A cidade japonesa de Hiroshima lembrou neste domingo (6) o 72º aniversário do lançamento da bomba atômica que matou centenas de milhares de pessoas ao final da Segunda Guerra Mundial, com uma cerimônia na qual se apelou ao desarmamento nuclear global.
O ato aconteceu no Parque da Paz desta cidade do oeste do Japão, situado perto do ponto central da devastadora explosão nuclear, e começou com um minuto de silêncio às 8h15 (horário local, 20h15 de sábado em Brasília).
Essa foi a hora exata na qual o B-29 Enola Gay da Força Aérea dos Estados Unidos lançou no dia 6 agosto de 1945 o Little Boy, nome com o qual o primeiro artefato nuclear da história foi batizado.
Milhares de pessoas se reuniram em Hiroshima neste domingo (6) para refletir sobre a tragédia que mudou o curso da história. Faz 72 anos desde o dia em que os Estados Unidos detonaram uma bomba atômica sobre a cidade em 1945.
Cerca de 50.000 pessoas se reuniram no Parque Memorial da Paz para prestar uma homenagem às vítimas. Sobreviventes conhecidos como Hibakusha (pessoas afetadas pela explosão) se juntaram à multidão. A média de idade deles é agora de 81 anos.
Representantes de 80 países participaram do evento. O público presente fez 1 minuto de silêncio às 8h15, o momento exato quando a bomba atingiu a cidade.
Autoridades colocaram uma lista de 308.725 vítimas no cenotáfio, incluindo os nomes de 5.530 pessoas que morreram ou foram confirmadas mortas no último ano.
O prefeito de Hiroshima, Kazumi Matsui, transmitiu uma declaração de paz. Ele citou sobreviventes, que descreveram cenas de devastação e aflição que seguiram o bombardeio e seus desejos pela paz.
“Para chegar a um mundo sem armas nucleares, é essencial que os países trabalhem juntos. Nosso país obedece a 3 princípios não nucleares de não possuir, produzir ou permitir armas nucleares em seu solo. Estamos determinados a liderar o mundo ao trabalhar de perto com os dois lados tendo essa meta em mente”, disse o primeiro-ministro Shinzo Abe.
O Japão também lembrará o bombardeio atômico de Nagasaki na quarta-feira (9).
Hoje faremos uma singela homenagem às vitimas desta terrivel tragedia com uma canção que faz menção aos sinos de Nagasaki, a canção "Nagasaki no Kane", lançada originalmente em 1949 pelo cantor Fujiyama Ichiro, hoje interpretado pelas irmãs Yuki Saori e Yasuda Sachiko.
Olá amigos do Enka Mania! Hoje faremos um post especial. Faremos uma homenagem às vitimas da Segunda Guerra Mundial. Nos 06 e 09 de Agosto relembramos a maior atrocidade feita pelo homem até hoje. Foram as duas bombas atômicas que atingiram as cidades de Hiroshima(dia 06/08/1945) e Nagasaki (09/08/1945). Esta singela homenagem não é somente para as vitimas da bomba atômica, mas também para todos que foram vitimas de atrocidades causadas pela ganância humana.
A canção que ofereço hoje foi lançada em 2012 em homengaem às vitimas do Tsunami que devastou parte da costa do Japão em 2011, mas, ela serve como uma mensagem de paz e esperança e também um desejo de que os homens encontrem um equilibrio entre o bem e o mal.
Flor Desabrocha
Tradução: Elson Diogo Masuzawa
No caminho de neve branca pura, a fragrância do brisa da primavera
Segundo informações divulgadas na quinta-feira (4) pelo governo da cidade de Hiroshima, representantes de 91 nações e a União Europeia participarão da cerimônia anual que marca o bombardeio com bombas atômicas dos Estados Unidos contra o Japão em 1945.
Dentre os países participantes estão a Grã-Bretanha, França, Rússia e os Estados Unidos, que enviarão diplomatas à cerimônia que será realizada no Parque Memorial da Paz, com exceção da China. A embaixadora americana no Japão, Caroline Kennedy, não estará presente na cerimônia deste ano em função de deveres oficiais nos Estados Unidos.
O número de nações que enviou representantes à cerimônia deste ano será o segundo maior nos registros, após 100 países participantes em 2015, ano que marcou os 70 anos do bombardeio atômico.
A cidade de Hiroshima chamou 157 nações e a União Europeia para participar da cerimônia de 45 minutos que teve início às 8h. Os participantes prestaram 1 minuto de silêncio às 8h15, horário em que a primeira bomba atômica do mundo explodiu sobre a cidade, no dia 6 de agosto de 1945, deixando cerca de 140,000 mortos até o final daquele ano.
Barack Obama foi o primeiro presidente dos Estados Unidos em exercício a visitar a cidade japonesa de Hiroshima, onde seu país lançou a primeira bomba atômica da história, durante uma viagem que fez no final do mês de maio pelo Japão e Vietnã. O secretário de Estado americano, John Kerry, visitou Hiroshima no mês de abril para homenagear as vítimas da bomba atômica lançada pelos EUA na cidade durante a Segunda Guerra Mundial. Essa foi a a primeira homenagem de um alto cargo de Washington aos mortos desse episódio. "Obama não revisará a decisão dos EUA de usar a bomba atômica no final da Segunda Guerra Mundial, mas oferecerá uma visão de futuro", diz Rhodes.
Hiroshima foi alvo do primeiro bombardeio atômico da história, realizado por aviões americanos no dia 6 de agosto de 1945. Além de Hiroshima, os EUA lançaram uma segunda bomba atômica sobre a cidade de Nagasaki, no sudoeste do arquipélago japonês, em 9 de agosto de 1945, o que forçou a rendição do Japão seis dias depois e pôs fim à Segunda Guerra Mundial.
O primeiro-ministro, Shinzo Abe, estava entre as cerca de 50.000 pessoas que se reuniram para a cerimônia anual no Peace Memorial Park, no sábado. Representantes de 91 países também participaram.
Funcionários colocaram uma lista com 303,195 nomes de vítimas dentro do cenotáfio (memorial fúnebre). A lista inclui as 5.511 pessoas que morreram no ano passado, assim como outras vítimas que morreram anteriormente, mas só foram identificadas nesse tempo.
Os participantes fizeram uma oração silenciosa às 8:15 AM, o momento que o avião norte-americano lançou a bomba, em 06 de agosto de 1945. O prefeito de Hiroshima, Kazumi Matsui, entregou uma declaração de paz. Ele pediu aos países que tomem medidas para abolir o “mal absoluto” das armas nucleares. Matsui também citou uma passagem do discurso do presidente Barack Obama, que se tornou o primeiro líder dos EUA a visitar Hiroshima, em maio passado.
Obama disse que os países com arsenais nucleares “devem ter a coragem de escapar da lógica do medo e buscar um mundo sem elas.”
Matsui pediu aos líderes políticos de todas as nações para seguir os passos de Obama. Ele disse que uma visita a Hiroshima iria gravar a realidade do bombardeio em seus corações e transmitir a dor e o sofrimento dos hibakusha, ou sobreviventes do bombardeio. O prefeito pediu ao primeiro-ministro Abe para mostrar a liderança necessária para alcançar um mundo livre de armas nucleares.
O mundo lembra hoje uma data importante: o fim da Segunda Guerra mundial, há 70 anos. Em Paris, o secretário de estado americano John Kerry participou das comemorações ao lado do presidente francês François Hollande. Na Inglaterra, teve minuto de silêncio e tiros de canhão.
O presidente da Alemanha Joachimm Gauck visitou um cemitério soviético e agradeceu aos que lutaram para libertar a Alemanha do reino de horror de Hitler.
A Segunda Grande Guerra durou quase seis anos, envolveu todos os continentes do planeta e custou a vida de mais de 60 milhões de pessoas. A maior parte das mortes - 25 milhões - ocorreu na antiga União Soviética, que junto com Grã-Bretanha e Estados Unidos lideraram as forças aliadas.
Do outro lado estavam os agressores do eixo - Alemanha, Itália e Japão - encabeçados pelo ditador nazista Adolf Hitler.
Além dos horrores de uma campanha militar que não poupou civis em nenhum dos lados, a guerra foi marcada pelo holocausto: o assassinato sistemático de cerca de seis milhões de judeus pelos nazistas.
Ao lado dos aliados, o Brasil passou a integrar o conflito em 1942. Cerca de 25 mil soldados da Força Expedicionária Brasileira além de homens da Força Aérea lutaram na Itália.
O fim dos combates comemorado na Europa não significou o fim da Guerra Mundial. O império japonês, que recusava a se render, só capitulou três meses mais tarde, depois que os Estados Unidos lançaram uma bomba atômica sobre Hiroshima e outra sobre Nagasaki.
Cada uma delas matou cerca de 40 mil civis instantaneamente. Mais de cem mil morreram nos dias seguintes, vítimas de queimaduras e radiação nuclear.
A guerra ainda demorou alguns meses para terminar de fato, mesmo depois da morte de Hitler e da rendição da Alemanha nazista, mas esses dois acontecimentos são sem dúvida os marcos históricos do fim do conflito. A notícia foi amplamente divulgada, no mundo todo, e foi comemorado com entusiasmo na Europa, nos Estados Unidos e até mesmo no Brasil, numa narração emocionada do radialista Heron Domingues, do Repórter Esso, um dos principais programas de rádio na época:
O Japão lembra, esta semana, os 70 anos das bombas atômicas lançadas pelos americanos sobre Hiroshima e Nagasaki. Depois desses dois ataques, o Japão se rendeu e a Segunda Guerra Mundial chegou ao fim. Hitler já tinha admitido a derrota alemã.
O dia no Japão foi marcado por muitas lembranças daquele 6 de agosto de 1945. Especialmente em Hiroshima, alvo da primeira bomba nuclear usada na história. Representantes de quase cem países participaram da cerimônia. Nos discursos, os pedidos pelo fim das armas nucleares.
Hiroshima é uma cidade bonita, moderna, e que anda no ritmo dos bondes. Em harmonia, convivem modelos novos com antigos. Um deles, de 1932, rodava durante a guerra e é uma lembrança daquela época, sobreviveu à bomba atômica. Mas acredite: não é nada se comparado ao que viveu a senhora Satoko.
Satoko Sasaguchi tem 83 anos e quando jovem, participou do esforço de guerra que envolvia o Japão. Com 13 anos, fez parte da turma de jovens funcionários que trabalhavam com os bondes.
Ficava de pé, recebendo o pagamento numa cestinha e anunciando as próximas estações com o toque de uma sineta. No dia 6 de agosto, quando a bomba explodiu, ela estava no refeitório da empresa, com o impacto, desmaiou.
Depois, a recordação é da cidade devastada. De corpos espalhados e grande parte da frota de bondes, destruída. Mas apenas três dias depois, ela recebeu a notícia que surpreendeu a todos: os bondes voltariam a circular, e de graça.
O funcionamento do bonde não era simplesmente a recuperação de um meio de transporte. Era a prova de que um pedaço da cidade ainda vivia. “As pessoas estavam abatidas, mas era possível ver esperança quando o bonde passava. A esperança de que Hiroshima iria voltar. O bonde, e a vida, precisavam seguir em frente”.
Há exatos 70 anos, uma bomba atômica destruía grande parte da cidade de Hiroshima, a segunda cidade mais populosa do país em 1945. Ministrado pelos EUA e sob comando do general Douglas McArthur, o ataque contra o Japão deixou mais de 70 mil mortos e outros 70 mil feridos só no primeiro dia do ataque.
Foram três anos e quase US$ 2 bilhões de dólares gastos na produção da bomba atômica que destruiria mais de 90% de Hiroshima. O objetivo dela era claro: acabar de uma vez por todas com a Segunda Guerra — os americanos foram vitoriosos contra os alemães em maio daquele ano, mas a guerra continuou contra o Japão.
A arma foi carregada pelo avião bombardeiro B-29, ou Enola Gay, que lançou a bomba a mais de 9.000 m de Hiroshima. Ela explodiu a pouco mais de meio metro do solo, atingindo uma área de mais de 230 metros de diâmetro e atingindo temperaturas aproximadas a 4.000 °C. Semanas depois, em 2 de setembro, o Japão se rendia ao poder americano e a Segunda Guerra finalmente chegava ao fim.
Com a vitória, o governo americano dominou o Japão, removendo todos os militares de posições de poder, além de abolir o xintoísmo, a religião oficial do país. O imperador Hirohito, entretanto, foi mantido como chefe de Estado, contradizendo “rendição incondicional” que o tratado entre os países mantinha e que ia contra as vontade de líderes da Aliança que queriam julgar Hirohito como um criminoso de guerra. McArthur preferiu mantê-lo no poder, pois a derrota do imperador poderia desestabilizar a ordem social e iniciar uma rebelião do povo que o via como um deus.
O governo americano também implementou políticas opressivas que contradiziam os valores democráticos que eles diziam estar trazendo ao país, como a nova constituição apresentada aos japoneses no início do ano seguinte. O que era tratado como um documento feito pela vontade e desejo do povo japonês, foi na verdade traçado em uma única semana por membros do governo americano — a vontade do povo japonês não foi ouvida e líderes do Japão fizeram apenas revisões ao documento.
O novo documento garantia a liberdade de expressão aos habitantes do Japão, mas estima-se que, de 1945 a 1949, o governo americano monitorou mais de 15 milhões de páginas de jornais, periódicos e livros, além de fotografias, propagandas políticas, outros documentos, rádio, redes de televisão, filmes, cartas, telefone e telégrafos. Entre os tópicos banidos, estavam adoração ao imperador, militarismo e qualquer crítica aos EUA e seus aliados. Os japoneses também foram proibidos de viajar ou se comunicar com qualquer pessoa fora do país — tudo o que eles sabiam sobre o resto do mundo vinha de informações providenciadas pelos EUA.
Com o fim da guerra, os imigrantes japoneses que se instalaram em terras brasileiras anos também sofreram com a vitória americana. Como conta o autor Fernando Morais no livro Corações Sujos, japoneses e descendentes de japoneses tiveram as contas bancárias bloqueadas, ficaram proibidos de exercer o xintoísmo, de ensinar tradições aos mais novos e até mesmo de falar japonês no Brasil.
Enquanto isso, nos EUA, a verdade sobre a bomba em Hiroshima ainda não era conhecida por cidadãos americanos. Líderes do governo e militares divulgavam na mídia campanhas que justificavam o uso da bomba, buscando com isso a aprovação pública para continuar trabalhando no desenvolvimento de armamentos nucleares. O que o ativista A. J. Muste chamou de “uma demonstração da… lógica da atrocidade”, segundo informações da Lapham’s Quarterly.
O governo manteve a mídia longe de Hiroshima, com exceção de algumas poucas histórias, fora da área dizimada, que focavam na reconstrução da cidade, mas não nas vítimas. Como fala aLapham’s Quarterly: “Fotos da explosão se tornaram imagens icônicas do bombardeio atômico — sem representação das milhares de vítimas que morreram e sofreram sob ela”.
Domingo, dia 9, completam-se 70 anos desde que os EUA lançaram uma segunda bomba atômica contra o Japão, desta vez na cidade de Nagasaki. Mais de 40 mil morreram neste ataque.
Que a catástrofe causada pela irracionalidade humana sirva de exemplo para que isso não ocorra mais. Até hoje, após 70 anos, ainda se notam efeitos desta grande atrocidade. Não basta apenas relembrar. Devemos conscientizar o mundo sobre isso. Estamos à beira de mais uma guerra, e se não forem tomadas providências imediatas, algo pior pode acontecer. Vamos continuar rezando para que o ser humano repense sua forma de existir.
Confiram uma matéria da TV Brasil sobre as homenagens de hoje.
Confiram a canção "Sen no Kaze ni Natte". Esta canção fala da saudade dos entes queridos que se foram e que não estão apenas em seus tumulos... estão presentes nos mil ventos da vida...
Confiram o filme "Hotaru no Haka" (cemiterio de vagalumes). O filme relata a história de dois irmãos, Seita e Setsuko, no período da Segunda Guerra Mundial no Japão. O pai deles é convocado a defender o país na guerra, pois faz parte da marinha japonesa, e a mãe falece em um bombardeio de aviões norte-americanos. A partir daí, o filme mostra a luta pela sobrevivência das duas crianças, em meio à pobreza e miséria que assola o país. Fome, doenças e a falta de generosidade e de sensibilidade dos adultos faz deste percurso um dos filmes mais bonitos e comoventes sobre o trágico quadro gerado pela guerra.
Milhares de pessoas se reuniram na manhã desta quarta-feira (horário local), em Hiroshima, para marcar o 69º aniversário do lançamento da primeira bomba atômica da história, que arrasou a cidade que fica ao oeste do Japão.
Alguns sobreviventes, parentes de vítimas, autoridades do governo e delegações estrangeiras permaneceram imóveis às 8h15 (20h15 de Brasília), quando ressoou um sino que dava o sinal para guardar um minuto de silêncio na hora exata em que, em 6 de agosto de 1945, o bombardeiro americano 'Enola Gay' largou a bomba que transformou a cidade em um inferno nuclear.
Após o minuto de silêncio, o prefeito da cidade, Kazumi Matsui, pediu ao governo japonês liderado por Shinzo Abe e a outros líderes mundiais, como o presidente dos EUA Barack Obama, que "trabalhem para conseguir uma maior aproximação entre os países que dispõem de armas nucleares e o restante do mundo", visando "o desarmamento total". Ele também convidou Obama, "e a todos os dirigentes das nações nucleares a visitar as cidades da bomba A o mais cedo possível".
Matsui lembrou em seu discurso que está prevista a revisão do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) no ano que vem, coincidindo com a comemoração do 70º aniversário do bombardeio atômico.
Embaixadora dos EUA no Japão, Caroline Kennedy,acompanha cerimônia (Foto: Kyodo News/AP Photo)
O prefeito de Hiroshima também defendeu o caráter pacifista da Constituição japonesa, depois que o governo central passou a promover uma controvertida reinterpretação de sua Carta Magna para reforçar o papel das Forças de Autodefesa. "Nosso governo deve aceitar o peso do fato que conseguimos evitar as guerras durante 69 anos graças ao nobre pacifismo da Constituição japonesa", afirmou Matsui.
A cerimônia transcorreu sob uma chuva fina e marcada pelo silêncio dos milhares de presentes, que só foi quebrado pelos discursos de representantes políticos, de jovens da cidade e de sobreviventes da bomba - conhecidos no Japão como 'hibakusha' - e pelos breves aplausos que acompanharam suas intervenções.
Durante o ato também foi colocada uma lista com os nomes das 292.325 vítimas da bomba dentro de um monumento situado no Parque da Paz, na qual foram incluídos 5.507 'hibakushas' que morreram no ano passado.
Entre os presentes estava o primeiro-ministro do Japão, a embaixadora dos Estados Unidos, Caroline Kennedy, e representantes de outros 67 países, entre eles potências nucleares como Reino Unido, França e Rússia.
Trata-se da primeira visita a Hiroshima da embaixadora americana desde que assumiu o cargo em novembro do ano passado, e a segunda de um representante diplomático dos EUA nessa cerimônia anual, após a de seu antecessor, John Ross, em 2010.
Ataque nuclear
A bomba foi detonada com uma intensidade de 16 quilotons a cerca de 600 metros de altura, muito próxima de onde foi erguido o parque em que aconteceu a cerimônia, e matou de forma imediata cerca de 80 mil pessoas.
Mas esse balanço foi aumentando com o passar do tempo. No final de 1945, os mortos eram aproximadamente 140 mil e, nos anos seguintes, o número continuou crescendo devido às vítimas da radiação nuclear.
Depois do ataque em Hiroshima, os EUA lançaram uma segunda bomba nuclear - no dia 9 de agosto de 1945 - sobre a cidade de Nagasaki, o que forçou a rendição do Japão seis dias depois e colocou ponto final à Segunda Guerra Mundial.
Os ataques com bombas nucleares sobre as cidades japonesas foram os únicos desse tipo executados até o momento.
De acordo com as estimativas, o número total de 'hibakusha' em Hiroshima e Nagasaki em março deste ano era de 192.719, 9.060 a menos do que no ano passado, e a média de idade das vítimas era de 79,44 anos.
Há 68 anos, bomba atômica matou 70 mil na cidade japonesa. Sinos tocaram e houve um minuto de silêncio às 11h02 locais. Nagasaki lembrou nesta sexta-feira (9) o ataque nuclear realizado pelos Estados Unidos há 68 anos, durante os últimos dias da Segunda Guerra Mundial.
A bomba de plutônio, chamada de "Fat Man" pelos pilotos americanos, destruiu a cidade japonesa no dia 9 de agosto de 1945.
Dezenas de milhares de pessoas participaram da homenagem as mais de 70 mil pessoas que morreram na explosão da bomba atômica, que atingiu Nagasaki às 11h02 local (23h02 de quinta, 8, em Brasília).
Os sinos tocaram enquanto sobreviventes da tragédia, líderes governamentais e representantes estrangeiros observaram um minuto de silêncio no momento exato da explosão.
Na terça-feira ((6), milhares de pessoas lembraram a primeira bomba nuclear lançada sobre o Japão, na cidade de Hiroshima, onde morreram 140 mil pessoas.
Os bombardeios de Hiroshima e Nagasaki precipitaram a capitulação do Japão e o final da II Guerra Mundial, no dia 15 de agosto de 1945.
Pelas 11.02 horas locais (03.02 horas em Portugal continental), hora em que a bomba "Fat man" foi lançada sobre Nagasaki há 68 anos, milhares de pessoas cumpriram um minuto de silêncio, em homenagem às cerca de 70 mil vítimas.
O presidente do município de Nagasaki, Tomihisa Taue, chamou a atenção do Governo do Japão, único país até à data atacado com armas nucleares, a liderar a cruzada multinacional para a não proliferação.
No seu discurso também criticou o acordo de cooperação nuclear que a Índia e o Japão pretendem assinar e defendeu que este tipo de pactos contribui para que países como a Coreia do Norte justifiquem os seus programas de desenvolvimento de armas nucleares.
Por último, recordou que a gestão da água radioativa, que inundou a central nuclear de Fukushima, em consequência do tsunami de 2011, ainda está por resolver e sublinhou a incerteza que esta situação gera nos milhares de afetados por este acidente.
Por sua vez, o primeiro-ministro nipônico, Shinzo Abe, defendeu os três princípios japoneses de não produzir, não possuir e não permitir que entrem armas nucleares no seu território nacional.
Em homenagem às vitimas que residiam em Nagasaki, hoje postaremos a canção "Nagasaki no Kane", na voz do saudoso cantor Fujiyama Ichiro.