quarto-aniversario-do-tsunami.htm

Após 04 anos desta grande tragédia, ainda o Japão sente as dores da impiedade da natureza. O homem esquece de respeitar o planeta, e cada vez mais é recorrente tragédias deste porte. Precisamos nos reencontrar o mais rápido possivel... A solidariedade é um sentimento muito bonito que aflora quando tragedias acontecem. A homenagem do blog Enka Mania fica por conta do video da música que se tornou tema deste sentimento. Confiram o video da canção "Hana wa Saku", versão apresentada no show de fim de ano Kohaku Utagasen da TV NHK com os principais idealizadores deste lindo projeto. E na sequência, o video de outra linda canção que traz uma mensagem de esperança, a canção "Asu to Iu Hi ga", na voz de um coral.  




terça-feira, 11 de março de 2014

Homenagem! 03 Anos do Tsunami que atingiu o Japão


Japão recorda três anos do tsunami e do acidente nuclear de Fukushima
Apenas 3,5% das pessoas que perderam residências puderam voltar para casa

Os japoneses recordaram nesta terça-feira o terceiro aniversário do terremoto e do tsunami de 11 de março de 2011, que provocou um acidente nuclear e deixou 20 mil vítimas em apenas um dia. Às 14h46min locais (2h46min de Brasília), horário extado do terremoto de 9 graus de magnitude na costa nordeste do Japão, todo o país respeitou um minuto de silêncio.

Em Tóquio aconteceu uma cerimônia oficial de recordação das vítimas, na presença do imperador Akihito e de sua esposa, assim como do primeiro-ministro Shinzo Abe. Mais de 20 mil pessoas morreram no maremoto que devastou o litoral de Miyagi, Iwate e Fukushima, que abriga um complexo nuclear e que desde então virou, para muitos, sinônimo de desastre atômico.

— Nossos pais continuam desaparecidos. Não acredito que vamos conseguir encontrá-los, mas viemos participar na busca porque queríamos fazer algo para ajudar — explicou Miho Suzuki, ex-moradora da cidade de Namie, atualmente desabitada.As explosões de hidrogênio e as radiações do complexo de Fukushima Daiichi não provocaram vítimas diretas, mas nas horas e dias seguintes ao acidente morreram quase 1.650 pessoas.

Três anos depois, o complexo nuclear permanece devastado, a reconstrução demora a acontecer e muitos corpos não foram localizados. Quase 270 mil pessoas ainda não receberam autorização para retornar a suas casas, destruídas pelo tsunami ou consideradas inabitáveis pela radioatividade. Mais de 100 mil pessoas, muitas delas idosas, permanecem em casas provisórias pré-fabricadas.

Apesar das promessas do governo, muitas vítimas devem continuar mais alguns anos sem uma residência. Até o momento, apenas 3,5% das novas casas previstas foram construídas nas províncias de Iwate e Miyagi.

— Estou determinado a acelerar a reconstrução. A revitalização do Japão não pode acontecer sem que as regiões devastadas levantem novamente — disse o primeiro-ministro Shinzo Abe na segunda-feira no Parlamento.

Uma pesquisa do canal público NHK mostra que 95% dos japoneses ainda estão preocupados com a situação da central de Fukushima Daiichi e 80% pensam que a energia nuclear no país deve ser reduzida ao mínimo possível.

União na dor11/03/2014 | 08h28
AFP
http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/mundo/noticia/2014/03/japao-recorda-tres-anos-do-tsunami-e-do-acidente-nuclear-de-fukushima-4442599.html

Em homenagem às vitimas, hoje, o blog Enka Mania oferece a canção "Hana wa Saku", simbolo da solidariedade às vitimas desta terrivel catastrofe. 

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segunda-feira, 11 de março de 2013

Especial 02 anos do Tsunami que Devastou o Japão


Várias cerimônias foram realizadas no nordeste do país, em respeito aos quase 19 mil mortos e desaparecidos, depois do tsunami e explosões que destruíram a usina nuclear.

O Japão fez um minuto de silêncio nesta segunda-feira (11/03), em homenagem aos mortos e desaparecidos nas catástrofes que sucederam o dia 11 de março de 2011, em Fukushima.

A homenagem se iniciou às 14h46 (horário local), hora em que se iniciou o terremoto de 9 pontos na escala Richter, seguido de um tsunami e de uma série de desastres nucleares. Em consequência 15.881 cidadãos perderam a vida, e 2.668 foram dados como desaparecidos. O número de vítimas fatais inclui as mais de 2.300 pessoas que morreram devido às agruras da vida em centros de evacuação e abrigos temporários.

No dia do aniversário de dois anos do desastre de Fukushima, o Japão parou com um minuto de silêncio em memória às vitimas do desastre. Em cerimônia oficial realizada em Tóquio, às 14h46 – hora exata que aconteceu o terremoto – o imperador Akihito reforçou a importância dos treinamentos de prevenção em casos de desastres naturais e saudou a memória das vítimas para que não sejam esquecidas. Durante esta, o imperador Akihito destacou a importância de se fazer todo o possível para proteger a população. Isso incluiria comunicar às gerações futuras o conhecimento relativo ao desastre. "Fico sempre profundamente comovido ao ver tanta gente levar as suas vidas diárias sem reclamar, e espero [...] ser capaz de compartilhar o seu sofrimento, nem que seja um pouco", observou.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, prometeu fazer do Japão um país resistente aos desastres e ficar do lado das pessoas atingidas. Ele apelou à população que forneça apoio voluntário e donativos para os habitantes do local, a fim de que se vença a crise. Seu governo elevou ao equivalente de 200 bilhões de euros a verba destinada às três prefeituras mais afetadas pelas catástrofes, e a disponibilizará à população local ao longo dos próximos cinco anos.

Naomi Hirose, atual presidente da Tepco, operadora da usina nuclear danificada, mostrou-se contrito diante do ocorrido, nesta segunda-feira: "Quero, do fundo de meu coração, voltar a me desculpar pelas inconveniências, as vicissitudes e o sofrimento que nós causamos".

Centenas de milhares perderam suas casas na tríplice catástrofe. Somente o tsunami destruiu cerca de 400 mil prédios, e a reconstrução transcorre com lentidão. Pelo menos 315 mil ainda vivem em contêineres e outros arranjos provisórios. Embora a radiação liberada pelas fusões múltiplas de reatores em Fukushima 1 haja retrocedido, cerca de 150 mil cidadãos não retornaram à sua região de origem por medo da radioatividade.

O terremoto de 9 graus de magnitude atingiu a região nordeste do Japão no dia 11 de março de 2011. O tremor desencadeou um tsunami que atingiu a costa da região Tohoku com ondas de até 20 metros de altura. Foram registrados pelo menos 20 mil mortes e desaparecimentos desde então e, ainda hoje, mergulhadores continuam realizando busca de corpos pela costa.

O tsunami atingiu a central nuclear de Fukushima Daichii e danificou quatro dos seis reatores nucleares. Este episódio causou a pior crise nuclear em 25 anos, desde o acidente de Chernobyl.


Diversas cidades tiveram que ser evacuadas por causa dos riscos de contaminação radioativa, desalojando mais de 250 mil moradores da região.

No dia 10 de março, manifestantes organizaram passeatas contra a produção de energia nuclear no Japão. A crise energética gerou polêmica no país, visto que a maior parte da produção de energia vem de usinas nucleares. Apenas dois dos 50 reatores do arquipélago continuam funcionando, mas o governo não descarta a reativação das usinas.
Com informações da agência AFP

11 de Março de 2011 - 14:46h
Grande terremoto do Tohoku, no leste do Japão deixou
15.880 mortos / 5,863 feridos / 2,694 desaparecidos
Nossa oração às vítimas...
Nossa oração à reconstrução...
Nossa oração para um Japão melhor!

Logo após a catástrofe, houve uma grande comoção da comunidade japonesa mundial, que enviou seu apoio material e solidário ao Japão. No Japão, o mundo do showbusiness se uniu, e uma das mais belas homenagens foi a composição da canção "Hana wa Saku", de composição de Shunji Iwai e Yoko Kanno. Nas vozes de vários artistas nascidos nas regiões mais afetadas, esta canção foi lançada com o intuito de arrecadar fundos para a reconstrução e unir as pessoas nesta canção que se tornou simbolo da  superação.

Confiram os nomes dos artistas que participaram deste lindo projeto.

Iwate-ken: Sawada Chikako (singer-songwriter) / Sen Masao (enka singer) / Nakaya Sayaka (AKB48) / Niinuma Kenji (enka singer) / Murakami Hiroaki (actor) / Yamakawa Erika (idol)

Miyagi-ken: Arakawa Shizuka (figure skater) / Ikushima Hiroshi (TV announcer) / Ikemens (pop duo) / Iwata Karen (AKB48) / Otomo Kouhei (singer) / Kano Eiko (comedian) / Kano Kaori (singer) / Kumagai Ikumi (singer-songwriter) / Sato Muneyuki (singer) / Sandwichman (comedy duo) / Suzukaze Mayo (actress) / Suzuki Kyoka (actress) / Nakamura Masatoshi (singer) / Nomura Katsuya (baseball player/manager) / Hatakeyama Miyuki (singer-songwriter) / Maggy Shinji (comedian/illusionist) / Mori Kumiko (opera singer/talent) / Mori Keaki (actress/ex-Takarazuka member) / Yoshinori (baseball player) / Yusa Mimori (singer-songwriter).

Fukushima-ken: Akiyoshi Kumiko (actress) / Umezawa Tomio (actor) / Kato Cha (drummer/actor) / Kadokura Yuki (singer) / Sato B-saku (actor) / Nishida Toshiyuki (actor/singer) / Harada Naoyuki (enka singer) / Honda Takeshi (figure skater)



sábado, 19 de janeiro de 2013

18 Anos do Terremoto de Kobe



No dia 17 de Janeiro de 1995, às 5:46 da manhã, a cidade de Kobe, localizada na província de Hyogo-ken sofreu o grande Hanshin Awaji Earthquake, que resultou na morte de mais de 5 mil pessoas e destruiu centenas de casas. Para muitas pessoas, inclusive brasileiros, esta data jamais será esquecida. 

Kōbe é um importante centro econômico do país, e detém um dos maiores portos do Japão e do mundo, de onde saiu o primeiro navio com imigrantes para o Brasil. A cidade também é muito conhecida pelo seu próspero entorno urbano, cuja paisagem é realçada pelo Monte Rokko. Situa-se a aproximadamente três horas da capital japonesa, em um trajeto percorrido pelo "Trem-bala", o trem mais rápido do mundo.

Kōbe foi atingida por um terremoto de 7.2 graus na Escala Richter em 17 de janeiro de 1995, que ocasionou a destruição de muitas ruas, casas e edifícios.

Às 5h46min da manhã do dia 17 de janeiro de 1995, o terremoto da Região Sul da província de Hyōgo, o primeiro grande terremoto a atingir diretamente uma área urbana japonesa, causou danos sem precedentes na região de Hanshin-Awaji, em cidades como Kōbe, Awaji e outras.

O abalo que durou apenas 20 segundos vitimou 4 571 pessoas, deixou dois desaparecidos, 14 678 feridos e um grande saldo de destruição: 67 421 moradias, das quais 6 965 totalmente consumidas pelo fogo, principalmente em áreas onde se concentravam antigas casas de madeira, o que reduziu a elegante cidade portuária a meras pilhas de escombros e pedregulhos.

Além dos danos diretos, os moradores da cidade também sofreram um alto grau de danos indiretos, como um longo período de estadia nos abrigos temporários (máximo de 599 locais e 222 127 refugiados). A função educacional das escolas diminuiu devido ao horário reduzido das aulas e ao uso das instalações das escolas como local de refúgio e abrigo temporário.

A cidade japonesa de Kobe e várias cidades vizinhas, lembraram no dia 17/01/2013 o 18 º aniversário do terremoto. Cerca de 5.000 pessoas, incluindo sobreviventes do terremoto e tsunami que devastou o nordeste do Japão em março de 2011, se reuniram em um parque no centro de Kobe para fazer uma oração silenciosa às 5h46, a hora exata em que ocorreu o Grande Terremoto de Hanshin (nome dado à região).

Milhares de velas de bambu foram colocadas para formar a data de "1/17" no Parque Higashi Yuenchi, onde há um monumento para lembrar o terremoto de 1995. Outros grupos também se reuniram ao mesmo tempo em outras localidades vizinhas, onde o terremoto também deixou muitas vítimas.

O epicentro do terremoto foi na parte norte da ilha Awaji, cerca de 20 quilômetros de Kobe, que por ser a cidade mais populosa da região (cerca de 1,5 milhões de pessoas na época) foi a mais prejudicada. O terremoto de Kobe foi o mais trágico do Japão no século 20 depois do de Kanto, que em 1923 deixou mais de 100.000 mortos na capital do país, Tóquio, e arredores.

Dezoito anos já se passaram e a cidade de Kobe hoje esboça uma nova imagem, atualmente a cidade ocupa o quinto lugar dentre as maiores cidades do país, além de apresentar um considerável crescimento industrial, contando com a presença de grandes corporações internacionais. 

Em 2002, foi inaugurado na cidade de Kobe, o Memorial do Terremoto, com o objetivo de relembrar o trágico episódio e conscientizar os visitantes sobre os métodos de prevenção em casos de desastres. O museu conta com um grande telão que exibe imagens reais do terremoto, além de vários jogos interativos de conscientização aos métodos preventivos em casos de desastres. 

Para saber mais sobre o Memorial acesse o site http://www.dri.ne.jp/english/index.html

domingo, 11 de março de 2012

Especial Homenagem às Vitimas do Grande Terremoto de 11 de março 2011 no Japão


Após 01 ano, o Japão ainda tenta se recuperar dos danos materiais e emocionais que o Grande Terremoto seguido do Tsunami causou ao país no dia 11 de março.

É impressionante a força e a coragem que o povo japonês demonstra dia após dia nessa batalha. 

Hoje, escrevo este post com muita tristeza pelo ocorrido, mas também sinto muita alegria em saber que esse episódio fez desabrochar em muitas pessoas um sentimento meio esquecido... a solidariedade.

E para homenagear às vitimas dessa tragédia, segue algumas canções que marcaram profundamente este sentimento de reconstrução e esperança. 

Temos na sequência o video do grupo Inawashirokos, "I Love you I Need You Fukishima", onde temos a participação de várias pessoas que residiam nas regiões afetadas. Na sequência temos o video de uma das músicas escolhidas como uma forma de seguir enfrente. Trata-se da canção "Ue o Muite Arukou", gravada em uma versão voltada para à esperança de um dia melhor. Em seguida temos um video do cantor Fukuyama Masaharu, ele um dos cantores mais engajados na ajuda às vitimas do Tsunami. E para finalizar, o vídeo da canção "Hitotsu" do cantor Nagabushi Tsuyoshi. Ele também foi um dos voluntários que tem ajudado na arrecadação de fundos e indo pessoalmente ajudar a tornar a vida das vitimas um pouco mais "leve" com suas belas canções.







1 Ano após o Terremoto e Tsunami no Japão



O Japão prepara-se para lembrar neste domingo o primeiro aniversário do grande terremoto e posterior tsunami que devastaram o nordeste do país no dia 11 de março de 2011, diante da indefinição sobre os planos urbanísticos de reconstrução e o futuro de aproximadamente 300 mil pessoas que deixaram ou perderam suas casas.

Todas as cidades litorâneas das províncias de Iwate, Miyagi e Fukushima celebrarão neste domingo homenagens aos quase 20 mil mortos e desaparecidos da catástrofe e se unirão, em um minuto de silêncio, às 14h46 locais (2h46 de Brasília), mesmo horário do terremoto de 9 graus na escala Richter.

O mesmo será feito em Tóquio, onde se convocou uma grande cerimônia da qual participarão, entre outros, o imperador Akihito e o primeiro-ministro Yoshihiko Noda.

Neste sábado, as cidades mais abaladas pelo desastre, como Onagawa e Ishinomaki, receberam mais ônibus com visitantes de diversos pontos do país que planejam comparecer aos atos oficiais, apesar das possíveis nevascas e temperaturas abaixo de zero esperadas para domingo na região.

Outros, que tiveram algum familiar entre os mortos, se deslocaram à região para participar dos ritos que quase todos os templos e santuários do nordeste devem organizar em homenagem às vítimas do 11 de março.

Em meio às cerimônias relacionadas ao aniversário, muitas cidades continuavam neste sábado com os trabalhos de limpeza de escombros, pois, segundo estimativas, ainda restam 6 milhões de toneladas de resíduos a serem recolhidas, das cerca de 22 milhões deixadas pelo tsunami.

Na vila pesqueira de Ogatsu, onde cerca de 200 pessoas morreram, os poucos moradores que permaneceram puderam finalmente observar, neste sábado, a retirada de um ônibus tombado sobre o teto de um ginásio esportivo que havia se transformado na triste estampa do local durante quase um ano.

No entanto, retirar até o último dos escombros não bastará para esclarecer o destino das 330 mil pessoas removidas da região da tragédia e que ainda vivem em casas temporárias e apartamentos de aluguel em todo o nordeste japonês.

Parte dos 80 mil desalojados por conta do acidente na usina nuclear de Fukushima não sabem se algum dia poderão retornar a suas casas, enquanto uma porção dos desabrigados - que perderam as casas pelo tsunami - se debate entre permanecer na região ou se mudar definitivamente.

De qualquer maneira, nenhuma prefeitura aprovou ainda a reconstrução dos bairros situados em zonas de risco junto ao mar e que devem ser transferidos a terrenos mais altos, pois a complicada geografia da região obriga a aplainar enormes superfícies, o que dispara os custos.

Além disso, alguns grupos são reticentes a reconstruir as pequenas localidades que, devido ao progressivo despovoamento do entorno rural, diminuíram nas últimas décadas, pois consideram que reerguer o município com um projeto mais centralizado economiza custos e garante sua sobrevivência.

Até um ex-prefeito de Onagawa, Nobutaka Azumi, chegou a dizer que não faria sentido recompor pequenas vilas afastadas onde só vivem idosos e que já estão condenadas a desaparecer.

"No caso das famílias jovens, muitos querem ir embora ou estão pensando nisso. Principalmente mães e crianças querem partir, porque têm medo", ressalta em declarações à Agência Efe o morador Noboru Masaki, um caminhoneiro de 63 anos que perdeu sua casa em Ishinomaki e agora vive com parentes.

"Para os jovens, é mais fácil fazer um novo começo, mas para as pessoas da minha idade não. Para nós, o 'jimoto' (cidade natal, em japonês) é o 'jimoto'", acrescenta.

O argumento de Noboru se reflete na redução demográfica registrada na costa nordeste do Japão nos últimos 12 meses, e é especialmente grave nas cidades mais devastadas, como Onagawa, Minami Sanriku e Rikuzentakata, onde a população decresceu 10% ou mais, segundo dados obtidos pela agência de notíciasKyodo.

Isso representa uma significativa queda nas receitas dos cofres públicos desses municípios e se soma ao fato de que muitas empresas locais afetadas pelo tsunami, que seriam o pilar da reconstrução, ainda não puderam retomar suas atividades.

Calcula-se que, dos 27 mil negócios afetados pelo desastre, mais de 20% ainda não reataram suas operações, e cerca de 1.750 já anunciaram que pretendem fechar.

Com um minuto de silêncio, badalar de sinos e orações, o Japão vai marcar no domingo o primeiro aniversário do terremoto seguido de tsunami que matou milhares de pessoas e desencadeou uma crise nuclear que destruiu a confiança do seu povo na energia atômica e nos líderes da nação.

Um ano depois que o terremoto de magnitude 9,0 desencadeou uma parede de água que atingiu a costa nordeste do Japão, matando cerca de 16 mil e deixando quase 3.300 desaparecidos, o país ainda está lidando com os custos humano, econômico e político.

Ao longo da costa, a polícia e a guarda costeira, pressionados pelos familiares dos desaparecidos, ainda procuram em rios e praias por restos mortais, embora as chances de encontrá-los seja remota. Sem os corpos, milhares de pessoas estão em um estado de limbo emocional e legal.

Koyu Morishita, de 54 anos, perdeu seu pai de 84 anos, Tokusaburo, assim como a sua casa e a fábrica de peixes da família, no porto de Ofunato. O corpo de Tokusaburo ainda não foi encontrado.

"Eu choro um pouco, de vez em quando, mas as minhas verdadeiras lágrimas virão mais tarde, quando eu tiver tempo", disse Morishita ao visitar um memorial para o seu pai, em um templo no alto do morro, acima de Ofunato, acompanhado por seu cachorro, Moku.

Como o resto do país, Ofunato vai fazer um minuto de silêncio às 14h46 de domingo (2h46 da madrugada em Brasília), horário em que o terremoto aconteceu, e novamente 33 minutos depois, quando uma parede de 23 metros de altura de água atingiu a cidade, matando 340 dos seus 41.100 habitantes e deixando 84 desaparecidos.

"Um sino de esperança" vai tocar e os enlutados vão para o mar lançar lanternas.

O povo japonês ganhou a admiração mundial pela sua serenidade, disciplina e resistência diante do desastre, enquanto suas empresas impressionaram pela velocidade com que conseguiram se recuperar, consertando as cadeias de fornecimento.

Como resultado, a economia tende a voltar aos níveis pré-desastre nos próximos meses, com a ajuda de 230 bilhões de dólares de fundos para a reconstrução, obtidos num raro acordo entre o governo e a oposição.

"Na história recente, o Japão conseguiu uma rápida expansão econômica proveniente das cinzas e desolação da Segunda Guerra Mundial, e nós construímos a economia mais eficiente do mundo em termos energéticos após a crise do petróleo", disse o primeiro-ministro japonês, Yoshihiko Noda, num artigo publicado no jornal Washington Post.

"No aniversário do Grande Terremoto no Leste do Japão, nos lembramos que hoje enfrentamos um desafio de proporções semelhantes." 

terça-feira, 6 de março de 2012

Cerimônias em Homenagem às vítimas do Tsunami do Japão


Diversas organizações nipo-brasileiras se mobilizam para promover um Culto Budista em Memória às Vítimas do Terremoto no Japão, previsto para acontecer em 11 de março, mesmo dia em que se completa 1 ano da tragédia que abalou o Japão.

Com uma extensa programação, o culto, que acontece no auditório da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa (Bunkyo), começará às 14 horas com o Coral da Associação Feminina Budista cantando a músicaSasagu Miakashi para celebrar a entrada dos monges.

Em seguida, o presidente do Bunkyo, Kihatiro Kita, e o cônsul-geral do Japão falarão aos presentes. Os discursos serão seguidos da leitura de uma mensagem de agradecimento enviada pelo ministro da Reconstrução do Japão.

Após o início da cerimônia budista, autoridades, como o presidente da Federação das Associações de Províncias do Japão no Brasil (Kenren), Akinori Sonoda; representantes do Consulado Geral do Japão; e das províncias vitimadas (Miyagui, Iwate, Fukushima, Ibaraki, Aomori e Chiba), além dos monges representantes de cada escola budista, farão oferendas em homenagem aos mortos. Logo após, o público também será convidado a participar.

De acordo com os organizadores, todo o culto terá que seguir um tempo determinado e preciso, sem nenhum tipo de atraso, já que às 14h46 acontecerá o ato simbólico com um minuto de silêncio. O horário foi definido tendo em vista o momento exato em que o Japão foi atingido pelo terremoto. Logo após será apresentada a música Mihotoke ni idakarete.

A cerimônia contará ainda com a leitura de mensagens enviadas pelos governadores das províncias de Miyagui, Iwate e Fukushima.

Para encerrar, o público poderá assistir a apresentação do coral de vozes infantil "Inochi", comandado por Márcia Shizue Sakamoto e com arranjos de Osny Melo, que será seguido da apresentação de imagens cedidas pela estatal NHK, mostrando a reconstrução do país após a tragédia.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Especial Nagabushi Tsuyoshi - Kanpai~Hitotsu


Nagabushi Tsuyoshi. Nascido em setembro de 1956 na provincia de Kagoshima, é um dos maiores expoentes da música pop e rock japonesa. 

Com 35 anos de carreira, ele traz em sua discografia grandes sucessos que se tornaram clássicos da canção japonesa como "Kanpai", Tonbo", "Shabon Dama", Shiawaseni Narouoyo", entre outras. 

Com o grande tsunami que devastou a região de Touhoku. Nagabushi Tsuyoshi encabeçou uma das maiores campanhas em pról das vitimas deste desastre natural que assolou o Japão. Ele pessoalmente visitou as regiões devastadas e participou como voluntário não só ajudando na reconstrução material mas também, ajudando as vitimas a aliviarem um pouco da dor com a música. 

Confiram a seguir 01 video que mostra uma pouco das ações do cantor nas regiões afetadas pela catastrofe natural e na sequência, mais 02 videos onde no primeiro podemos conferir a canção mais famosa do cantor, "Kampai", e na sequência, o video da canção "Hitotsu", lançada em homenagem às vitimas do Tsunami. Particularmente, acho uma das apresentações mais emocionantes do show de fim de ano Kouhaku Utagassen.



segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Evento! Show Ono Sachiko em prol das vitimas do Tsunami

Imperador do Japão divulga mensagem de Ano Novo


O Imperador do Japão por meio do site da Agência da Casa Imperial, divulgou sua mensagem de Ano Novo.

Akihito, 78, destacou o terremoto seguido de tsunami que atingiu o Japão em 11 de março e as chuvas que causaram inundações no sudeste asiático no meio do ano.

Leia, a seguir, a tradução em português do comunicado.

No último ano, causou-me muita dor ver que muitas vidas foram perdidas em desastres naturais, o grande terremoto do leste do Japão na primavera e chuvas torrenciais em muitos lugares no verão e outono. Meu coração também está com as pessoas que, infelizmente, não podem mais viver onde estavam acostumadas a vivier em razão da contaminação radioativa causada pelo acidente da usina nuclear. O último ano foi realmente um ano difícil. Entretanto, foi comovente observar que, mesmo em tais condições, as pessoas estavam ajudando umas às outras e muitas pessoas estavam trabalhando muito para ajudar as vítimas.

Neste ano, nosso país precisa fazer muitos planos visando à reconstrução e decidir os rumos para o futuro. Ao mesmo tempo, espera-se que seja um ano em que nosso país enfrentará muitos desafios, incluindo a remoção e descarte de detritos do desastre. É minha sincera esperança que as pessoas usem sua sabedoria e que aqueles envolvidos nas várias tarefas possam trabalhar em condições seguras.

Nosso país está passando agora por momentos difíceis em razão do terremoto e de outros fatores, mas espero que o coração das pessoas sempre esteja com os atingidos e que todos tenham perseverança e trabalhem juntos para construir um amanhã mais brilhante.

Tenho esperança de que o novo ano será um ano bom e cheio de paz para as pessoas no Japão e no mundo.