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segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Evento! Hiroshima e Nagasaki - Semana da da Paz no Japan House (SP)


HIROSHIMA E NAGASAKI: SEMANA DA PAZ

Hiroshima e Nagasaki, duas cidades que foram devastadas pelas bombas nucleares, mas reconstruíram-se, transmitindo uma mensagem ao mundo: a paz.

Nos dias 10 e 11 de agosto, a JHSP recebe uma série de atividades em homenagem à Semana da Paz, data que relembra as bombas que caíram em Hiroshima e Nagasaki há 74 anos. O público poderá participar de palestras, que abordarão as experiências vividas pelos hibakushas (vítimas da bomba), e como as duas cidades foram reconstruídas e se tornaram umas das mais modernas do Japão, workshops de tsuru, assistir a vídeos e conferir uma exposição.

A participação em todas as atividades é gratuita e não necessita retirada de senhas.

Classificação etária: 18 anos

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Japan House São Paulo – Av. Paulista, 52
Quando: 10 e 11 de agosto de 2019
Horário: dia 10, das 13h às 20h; dia 11, das 10h às 18h
Classificação etária: 18 anos
Mecânica de participação: livre, sujeito a lotação do espaço

domingo, 10 de fevereiro de 2019

Evento! Espetaculo "Oba nu Mun" (SP)


Pra quem me acompanha, sabe que esse projeto tem se gestado há tempos! Agora sim temos estréia confirmada! 

Oba Nu Mun - Uma dança que busca no fluxo uma estratégia de ser. Parte de objetos, registros diversos e relatos de memória de uma avó, natural de um Japão Pós-Guerra, para encontrar uma dramaturgia do corpo que evidencie o embate de culturas presente na relação com sua neta.

*Oba nu Mun em Uchinaguchi, língua tradicional de Okinawa, significa "Coisas da Avó".

O trabalho nasce de um lugar muito vivo e, sinto que maduro, nessa trajetória da arte na minha vida. As vezes sinto que é o trabalho que quer se fazer no mundo e eu sou um canal para que isto se materialize. Louco quando tudo isso parece ser maior que você. Dessas coisas que não se explica, mas se sente! Quando você percebe e dá um salto (que é um risco) parece que o universo se move e ajuda a prover! Então que nessa trajetória muitas pessoas chegaram e somaram fortemente na equipe e apoio de todos os tipos, sem os quais, esse trabalho não estaria acontecendo desse jeitinho especial! Aproveitando para agradecer! É isso, pessoal! Estréia Oba Nu Mun!!! No Sesc Ipiranga, se achegem!!! <3 div="">

domingo, 22 de abril de 2018

30 Anos do Filme "Hotaru no Haka" (Tumulo dos Vagalumes)


Pôster de divulgação

Japão
1988 • Cor • 93 min
Direção Isao Takahata
Produção Toru Hara
Gênero Drama
Guerra
Companhia(s) produtora(s) Studio Ghibli

Hotaru no haka (Japonês: 火垂るの墓; Túmulo dos Vagalumes (título no Brasil) ou O Túmulo dos Pirilampos (título em Portugal)) é um filme japonês de animação /drama /guerra do Studio Ghibli e dirigido por Isao Takahata. Retratando a dura luta por sobrevivência de dois irmãos menores de idade no Japão durante a Segunda Guerra Mundial, o filme é amplamente aclamado pela crítica.

Há também um live action do mesmo, também baseado no livro semi-autobiográfico de Akiyuki Nosaka.

O filme relata a história de dois irmãos, Seita e Setsuko, no período da Segunda Guerra Mundial no Japão. O pai deles é convocado a defender o país na guerra, pois faz parte da marinha japonesa, e a mãe falece em um bombardeio de aviões norte-americanos.

A partir daí, o filme mostra a luta pela sobrevivência das duas crianças, em meio à pobreza e miséria que assola o país. Fome, doenças e a falta de generosidade e de sensibilidade dos adultos faz deste percurso um dos filmes mais bonitos e comoventes sobre o trágico quadro gerado pela guerra.

30 anos depois do lançamento de Túmulo dos Vagalumes, alguns fãs descobriram um detalhe oculto no pôster. Quando aumentamos o brilho da imagem, enxergamos um bombardeiro B-29 no céu. O que acreditávamos ser luzes de vagalumes, era na realidade uma chuva de fogo.


Considerado um dos filmes mais tristes, este drama faz muitas pessoas cairem em lagrimas até hoje. Confiram o filme completo e legendado em protuguês.

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Evento! Os Tres Sobreviventes de Hiroshima(SP)


ATENÇÃO: Única apresentação! Não haverá vendas de ingressos no dia de apresentação, somente nos pontos de venda abaixo.

"Os Três Sobreviventes de Hiroshima" direção Rogério Nagai.
Dia 14 de abril (sábado às 20h) no Bunkyo - bairro liberdade, São Paulo capital. 
Duração: 60 min.
Recomendação: 12 anos.
Gênero: teatro-documental.

PONTOS DE VENDA ANTECIPADA:

BRISA MODAS
Av. do Cursino, 1.170 – Cursino
Vendas de seg. à sáb. das 9h às 18h, somente em dinheiro

YÁZIGI SAÚDE
Rua Ribeiro Lacerda, 539 - Jardim da Saúde
Vendas de seg. à sex. das 12h às 21h e aos Sab. das 8h às 14h, somente em dinheiro

NIKKEY PALACE HOTEL
Rua Galvão Bueno, 425 – Liberdade
Venda na recepção do hotel - 24h, somente em dinheiro

ACE – ASSOCIAÇÃO CULTURAL ESPORTIVA SAÚDE
Rua Diogo Freire, 307 - Cursino
Vendas de seg. à sex. das 9h às 17h, somente em dinheiro

Tengu obentô & temaki
Av. Miguel Estefano, 40 – Saúde (próximo ao metrô Saúde)
Vendas de seg. à sáb. das 11h às 15h ou das 18h às 22h, somente em dinheiro

Realização: Rotary Clube Saúde
Idealização e produção: NAGAI Produções
Apoio institucional: 110 anos da imigração japonesa no Brasil, Centro Universitário FEI e Associação Hibakusha Brasil pela Paz
Apoio Cultural: Vizu Sublimação, Rica, Rita Brafer, Coletivo Oriente-se e Mercearia Sukiyaki.

quarta-feira, 28 de março de 2018

Imperador homenageia vítimas da 2ª Guerra em Okinawa, em possível última visita


Akihito, o imperador de Japão, visitou nesta terça-feira o arquipélago de Okinawa, palco de uma das batalhas mais sangrentas da II Guerra Mundial, naquela que possivelmente será a sua última viagem como ocupante do Trono de Crisântemo antes de abdicar.

Ele e a imperatriz Michiko, que ficarão três dias em Okinawa, chegaram hoje à ilha de Naha e visitaram um monumento em homenagem aos mortos na guerra. A viagem, organizada pelo “grande desejo” do imperador de voltar a estas ilhas, segundo a Agência da Casa Imperial, é a 11ª de Akihito a esse lugar. Após assumir em 1989, Akihito se tornou, em 1993, o primeiro imperador japonês a visitar esta cidade, que até o final do século XIX era um território independente.

A viagem é muito provavelmente a última do imperador, já que ele diminuiu significativamente as suas atividades oficiais por conta da idade e da delicada saúde. Akihito, que durante todo o reinado foi um firme defensor do pacifismo, deve deixar as funções públicas em abril de 2019.

Durante a visita, o casal também visitará um museu sobre a história do karatê, que tem as suas origens em Okinawa, e irão a Yonaguni, a ilha mais a oeste do arquipélago japonês.

O imperador Akihito e a imperatriz Michiko visitaram nesta segunda feira uma universidade de ciência e tecnologia recém inaugurada na prefeitura de Okinawa, reunindo-se com 34 estudantes de pós-graduação de 18 países e regiões.
Durante a visita a Universidade de Pós-Graduação de Ciência e Tecnologia, que inaugurou em setembro no vilarejo de Onna, o casal conheceu laboratórios onde são realizadas pesquisas de robótica e análises de genomas de corais, comandadas pelo estudante Jonathan Dorfan.

Segundo informações da agência Kyodo, o estoniano Dorfan disse que sua esposa é cantora e realizou uma performance para o casal quando o mesmo visitou a Estônia em 2007. O imperador respondeu-lhe dizendo que “gostou muito do momento”.

O imperador japonês Akihito e sua esposa Michiko prestaram homenagem na terça-feira às vitimas da Segunda Guerra Mundial em Okinawa, no que pode ser sua última visita à ilha que perdeu 30 por cento da população durante a guerra.

O imperador, que tem passado grande parte de suas três décadas no poder tentando curar as cicatrizes da guerra, irá renunciar no dia 30 de abril do próximo ano, na primeira abdicação de um imperador japonês em quase dois séculos.

A visita de três dias ao arquipélago de ilhas é a 11ª realizada pelo casal imperial e sua primeira desde 2014, quando foram ao local antes do 70º aniversário da Batalha de Okinawa.

“Ele realmente pensa profundamente sobre Okinawa, é por isso que consegue vir com tanta frequência”, disse Naeko Teruya, sobrevivente de 84 anos da batalha, à televisão pública NHK. Cinco membros da família de Naeko morreram durante o combate, incluindo seu pai.

Akihito e a imperatriz Michiko colocaram flores em um memorial na cidade de Itoman, onde aconteceu uma das batalhas finais mais violentas, fazendo reverência. Nesta quarta-feira, eles irão visitar a ilha de Yonaguni.

Foto: Reuters
Imperador japonês Akihito e sua esposa Michiko

domingo, 6 de agosto de 2017

Japão marca 72 anos do bombardeio atômico em Hiroshima


06 de agosto! PRECISAMOS DE PAZ! 

A cidade japonesa de Hiroshima lembrou neste domingo (6) o 72º aniversário do lançamento da bomba atômica que matou centenas de milhares de pessoas ao final da Segunda Guerra Mundial, com uma cerimônia na qual se apelou ao desarmamento nuclear global.

O ato aconteceu no Parque da Paz desta cidade do oeste do Japão, situado perto do ponto central da devastadora explosão nuclear, e começou com um minuto de silêncio às 8h15 (horário local, 20h15 de sábado em Brasília).

Essa foi a hora exata na qual o B-29 Enola Gay da Força Aérea dos Estados Unidos lançou no dia 6 agosto de 1945 o Little Boy, nome com o qual o primeiro artefato nuclear da história foi batizado.

Milhares de pessoas se reuniram em Hiroshima neste domingo (6) para refletir sobre a tragédia que mudou o curso da história. Faz 72 anos desde o dia em que os Estados Unidos detonaram uma bomba atômica sobre a cidade em 1945.

Cerca de 50.000 pessoas se reuniram no Parque Memorial da Paz para prestar uma homenagem às vítimas. Sobreviventes conhecidos como Hibakusha (pessoas afetadas pela explosão) se juntaram à multidão. A média de idade deles é agora de 81 anos.

Representantes de 80 países participaram do evento. O público presente fez 1 minuto de silêncio às 8h15, o momento exato quando a bomba atingiu a cidade.

Autoridades colocaram uma lista de 308.725 vítimas no cenotáfio, incluindo os nomes de 5.530 pessoas que morreram ou foram confirmadas mortas no último ano.

O prefeito de Hiroshima, Kazumi Matsui, transmitiu uma declaração de paz. Ele citou sobreviventes, que descreveram cenas de devastação e aflição que seguiram o bombardeio e seus desejos pela paz.

“Para chegar a um mundo sem armas nucleares, é essencial que os países trabalhem juntos. Nosso país obedece a 3 princípios não nucleares de não possuir, produzir ou permitir armas nucleares em seu solo. Estamos determinados a liderar o mundo ao trabalhar de perto com os dois lados tendo essa meta em mente”, disse o primeiro-ministro Shinzo Abe.

O Japão também lembrará o bombardeio atômico de Nagasaki na quarta-feira (9).

Hoje faremos uma singela homenagem às vitimas desta terrivel tragedia com uma canção que faz menção aos sinos de Nagasaki, a canção "Nagasaki no Kane", lançada originalmente em 1949 pelo cantor Fujiyama Ichiro, hoje interpretado pelas irmãs Yuki Saori e Yasuda Sachiko.

sábado, 6 de agosto de 2016

Prayer For Japan! Hana wa Saku (Homenagem às Vitimas da Segunda Guerra Mundial)


Olá amigos do Enka Mania! Hoje faremos um post especial. Faremos uma homenagem às vitimas da Segunda Guerra Mundial. Nos 06 e 09 de Agosto relembramos a maior atrocidade feita pelo homem até hoje. Foram as duas bombas atômicas que atingiram as cidades de Hiroshima(dia 06/08/1945) e Nagasaki (09/08/1945). Esta singela homenagem não é somente para as vitimas da bomba atômica, mas também para todos que foram vitimas de atrocidades causadas pela ganância humana.

A canção que ofereço hoje foi lançada em 2012 em homengaem às vitimas do Tsunami que devastou parte da costa do Japão em 2011, mas, ela serve como uma mensagem de paz e esperança e também um desejo de que os homens encontrem um equilibrio entre o bem e o mal. 

Flor Desabrocha
Tradução: Elson Diogo Masuzawa

No caminho de neve branca pura, a fragrância do brisa da primavera
Para mim, é nostálgico
Lembrar-me daquela cidade

Haviam também, sonhos que queria realizar
Haviam também, o “eu” que gostaria de mudar
Agora há somente nostalgia
Daquela pessoa que eu me lembro

Ouço a canção de alguém
Incentivo alguém
Vejo o sorriso de alguém
No outro lado da tristeza

A flor, a flor, a flor desabrocha
Para você, que nasceu em algum momento
A flor, a flor, a flor desabrocha
Pergunto-me o que foi que eu deixei

No distante céu noturno, a presença do amanhecer
Para mim, é nostálgico
Lembrar-me daqueles dias

Sendo ferido e ferindo os outros
Não sendo recompensado mesmo ao chorar
Agora é apenas adorável
Aquela pessoa que eu me lembro

Vejo os sentimentos de alguém
Estou ligado a alguém
Vejo o futuro de alguém
No outro lado da tristeza

A flor, a flor, a flor desabrocha
Para você, que nasceu em algum momento
A flor, a flor, a flor desabrocha
Pergunto-me o que foi que eu deixei

A flor, a flor, a flor desabrocha
Para você, que nasceu em algum momento
A flor, a flor, a flor desabrocha
Pergunto-me o que foi que eu deixei

A flor, a flor, a flor desabrocha
Para você, que nasceu em algum momento
A flor, a flor, a flor desabrocha
Para você que, em algum dia, irá amar

71 Anos da Bomba Atômica de Hiroshima e Nagasaki


Segundo informações divulgadas na quinta-feira (4) pelo governo da cidade de Hiroshima, representantes de 91 nações e a União Europeia participarão da cerimônia anual que marca o bombardeio com bombas atômicas dos Estados Unidos contra o Japão em 1945.

Dentre os países participantes estão a Grã-Bretanha, França, Rússia e os Estados Unidos, que enviarão diplomatas à cerimônia que será realizada no Parque Memorial da Paz, com exceção da China. A embaixadora americana no Japão, Caroline Kennedy, não estará presente na cerimônia deste ano em função de deveres oficiais nos Estados Unidos.

O número de nações que enviou representantes à cerimônia deste ano será o segundo maior nos registros, após 100 países participantes em 2015, ano que marcou os 70 anos do bombardeio atômico.

A cidade de Hiroshima chamou 157 nações e a União Europeia para participar da cerimônia de 45 minutos que teve início às 8h. Os participantes prestaram 1 minuto de silêncio às 8h15, horário em que a primeira bomba atômica do mundo explodiu sobre a cidade, no dia 6 de agosto de 1945, deixando cerca de 140,000 mortos até o final daquele ano.

Barack Obama foi o primeiro presidente dos Estados Unidos em exercício a visitar a cidade japonesa de Hiroshima, onde seu país lançou a primeira bomba atômica da história, durante uma viagem que fez no final do mês de maio pelo Japão e Vietnã. O secretário de Estado americano, John Kerry, visitou Hiroshima no mês de abril para homenagear as vítimas da bomba atômica lançada pelos EUA na cidade durante a Segunda Guerra Mundial. Essa foi a a primeira homenagem de um alto cargo de Washington aos mortos desse episódio. "Obama não revisará a decisão dos EUA de usar a bomba atômica no final da Segunda Guerra Mundial, mas oferecerá uma visão de futuro", diz Rhodes.

Hiroshima foi alvo do primeiro bombardeio atômico da história, realizado por aviões americanos no dia 6 de agosto de 1945. Além de Hiroshima, os EUA lançaram uma segunda bomba atômica sobre a cidade de Nagasaki, no sudoeste do arquipélago japonês, em 9 de agosto de 1945, o que forçou a rendição do Japão seis dias depois e pôs fim à Segunda Guerra Mundial.

O primeiro-ministro, Shinzo Abe, estava entre as cerca de 50.000 pessoas que se reuniram para a cerimônia anual no Peace Memorial Park, no sábado. Representantes de 91 países também participaram.

Funcionários colocaram uma lista com 303,195 nomes de vítimas dentro do cenotáfio (memorial fúnebre). A lista inclui as 5.511 pessoas que morreram no ano passado, assim como outras vítimas que morreram anteriormente, mas só foram identificadas nesse tempo.

Os participantes fizeram uma oração silenciosa às 8:15 AM, o momento que o avião norte-americano lançou a bomba, em 06 de agosto de 1945. O prefeito de Hiroshima, Kazumi Matsui, entregou uma declaração de paz. Ele pediu aos países que tomem medidas para abolir o “mal absoluto” das armas nucleares. Matsui também citou uma passagem do discurso do presidente Barack Obama, que se tornou o primeiro líder dos EUA a visitar Hiroshima, em maio passado.

Obama disse que os países com arsenais nucleares “devem ter a coragem de escapar da lógica do medo e buscar um mundo sem elas.”

Matsui pediu aos líderes políticos de todas as nações para seguir os passos de Obama. Ele disse que uma visita a Hiroshima iria gravar a realidade do bombardeio em seus corações e transmitir a dor e o sofrimento dos hibakusha, ou sobreviventes do bombardeio. O prefeito pediu ao primeiro-ministro Abe para mostrar a liderança necessária para alcançar um mundo livre de armas nucleares.

domingo, 9 de agosto de 2015

Homenagem! 70 Anos após a Bomba Atômica de Nagasaki


Três dias depois de Hiroshima, foi a vez de Nagasaki lembrar, neste domingo (9) – data local –, o ataque nuclear que arrasou a cidade do oeste do Japão e matou cerca de 70 mil pessoas há 70 anos, em meio às críticas a uma reforma do governo que busca fortalecer o papel do exército.

Em 9 de agosto de 1945, às 11h02 (horário local), a explosão atômica destruiu 80% dos edifícios de Nagasaki, entre eles sua célebre catedral de Urakami, situada a 500 metros do ponto de impacto.

Na mesma hora do domingo (23h02 de sábado no Brasil), a população fez um minuto de silêncio enquanto soaram sinos e sirenes em toda Nagasaki, antigo centro de intercâmbios comerciais entre o Japão e o exterior e cidade conhecida por sua importante comunidade cristã.


Três dias antes, uma primeira bomba atômica, a “Little Boy”, tinha causado cerca de 140 mil mortes em Hiroshima (oeste). Os dois bombardeios precipitaram a rendição do Japão, em 15 de agosto de 1945, e o fim da Guerra do Pacífico.Batizado de “Fat Man”, o projétil de plutônio estava destinado inicialmente à cidade de Kokura (norte de Nagasaki), onde ficava uma importante fábrica de armas. Mas condições meteorológicas desfavoráveis levaram o bombardeiro americano B-29 a mudar a rota.

Em dezembro de 1967, o governo japonês se comprometeu solenemente a não fabricar, possuir nem permitir a entrada de armas nucleares em seu território.
Apelo

“Eu apelo aos jovens: escutem a palavra dos mais velhos e reflitam sobre o que vocês pode fazer para a paz”, declarou o prefeito de Nagasaki, Tomihisa Taue, diante de uma multidão de 6,7 mil japoneses, incluindo o primeiro-ministro Shinzo Abe e a embaixadora americana no Japão, Caroline Kennedy, entre representantes de 75 países.

O prefeito convidou “o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e representantes de todos os países detentores de armas nucleares” a visitar Nagasaki.

Em seguida, o prefeito criticou o primeiro-ministro Abe. “Agora há preocupação e ansiedade entre nós com a perspectiva de que este compromisso assumido há 70 anos, o princípio da paz na Constituição japonesa, possa estar em risco”, disse ele, recebendo aplausos da multidão.

Um dos sobreviventes, Sumiteru Taniguchi, de 86 anos, também criticou as tentativas de Abe de reformar o caráter pacifista da Constituição japonesa.

“A lei de segurança que o governo está tentando promover é uma ameaça aos muitos anos do movimento para a abolição das armas nucleares e às esperanças dos hibakushas (sobreviventes vítimas da bomba)”, disse, com o a voz embargada. “Não podemos tolerar essas leis”, insistiu.

A média de idade dos “hibakushas” supera os 80 anos.

As cidades de Hiroshima e Nagasaki, através destas cerimônias e campanhas recorrentes contra as armas nucleares, buscam perpetuar a lembrança destes ataques.

http://www.gazetadopovo.com.br/mundo/nagasaki-lembra-70-anos-da-bomba-atomica-2n7j6s26jwv4sx0008dyk5784

Esta canção faz menção à garota Sadako, que faleceu em virtude dos efeitos da Bomba Atômica. Ela se tornou um dos simbolos desta grande tragedia causada pelo homem. 



quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Homenagem! 70 Anos após a Bomba Atômica


O mundo lembra hoje uma data importante: o fim da Segunda Guerra mundial, há 70 anos. Em Paris, o secretário de estado americano John Kerry participou das comemorações ao lado do presidente francês François Hollande. Na Inglaterra, teve minuto de silêncio e tiros de canhão.

O presidente da Alemanha Joachimm Gauck visitou um cemitério soviético e agradeceu aos que lutaram para libertar a Alemanha do reino de horror de Hitler.

A Segunda Grande Guerra durou quase seis anos, envolveu todos os continentes do planeta e custou a vida de mais de 60 milhões de pessoas. A maior parte das mortes - 25 milhões - ocorreu na antiga União Soviética, que junto com Grã-Bretanha e Estados Unidos lideraram as forças aliadas.

Do outro lado estavam os agressores do eixo - Alemanha, Itália e Japão - encabeçados pelo ditador nazista Adolf Hitler.

Além dos horrores de uma campanha militar que não poupou civis em nenhum dos lados, a guerra foi marcada pelo holocausto: o assassinato sistemático de cerca de seis milhões de judeus pelos nazistas.

Ao lado dos aliados, o Brasil passou a integrar o conflito em 1942. Cerca de 25 mil soldados da Força Expedicionária Brasileira além de homens da Força Aérea lutaram na Itália.

O fim dos combates comemorado na Europa não significou o fim da Guerra Mundial. O império japonês, que recusava a se render, só capitulou três meses mais tarde, depois que os Estados Unidos lançaram uma bomba atômica sobre Hiroshima e outra sobre Nagasaki.

Cada uma delas matou cerca de 40 mil civis instantaneamente. Mais de cem mil morreram nos dias seguintes, vítimas de queimaduras e radiação nuclear.

A guerra ainda demorou alguns meses para terminar de fato, mesmo depois da morte de Hitler e da rendição da Alemanha nazista, mas esses dois acontecimentos são sem dúvida os marcos históricos do fim do conflito. A notícia foi amplamente divulgada, no mundo todo, e foi comemorado com entusiasmo na Europa, nos Estados Unidos e até mesmo no Brasil, numa narração emocionada do radialista Heron Domingues, do Repórter Esso, um dos principais programas de rádio na época:

O Japão lembra, esta semana, os 70 anos das bombas atômicas lançadas pelos americanos sobre Hiroshima e Nagasaki. Depois desses dois ataques, o Japão se rendeu e a Segunda Guerra Mundial chegou ao fim. Hitler já tinha admitido a derrota alemã.

O dia no Japão foi marcado por muitas lembranças daquele 6 de agosto de 1945. Especialmente em Hiroshima, alvo da primeira bomba nuclear usada na história. Representantes de quase cem países participaram da cerimônia. Nos discursos, os pedidos pelo fim das armas nucleares.

Hiroshima é uma cidade bonita, moderna, e que anda no ritmo dos bondes. Em harmonia, convivem modelos novos com antigos. Um deles, de 1932, rodava durante a guerra e é uma lembrança daquela época, sobreviveu à bomba atômica. Mas acredite: não é nada se comparado ao que viveu a senhora Satoko.

Satoko Sasaguchi tem 83 anos e quando jovem, participou do esforço de guerra que envolvia o Japão. Com 13 anos, fez parte da turma de jovens funcionários que trabalhavam com os bondes.

Ficava de pé, recebendo o pagamento numa cestinha e anunciando as próximas estações com o toque de uma sineta. No dia 6 de agosto, quando a bomba explodiu, ela estava no refeitório da empresa, com o impacto, desmaiou.

Depois, a recordação é da cidade devastada. De corpos espalhados e grande parte da frota de bondes, destruída. Mas apenas três dias depois, ela recebeu a notícia que surpreendeu a todos: os bondes voltariam a circular, e de graça.

O funcionamento do bonde não era simplesmente a recuperação de um meio de transporte. Era a prova de que um pedaço da cidade ainda vivia. “As pessoas estavam abatidas, mas era possível ver esperança quando o bonde passava. A esperança de que Hiroshima iria voltar. O bonde, e a vida, precisavam seguir em frente”.

Há exatos 70 anos, uma bomba atômica destruía grande parte da cidade de Hiroshima, a segunda cidade mais populosa do país em 1945. Ministrado pelos EUA e sob comando do general Douglas McArthur, o ataque contra o Japão deixou mais de 70 mil mortos e outros 70 mil feridos só no primeiro dia do ataque.

Foram três anos e quase US$ 2 bilhões de dólares gastos na produção da bomba atômica que destruiria mais de 90% de Hiroshima. O objetivo dela era claro: acabar de uma vez por todas com a Segunda Guerra — os americanos foram vitoriosos contra os alemães em maio daquele ano, mas a guerra continuou contra o Japão.

A arma foi carregada pelo avião bombardeiro B-29, ou Enola Gay, que lançou a bomba a mais de 9.000 m de Hiroshima. Ela explodiu a pouco mais de meio metro do solo, atingindo uma área de mais de 230 metros de diâmetro e atingindo temperaturas aproximadas a 4.000 °C. Semanas depois, em 2 de setembro, o Japão se rendia ao poder americano e a Segunda Guerra finalmente chegava ao fim.

Com a vitória, o governo americano dominou o Japão, removendo todos os militares de posições de poder, além de abolir o xintoísmo, a religião oficial do país. O imperador Hirohito, entretanto, foi mantido como chefe de Estado, contradizendo “rendição incondicional” que o tratado entre os países mantinha e que ia contra as vontade de líderes da Aliança que queriam julgar Hirohito como um criminoso de guerra. McArthur preferiu mantê-lo no poder, pois a derrota do imperador poderia desestabilizar a ordem social e iniciar uma rebelião do povo que o via como um deus.

O governo americano também implementou políticas opressivas que contradiziam os valores democráticos que eles diziam estar trazendo ao país, como a nova constituição apresentada aos japoneses no início do ano seguinte. O que era tratado como um documento feito pela vontade e desejo do povo japonês, foi na verdade traçado em uma única semana por membros do governo americano — a vontade do povo japonês não foi ouvida e líderes do Japão fizeram apenas revisões ao documento.

O novo documento garantia a liberdade de expressão aos habitantes do Japão, mas estima-se que, de 1945 a 1949, o governo americano monitorou mais de 15 milhões de páginas de jornais, periódicos e livros, além de fotografias, propagandas políticas, outros documentos, rádio, redes de televisão, filmes, cartas, telefone e telégrafos. Entre os tópicos banidos, estavam adoração ao imperador, militarismo e qualquer crítica aos EUA e seus aliados. Os japoneses também foram proibidos de viajar ou se comunicar com qualquer pessoa fora do país — tudo o que eles sabiam sobre o resto do mundo vinha de informações providenciadas pelos EUA.

Com o fim da guerra, os imigrantes japoneses que se instalaram em terras brasileiras anos também sofreram com a vitória americana. Como conta o autor Fernando Morais no livro Corações Sujos, japoneses e descendentes de japoneses tiveram as contas bancárias bloqueadas, ficaram proibidos de exercer o xintoísmo, de ensinar tradições aos mais novos e até mesmo de falar japonês no Brasil.

Enquanto isso, nos EUA, a verdade sobre a bomba em Hiroshima ainda não era conhecida por cidadãos americanos. Líderes do governo e militares divulgavam na mídia campanhas que justificavam o uso da bomba, buscando com isso a aprovação pública para continuar trabalhando no desenvolvimento de armamentos nucleares. O que o ativista A. J. Muste chamou de “uma demonstração da… lógica da atrocidade”, segundo informações da Lapham’s Quarterly.

O governo manteve a mídia longe de Hiroshima, com exceção de algumas poucas histórias, fora da área dizimada, que focavam na reconstrução da cidade, mas não nas vítimas. Como fala aLapham’s Quarterly: “Fotos da explosão se tornaram imagens icônicas do bombardeio atômico — sem representação das milhares de vítimas que morreram e sofreram sob ela”.

Domingo, dia 9, completam-se 70 anos desde que os EUA lançaram uma segunda bomba atômica contra o Japão, desta vez na cidade de Nagasaki. Mais de 40 mil morreram neste ataque. 

Que a catástrofe causada pela irracionalidade humana sirva de exemplo para que isso não ocorra mais. Até hoje, após 70 anos, ainda se notam efeitos desta grande atrocidade. Não basta apenas relembrar. Devemos conscientizar o mundo sobre isso. Estamos à beira de mais uma guerra, e se não forem tomadas providências imediatas, algo pior pode acontecer. Vamos continuar rezando para que o ser humano repense sua forma de existir. 

Confiram uma matéria da TV Brasil sobre as homenagens de hoje. 

Confiram a canção "Sen no Kaze ni Natte". Esta canção fala da saudade dos entes queridos que se foram e que não estão apenas em seus tumulos... estão presentes nos mil ventos da vida... 

Confiram o filme "Hotaru no Haka" (cemiterio de vagalumes). O filme relata a história de dois irmãos, Seita e Setsuko, no período da Segunda Guerra Mundial no Japão. O pai deles é convocado a defender o país na guerra, pois faz parte da marinha japonesa, e a mãe falece em um bombardeio de aviões norte-americanos. A partir daí, o filme mostra a luta pela sobrevivência das duas crianças, em meio à pobreza e miséria que assola o país. Fome, doenças e a falta de generosidade e de sensibilidade dos adultos faz deste percurso um dos filmes mais bonitos e comoventes sobre o trágico quadro gerado pela guerra.

sábado, 10 de agosto de 2013

Especial! Nagasaki recorda ataque nuclear


Nagasaki recorda ataque nuclear

Há 68 anos, bomba atômica matou 70 mil na cidade japonesa. Sinos tocaram e houve um minuto de silêncio às 11h02 locais. Nagasaki lembrou nesta sexta-feira (9) o ataque nuclear realizado pelos Estados Unidos há 68 anos, durante os últimos dias da Segunda Guerra Mundial.

A bomba de plutônio, chamada de "Fat Man" pelos pilotos americanos, destruiu a cidade japonesa no dia 9 de agosto de 1945.

Dezenas de milhares de pessoas participaram da homenagem as mais de 70 mil pessoas que morreram na explosão da bomba atômica, que atingiu Nagasaki às 11h02 local (23h02 de quinta, 8, em Brasília).

Os sinos tocaram enquanto sobreviventes da tragédia, líderes governamentais e representantes estrangeiros observaram um minuto de silêncio no momento exato da explosão.

Na terça-feira ((6), milhares de pessoas lembraram a primeira bomba nuclear lançada sobre o Japão, na cidade de Hiroshima, onde morreram 140 mil pessoas.

Os bombardeios de Hiroshima e Nagasaki precipitaram a capitulação do Japão e o final da II Guerra Mundial, no dia 15 de agosto de 1945.

Pelas 11.02 horas locais (03.02 horas em Portugal continental), hora em que a bomba "Fat man" foi lançada sobre Nagasaki há 68 anos, milhares de pessoas cumpriram um minuto de silêncio, em homenagem às cerca de 70 mil vítimas.

O presidente do município de Nagasaki, Tomihisa Taue, chamou a atenção do Governo do Japão, único país até à data atacado com armas nucleares, a liderar a cruzada multinacional para a não proliferação.

No seu discurso também criticou o acordo de cooperação nuclear que a Índia e o Japão pretendem assinar e defendeu que este tipo de pactos contribui para que países como a Coreia do Norte justifiquem os seus programas de desenvolvimento de armas nucleares.

Por último, recordou que a gestão da água radioativa, que inundou a central nuclear de Fukushima, em consequência do tsunami de 2011, ainda está por resolver e sublinhou a incerteza que esta situação gera nos milhares de afetados por este acidente.

Por sua vez, o primeiro-ministro nipônico, Shinzo Abe, defendeu os três princípios japoneses de não produzir, não possuir e não permitir que entrem armas nucleares no seu território nacional.

Em homenagem às vitimas que residiam em Nagasaki, hoje postaremos a canção "Nagasaki no Kane", na voz do saudoso cantor Fujiyama Ichiro. 

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Especial! Homenagem às vitimas da Segunda Guerra Mundial


Esta é um pequena homenagem que o blog Enka Mania oferece às vitimas da Segunda Guerra Mundial. Temos que cultivar o amor e a fé para que não ocorram mais guerras. Esta imagem traduz bem o quanto é importante mostrar para as crianças o quão ruim é conviver com o fantasma de tantas coisas ruins feitas pelo homem. 

Este video traz uma versão da belissima canção "You Rise Me Up" ,  que já foi gravada em diversas linguas. Deem uma olhada na tradução e orem pelas vitimas desta grande atrocidade fruto da ganância e da ignorância do homem. 



Você Me Eleva

Quando estou triste, e minha alma, está cansada
Quando os problemas fazem o coração pesar
Então, eu paro no meio do silêncio até que venhas ao meu lado sentar
Até você vir e sentar-se por um instante comigo

Você me levanta, para alcançar montanhas
Você me eleva, para andar sobre o mar
Eu sou forte, quando estou sobre seus ombros
Você me levanta mais do que eu possa alcançar

Você me levanta, para alcançar montanhas
Você me eleva, para andar sobre o mar
Eu sou forte, quando estou sobre seus ombros
Você me levanta mais do que eu possa alcançar

Não há vida - não há vida sem este desejo
Cada batida do meu coração tão imperfeito
Quando quando você chega e eu me espanto
Às vezes, eu acho ter vislumbrado a eternidade

Você me levanta, para alcançar montanhas
Você me eleva, para andar sobre o mar
Eu sou forte, quando estou sobre seus ombros
Você me levanta mais do que eu possa alcançar

Você me levanta, para alcançar montanhas
Você me eleva, para andar sobre o mar
Eu sou forte, quando estou sobre seus ombros
Você me levanta mais do que eu possa alcançar

Especial! Hiroshima lembra 68º aniversário de ataque nuclear


Milhares de pessoas se reuniram nesta terça-feira (6) no Memorial da Paz de Hiroshima, no Japão, para lembrar o 68º aniversário do lançamento da bomba atômica sobre a cidade, durante a II Guerra Mundial.

Idosos sobreviventes do bombardeio, responsáveis do governo e delegados estrangeiros fizeram um minuto de silêncio às 8h15 local (20h15 Brasília), a hora da explosão que converteu a cidade em um inferno nuclear.

O bombardeiro americano batizado de Enola Gay lançou a bomba atômica no dia 6 de agosto de 1945, em uma ação decisiva para acabar com a II Guerra Mundial. O ataque matou 140 mil pessoas até dezembro do mesmo ano.

Três dias após o ataque, outro avião lançou uma bomba nuclear sobre o porto de Nagasaki, matando 70 mil pessoas.

Os bombardeios de Hiroshima e Nagasaki precipitaram a capitulação do Japão e o final da II Guerra Mundial, no dia 15 de agosto de 1945.

Ainda nesta terça, líderes japoneses batizaram o maior navio de guerra já lançado pelo Japão desde o final da II Guerra, no momento em que o governo em Tóquio toma medidas para ampliar suas forças de defesa diante da preocupação com China e Coreia do Sul.

O navio, um porta-helicópteros de 248 metros, é capaz de acomodar nove aeronaves.

O navio "Izumo", que custará 900 milhões de euros e terá 248 metros, ainda está em construção nos estaleiros de Yokohama (sul de Tóquio) e estará em operação a partir de 2015.

Quando entrar em serviço terá capacidade para transportar 9 helicópteros.

Cerca de 3.600 pessoas, entre elas o vice-primeiro-ministro Taro Aso, compareceram nesta terça-feira ao seu lançamento, que contou com fogos de artifício.

Segundo o ministério da Defesa japonês, o porta-helicópteros desempenhará um papel essencial tanto em matéria de defesa da soberania territorial quanto na proteção das vias marítimas, assim como em caso de desastres e catástrofes naturais.

Especialistas independentes estimam que esta embarcação, devido ao seu imponente tamanho, pode ser utilizada um dia como porta-aeronaves polivalente e servir de plataforma de lançamento para aviões de caça de pouso vertical.

Esta cerimônia de lançamento tem como pano de fundo as tensas relações com a China e, em menor medida, com a Coreia do Sul, devido a disputas territoriais com os dois países.

A China disse nesta terça-feira que está "preocupada com a expansão constante do equipamento militar do Japão".

"Esta tendência exige uma vigilância crescente por parte dos vizinhos asiáticos do Japão e da comunidade internacional", declarou à AFP o ministro chinês da Defesa.

Preocupado com o crescente poderio marítimo da China, - Pequim colocou em serviço seu primeiro porta-aviões no fim de 2012, o Liaoning -, Tóquio decidiu construir uma força especial de 600 homens e 12 navios para supervisionar e proteger o arquipélago Senkaku, conhecido pela China como Diaoyu e cuja soberania também é reivindicada por Pequim.

No fim de julho, o ministério da Defesa estimou que o Japão deveria se dotar com aviões teleguiados ou drones de vigilância marítima e unidades anfíbio para proteger estas ilhas.

Após a vitória do Partido Liberal Democrata nas eleições legislativas de dezembro de 2012, o governo japonês advertiu que não vacilaria em recorrer à força no caso de desembarque chinês nas Ilhas Senkaku, um arquipélago desabitado 200 km a noroeste da costa de Taiwan, que Pequim reivindica sob o nome de Diaoyu.

Em janeiro passado, o governo do premier Shinzo Abe aprovou um orçamento militar de US$ 50 bilhões para 2013-2014, com um aumento inédito em 11 anos.

Paralelamente, Tóquio anunciou sua intenção de constituir uma força especial de 600 homens e 12 naves para vigiar e proteger as Ilhas Senkaku.

Realmente é uma contradição. No dia em que as pessoas relembram as atrocidades causadas pela guerra, o Japão inaugura o seu maior navio militar desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Infelizmente o ser humano vive de status e busca desenfreado pelo poder. Espero que não tenham esquecido os horrores que ainda estão marcados nas vidas dos sobreviventes e descendentes que carregam as dores e os sofrimentos causados pela ganância de poucos.