São 20 minutos em um charmoso barco decorado com um dragão pelas águas da represa Billings até o ponto em que aos poucos o telhado dourado surge entre as árvores de uma região de mata preservada de Ribeirão Pires. São 13 mil telhas pintadas com ouro em pó e distribuídas em cinco pavimentos. O conjunto faz parte da Torre de Miroku, uma réplica da existente no Templo Horyu, em Nara, no Japão, considerado patrimônio mundial pela Unesco.
A torre foi idealizada e construída por fiéis da Igreja Messiânica do Templo Luz do Oriente, localizado em Perdizes, na capital. No interior da edificação está uma imagem de 8 metros de altura da deusa Kannon, construída em madeira e também pintada com ouro em pó. “Ela é considerada a deusa da misericórdia, cultuada no Oriente assim como Nossa Senhora Aparecida é para os brasileiros”, explica o líder religioso da Luz do Oriente, Hiroki Nakahashi.
Os fiéis não permitem que a deusa seja fotografada. Para eles, é uma forma de preservar a simbologia religiosa da imagem. Além da estátua de oito metros, há outras 18 menores espalhadas pelo interior, que conta com detalhes em madeira e vitrais com a flor de lótus.
Nossa Senhora Aparecida também é homenageada em uma capela próxima à torre, assim como São João Batista. O complexo conta com jardim japonês e um restaurante que ainda não está em funcionamento. “Vamos servir comidas tradicionais de monge. Queremos que as pessoas tenham um dia de paz aqui”, conta Nakahashi.
O projeto foi idealizado em 2000 e contou com o auxílio financeiro do empresário e um dos sócios do World Trade Center São Paulo, Gilberto Bomeny, que é também frequentador do templo. Foi ele quem cedeu o terreno onde a torre foi erguida, em Ribeirão Pires.
A construção da edificação foi finalizada em 2014 e a imagem de Kannon ficou pronta neste ano. Apesar de já receber alguns grupos monitorados, o espaço ainda não foi inaugurado. “Estamos construindo um museu de arte japonesa, que influenciou o mundo. Teremos também espaço para aulas de cerâmica, bronze e vidro. Queremos ensinar o que aprendemos durante as obras”, diz o líder religioso. A abertura oficial deve ocorrer no próximo semestre. O passeio de barco, única forma de chegar ao local, e a entrada serão cobrados, mas o preço ainda não foi definido.
Billings vai ganhar tori japonês
Ribeirão Pires quer comer, falar e respirar o Japão nos próximos anos. Inspirada pela abertura da Torre de Miroku, a prefeitura planeja se tornar irmã de uma cidade japonesa e quer construir um tori, espécie de portal do oriente, nas águas da represa Billings. Hiroshima foi a escolhida para os laços de irmandade, processo que já foi iniciado.
O tori será parecido ao existente na ilha de Miyajima, localizada na baía de Hiroshima. “A ilha tem natureza e localidade parecidas com as nossas. A terra é cercada por água e teremos um tori também. São elementos que formam a irmandade”, disse o prefeito Adler Teixeira, o Kiko.
A obra deve ser financiada com recursos do Dade (Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias), do governo do Estado. A cidade tem direito ao benefício por ser considerada estância turística.
A prefeitura quer também criar um boulevard gastronômico no Centro e reformar o parque Milton Marinho de Morais, próximo à represa, no bairro Estância Santo Antônio, com temas japoneses e espaço para receber os barcos que irão até o templo. A previsão é de obras no segundo semestre de 2018.
Olá amigos do Enka Mania! Hoje faremos um post especial. Faremos uma homenagem às vitimas da Segunda Guerra Mundial. Nos 06 e 09 de Agosto relembramos a maior atrocidade feita pelo homem até hoje. Foram as duas bombas atômicas que atingiram as cidades de Hiroshima(dia 06/08/1945) e Nagasaki (09/08/1945). Esta singela homenagem não é somente para as vitimas da bomba atômica, mas também para todos que foram vitimas de atrocidades causadas pela ganância humana.
A canção que ofereço hoje foi lançada em 2012 em homengaem às vitimas do Tsunami que devastou parte da costa do Japão em 2011, mas, ela serve como uma mensagem de paz e esperança e também um desejo de que os homens encontrem um equilibrio entre o bem e o mal.
Flor Desabrocha
Tradução: Elson Diogo Masuzawa
No caminho de neve branca pura, a fragrância do brisa da primavera
Segundo informações divulgadas na quinta-feira (4) pelo governo da cidade de Hiroshima, representantes de 91 nações e a União Europeia participarão da cerimônia anual que marca o bombardeio com bombas atômicas dos Estados Unidos contra o Japão em 1945.
Dentre os países participantes estão a Grã-Bretanha, França, Rússia e os Estados Unidos, que enviarão diplomatas à cerimônia que será realizada no Parque Memorial da Paz, com exceção da China. A embaixadora americana no Japão, Caroline Kennedy, não estará presente na cerimônia deste ano em função de deveres oficiais nos Estados Unidos.
O número de nações que enviou representantes à cerimônia deste ano será o segundo maior nos registros, após 100 países participantes em 2015, ano que marcou os 70 anos do bombardeio atômico.
A cidade de Hiroshima chamou 157 nações e a União Europeia para participar da cerimônia de 45 minutos que teve início às 8h. Os participantes prestaram 1 minuto de silêncio às 8h15, horário em que a primeira bomba atômica do mundo explodiu sobre a cidade, no dia 6 de agosto de 1945, deixando cerca de 140,000 mortos até o final daquele ano.
Barack Obama foi o primeiro presidente dos Estados Unidos em exercício a visitar a cidade japonesa de Hiroshima, onde seu país lançou a primeira bomba atômica da história, durante uma viagem que fez no final do mês de maio pelo Japão e Vietnã. O secretário de Estado americano, John Kerry, visitou Hiroshima no mês de abril para homenagear as vítimas da bomba atômica lançada pelos EUA na cidade durante a Segunda Guerra Mundial. Essa foi a a primeira homenagem de um alto cargo de Washington aos mortos desse episódio. "Obama não revisará a decisão dos EUA de usar a bomba atômica no final da Segunda Guerra Mundial, mas oferecerá uma visão de futuro", diz Rhodes.
Hiroshima foi alvo do primeiro bombardeio atômico da história, realizado por aviões americanos no dia 6 de agosto de 1945. Além de Hiroshima, os EUA lançaram uma segunda bomba atômica sobre a cidade de Nagasaki, no sudoeste do arquipélago japonês, em 9 de agosto de 1945, o que forçou a rendição do Japão seis dias depois e pôs fim à Segunda Guerra Mundial.
O primeiro-ministro, Shinzo Abe, estava entre as cerca de 50.000 pessoas que se reuniram para a cerimônia anual no Peace Memorial Park, no sábado. Representantes de 91 países também participaram.
Funcionários colocaram uma lista com 303,195 nomes de vítimas dentro do cenotáfio (memorial fúnebre). A lista inclui as 5.511 pessoas que morreram no ano passado, assim como outras vítimas que morreram anteriormente, mas só foram identificadas nesse tempo.
Os participantes fizeram uma oração silenciosa às 8:15 AM, o momento que o avião norte-americano lançou a bomba, em 06 de agosto de 1945. O prefeito de Hiroshima, Kazumi Matsui, entregou uma declaração de paz. Ele pediu aos países que tomem medidas para abolir o “mal absoluto” das armas nucleares. Matsui também citou uma passagem do discurso do presidente Barack Obama, que se tornou o primeiro líder dos EUA a visitar Hiroshima, em maio passado.
Obama disse que os países com arsenais nucleares “devem ter a coragem de escapar da lógica do medo e buscar um mundo sem elas.”
Matsui pediu aos líderes políticos de todas as nações para seguir os passos de Obama. Ele disse que uma visita a Hiroshima iria gravar a realidade do bombardeio em seus corações e transmitir a dor e o sofrimento dos hibakusha, ou sobreviventes do bombardeio. O prefeito pediu ao primeiro-ministro Abe para mostrar a liderança necessária para alcançar um mundo livre de armas nucleares.
Os Três Sobreviventes de Hiroshima - 6 e 13/2 às 18h. Takashi Morita (92 anos), Junko Watanabe (72 anos) e Kunihiko Bonkohara (75 anos) estavam em Hiroshima, no Japão, na fatídica manhã de 6 de agosto de 1945, quando uma bomba atômica devastou a cidade matando mais de 140 mil pessoas. O autor e diretor Rogério Nagai reuniu os relatos deles em "Os Três Sobreviventes de Hiroshima". 60 min. 120 lugares. GRÁTIS. Centro Cultural Hiroshima - R. Tamandaré, 800 - Liberdade. Informações: tel. 3207-5476
O mundo lembra hoje uma data importante: o fim da Segunda Guerra mundial, há 70 anos. Em Paris, o secretário de estado americano John Kerry participou das comemorações ao lado do presidente francês François Hollande. Na Inglaterra, teve minuto de silêncio e tiros de canhão.
O presidente da Alemanha Joachimm Gauck visitou um cemitério soviético e agradeceu aos que lutaram para libertar a Alemanha do reino de horror de Hitler.
A Segunda Grande Guerra durou quase seis anos, envolveu todos os continentes do planeta e custou a vida de mais de 60 milhões de pessoas. A maior parte das mortes - 25 milhões - ocorreu na antiga União Soviética, que junto com Grã-Bretanha e Estados Unidos lideraram as forças aliadas.
Do outro lado estavam os agressores do eixo - Alemanha, Itália e Japão - encabeçados pelo ditador nazista Adolf Hitler.
Além dos horrores de uma campanha militar que não poupou civis em nenhum dos lados, a guerra foi marcada pelo holocausto: o assassinato sistemático de cerca de seis milhões de judeus pelos nazistas.
Ao lado dos aliados, o Brasil passou a integrar o conflito em 1942. Cerca de 25 mil soldados da Força Expedicionária Brasileira além de homens da Força Aérea lutaram na Itália.
O fim dos combates comemorado na Europa não significou o fim da Guerra Mundial. O império japonês, que recusava a se render, só capitulou três meses mais tarde, depois que os Estados Unidos lançaram uma bomba atômica sobre Hiroshima e outra sobre Nagasaki.
Cada uma delas matou cerca de 40 mil civis instantaneamente. Mais de cem mil morreram nos dias seguintes, vítimas de queimaduras e radiação nuclear.
A guerra ainda demorou alguns meses para terminar de fato, mesmo depois da morte de Hitler e da rendição da Alemanha nazista, mas esses dois acontecimentos são sem dúvida os marcos históricos do fim do conflito. A notícia foi amplamente divulgada, no mundo todo, e foi comemorado com entusiasmo na Europa, nos Estados Unidos e até mesmo no Brasil, numa narração emocionada do radialista Heron Domingues, do Repórter Esso, um dos principais programas de rádio na época:
O Japão lembra, esta semana, os 70 anos das bombas atômicas lançadas pelos americanos sobre Hiroshima e Nagasaki. Depois desses dois ataques, o Japão se rendeu e a Segunda Guerra Mundial chegou ao fim. Hitler já tinha admitido a derrota alemã.
O dia no Japão foi marcado por muitas lembranças daquele 6 de agosto de 1945. Especialmente em Hiroshima, alvo da primeira bomba nuclear usada na história. Representantes de quase cem países participaram da cerimônia. Nos discursos, os pedidos pelo fim das armas nucleares.
Hiroshima é uma cidade bonita, moderna, e que anda no ritmo dos bondes. Em harmonia, convivem modelos novos com antigos. Um deles, de 1932, rodava durante a guerra e é uma lembrança daquela época, sobreviveu à bomba atômica. Mas acredite: não é nada se comparado ao que viveu a senhora Satoko.
Satoko Sasaguchi tem 83 anos e quando jovem, participou do esforço de guerra que envolvia o Japão. Com 13 anos, fez parte da turma de jovens funcionários que trabalhavam com os bondes.
Ficava de pé, recebendo o pagamento numa cestinha e anunciando as próximas estações com o toque de uma sineta. No dia 6 de agosto, quando a bomba explodiu, ela estava no refeitório da empresa, com o impacto, desmaiou.
Depois, a recordação é da cidade devastada. De corpos espalhados e grande parte da frota de bondes, destruída. Mas apenas três dias depois, ela recebeu a notícia que surpreendeu a todos: os bondes voltariam a circular, e de graça.
O funcionamento do bonde não era simplesmente a recuperação de um meio de transporte. Era a prova de que um pedaço da cidade ainda vivia. “As pessoas estavam abatidas, mas era possível ver esperança quando o bonde passava. A esperança de que Hiroshima iria voltar. O bonde, e a vida, precisavam seguir em frente”.
Há exatos 70 anos, uma bomba atômica destruía grande parte da cidade de Hiroshima, a segunda cidade mais populosa do país em 1945. Ministrado pelos EUA e sob comando do general Douglas McArthur, o ataque contra o Japão deixou mais de 70 mil mortos e outros 70 mil feridos só no primeiro dia do ataque.
Foram três anos e quase US$ 2 bilhões de dólares gastos na produção da bomba atômica que destruiria mais de 90% de Hiroshima. O objetivo dela era claro: acabar de uma vez por todas com a Segunda Guerra — os americanos foram vitoriosos contra os alemães em maio daquele ano, mas a guerra continuou contra o Japão.
A arma foi carregada pelo avião bombardeiro B-29, ou Enola Gay, que lançou a bomba a mais de 9.000 m de Hiroshima. Ela explodiu a pouco mais de meio metro do solo, atingindo uma área de mais de 230 metros de diâmetro e atingindo temperaturas aproximadas a 4.000 °C. Semanas depois, em 2 de setembro, o Japão se rendia ao poder americano e a Segunda Guerra finalmente chegava ao fim.
Com a vitória, o governo americano dominou o Japão, removendo todos os militares de posições de poder, além de abolir o xintoísmo, a religião oficial do país. O imperador Hirohito, entretanto, foi mantido como chefe de Estado, contradizendo “rendição incondicional” que o tratado entre os países mantinha e que ia contra as vontade de líderes da Aliança que queriam julgar Hirohito como um criminoso de guerra. McArthur preferiu mantê-lo no poder, pois a derrota do imperador poderia desestabilizar a ordem social e iniciar uma rebelião do povo que o via como um deus.
O governo americano também implementou políticas opressivas que contradiziam os valores democráticos que eles diziam estar trazendo ao país, como a nova constituição apresentada aos japoneses no início do ano seguinte. O que era tratado como um documento feito pela vontade e desejo do povo japonês, foi na verdade traçado em uma única semana por membros do governo americano — a vontade do povo japonês não foi ouvida e líderes do Japão fizeram apenas revisões ao documento.
O novo documento garantia a liberdade de expressão aos habitantes do Japão, mas estima-se que, de 1945 a 1949, o governo americano monitorou mais de 15 milhões de páginas de jornais, periódicos e livros, além de fotografias, propagandas políticas, outros documentos, rádio, redes de televisão, filmes, cartas, telefone e telégrafos. Entre os tópicos banidos, estavam adoração ao imperador, militarismo e qualquer crítica aos EUA e seus aliados. Os japoneses também foram proibidos de viajar ou se comunicar com qualquer pessoa fora do país — tudo o que eles sabiam sobre o resto do mundo vinha de informações providenciadas pelos EUA.
Com o fim da guerra, os imigrantes japoneses que se instalaram em terras brasileiras anos também sofreram com a vitória americana. Como conta o autor Fernando Morais no livro Corações Sujos, japoneses e descendentes de japoneses tiveram as contas bancárias bloqueadas, ficaram proibidos de exercer o xintoísmo, de ensinar tradições aos mais novos e até mesmo de falar japonês no Brasil.
Enquanto isso, nos EUA, a verdade sobre a bomba em Hiroshima ainda não era conhecida por cidadãos americanos. Líderes do governo e militares divulgavam na mídia campanhas que justificavam o uso da bomba, buscando com isso a aprovação pública para continuar trabalhando no desenvolvimento de armamentos nucleares. O que o ativista A. J. Muste chamou de “uma demonstração da… lógica da atrocidade”, segundo informações da Lapham’s Quarterly.
O governo manteve a mídia longe de Hiroshima, com exceção de algumas poucas histórias, fora da área dizimada, que focavam na reconstrução da cidade, mas não nas vítimas. Como fala aLapham’s Quarterly: “Fotos da explosão se tornaram imagens icônicas do bombardeio atômico — sem representação das milhares de vítimas que morreram e sofreram sob ela”.
Domingo, dia 9, completam-se 70 anos desde que os EUA lançaram uma segunda bomba atômica contra o Japão, desta vez na cidade de Nagasaki. Mais de 40 mil morreram neste ataque.
Que a catástrofe causada pela irracionalidade humana sirva de exemplo para que isso não ocorra mais. Até hoje, após 70 anos, ainda se notam efeitos desta grande atrocidade. Não basta apenas relembrar. Devemos conscientizar o mundo sobre isso. Estamos à beira de mais uma guerra, e se não forem tomadas providências imediatas, algo pior pode acontecer. Vamos continuar rezando para que o ser humano repense sua forma de existir.
Confiram uma matéria da TV Brasil sobre as homenagens de hoje.
Confiram a canção "Sen no Kaze ni Natte". Esta canção fala da saudade dos entes queridos que se foram e que não estão apenas em seus tumulos... estão presentes nos mil ventos da vida...
Confiram o filme "Hotaru no Haka" (cemiterio de vagalumes). O filme relata a história de dois irmãos, Seita e Setsuko, no período da Segunda Guerra Mundial no Japão. O pai deles é convocado a defender o país na guerra, pois faz parte da marinha japonesa, e a mãe falece em um bombardeio de aviões norte-americanos. A partir daí, o filme mostra a luta pela sobrevivência das duas crianças, em meio à pobreza e miséria que assola o país. Fome, doenças e a falta de generosidade e de sensibilidade dos adultos faz deste percurso um dos filmes mais bonitos e comoventes sobre o trágico quadro gerado pela guerra.
Milhares de pessoas se reuniram na manhã desta quarta-feira (horário local), em Hiroshima, para marcar o 69º aniversário do lançamento da primeira bomba atômica da história, que arrasou a cidade que fica ao oeste do Japão.
Alguns sobreviventes, parentes de vítimas, autoridades do governo e delegações estrangeiras permaneceram imóveis às 8h15 (20h15 de Brasília), quando ressoou um sino que dava o sinal para guardar um minuto de silêncio na hora exata em que, em 6 de agosto de 1945, o bombardeiro americano 'Enola Gay' largou a bomba que transformou a cidade em um inferno nuclear.
Após o minuto de silêncio, o prefeito da cidade, Kazumi Matsui, pediu ao governo japonês liderado por Shinzo Abe e a outros líderes mundiais, como o presidente dos EUA Barack Obama, que "trabalhem para conseguir uma maior aproximação entre os países que dispõem de armas nucleares e o restante do mundo", visando "o desarmamento total". Ele também convidou Obama, "e a todos os dirigentes das nações nucleares a visitar as cidades da bomba A o mais cedo possível".
Matsui lembrou em seu discurso que está prevista a revisão do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) no ano que vem, coincidindo com a comemoração do 70º aniversário do bombardeio atômico.
Embaixadora dos EUA no Japão, Caroline Kennedy,acompanha cerimônia (Foto: Kyodo News/AP Photo)
O prefeito de Hiroshima também defendeu o caráter pacifista da Constituição japonesa, depois que o governo central passou a promover uma controvertida reinterpretação de sua Carta Magna para reforçar o papel das Forças de Autodefesa. "Nosso governo deve aceitar o peso do fato que conseguimos evitar as guerras durante 69 anos graças ao nobre pacifismo da Constituição japonesa", afirmou Matsui.
A cerimônia transcorreu sob uma chuva fina e marcada pelo silêncio dos milhares de presentes, que só foi quebrado pelos discursos de representantes políticos, de jovens da cidade e de sobreviventes da bomba - conhecidos no Japão como 'hibakusha' - e pelos breves aplausos que acompanharam suas intervenções.
Durante o ato também foi colocada uma lista com os nomes das 292.325 vítimas da bomba dentro de um monumento situado no Parque da Paz, na qual foram incluídos 5.507 'hibakushas' que morreram no ano passado.
Entre os presentes estava o primeiro-ministro do Japão, a embaixadora dos Estados Unidos, Caroline Kennedy, e representantes de outros 67 países, entre eles potências nucleares como Reino Unido, França e Rússia.
Trata-se da primeira visita a Hiroshima da embaixadora americana desde que assumiu o cargo em novembro do ano passado, e a segunda de um representante diplomático dos EUA nessa cerimônia anual, após a de seu antecessor, John Ross, em 2010.
Ataque nuclear
A bomba foi detonada com uma intensidade de 16 quilotons a cerca de 600 metros de altura, muito próxima de onde foi erguido o parque em que aconteceu a cerimônia, e matou de forma imediata cerca de 80 mil pessoas.
Mas esse balanço foi aumentando com o passar do tempo. No final de 1945, os mortos eram aproximadamente 140 mil e, nos anos seguintes, o número continuou crescendo devido às vítimas da radiação nuclear.
Depois do ataque em Hiroshima, os EUA lançaram uma segunda bomba nuclear - no dia 9 de agosto de 1945 - sobre a cidade de Nagasaki, o que forçou a rendição do Japão seis dias depois e colocou ponto final à Segunda Guerra Mundial.
Os ataques com bombas nucleares sobre as cidades japonesas foram os únicos desse tipo executados até o momento.
De acordo com as estimativas, o número total de 'hibakusha' em Hiroshima e Nagasaki em março deste ano era de 192.719, 9.060 a menos do que no ano passado, e a média de idade das vítimas era de 79,44 anos.
Esta é um pequena homenagem que o blog Enka Mania oferece às vitimas da Segunda Guerra Mundial. Temos que cultivar o amor e a fé para que não ocorram mais guerras. Esta imagem traduz bem o quanto é importante mostrar para as crianças o quão ruim é conviver com o fantasma de tantas coisas ruins feitas pelo homem.
Este video traz uma versão da belissima canção "You Rise Me Up" , que já foi gravada em diversas linguas. Deem uma olhada na tradução e orem pelas vitimas desta grande atrocidade fruto da ganância e da ignorância do homem.
Você Me Eleva
Quando estou triste, e minha alma, está cansada Quando os problemas fazem o coração pesar Então, eu paro no meio do silêncio até que venhas ao meu lado sentar Até você vir e sentar-se por um instante comigo
Você me levanta, para alcançar montanhas Você me eleva, para andar sobre o mar Eu sou forte, quando estou sobre seus ombros Você me levanta mais do que eu possa alcançar
Você me levanta, para alcançar montanhas Você me eleva, para andar sobre o mar Eu sou forte, quando estou sobre seus ombros Você me levanta mais do que eu possa alcançar
Não há vida - não há vida sem este desejo Cada batida do meu coração tão imperfeito Quando quando você chega e eu me espanto Às vezes, eu acho ter vislumbrado a eternidade
Você me levanta, para alcançar montanhas Você me eleva, para andar sobre o mar Eu sou forte, quando estou sobre seus ombros Você me levanta mais do que eu possa alcançar
Você me levanta, para alcançar montanhas Você me eleva, para andar sobre o mar Eu sou forte, quando estou sobre seus ombros Você me levanta mais do que eu possa alcançar
Milhares de pessoas se reuniram nesta terça-feira (6) no Memorial da Paz de Hiroshima, no Japão, para lembrar o 68º aniversário do lançamento da bomba atômica sobre a cidade, durante a II Guerra Mundial.
Idosos sobreviventes do bombardeio, responsáveis do governo e delegados estrangeiros fizeram um minuto de silêncio às 8h15 local (20h15 Brasília), a hora da explosão que converteu a cidade em um inferno nuclear.
O bombardeiro americano batizado de Enola Gay lançou a bomba atômica no dia 6 de agosto de 1945, em uma ação decisiva para acabar com a II Guerra Mundial. O ataque matou 140 mil pessoas até dezembro do mesmo ano.
Três dias após o ataque, outro avião lançou uma bomba nuclear sobre o porto de Nagasaki, matando 70 mil pessoas.
Os bombardeios de Hiroshima e Nagasaki precipitaram a capitulação do Japão e o final da II Guerra Mundial, no dia 15 de agosto de 1945.
Ainda nesta terça, líderes japoneses batizaram o maior navio de guerra já lançado pelo Japão desde o final da II Guerra, no momento em que o governo em Tóquio toma medidas para ampliar suas forças de defesa diante da preocupação com China e Coreia do Sul.
O navio, um porta-helicópteros de 248 metros, é capaz de acomodar nove aeronaves.
O navio "Izumo", que custará 900 milhões de euros e terá 248 metros, ainda está em construção nos estaleiros de Yokohama (sul de Tóquio) e estará em operação a partir de 2015.
Quando entrar em serviço terá capacidade para transportar 9 helicópteros.
Cerca de 3.600 pessoas, entre elas o vice-primeiro-ministro Taro Aso, compareceram nesta terça-feira ao seu lançamento, que contou com fogos de artifício.
Segundo o ministério da Defesa japonês, o porta-helicópteros desempenhará um papel essencial tanto em matéria de defesa da soberania territorial quanto na proteção das vias marítimas, assim como em caso de desastres e catástrofes naturais.
Especialistas independentes estimam que esta embarcação, devido ao seu imponente tamanho, pode ser utilizada um dia como porta-aeronaves polivalente e servir de plataforma de lançamento para aviões de caça de pouso vertical.
Esta cerimônia de lançamento tem como pano de fundo as tensas relações com a China e, em menor medida, com a Coreia do Sul, devido a disputas territoriais com os dois países.
A China disse nesta terça-feira que está "preocupada com a expansão constante do equipamento militar do Japão".
"Esta tendência exige uma vigilância crescente por parte dos vizinhos asiáticos do Japão e da comunidade internacional", declarou à AFP o ministro chinês da Defesa.
Preocupado com o crescente poderio marítimo da China, - Pequim colocou em serviço seu primeiro porta-aviões no fim de 2012, o Liaoning -, Tóquio decidiu construir uma força especial de 600 homens e 12 navios para supervisionar e proteger o arquipélago Senkaku, conhecido pela China como Diaoyu e cuja soberania também é reivindicada por Pequim.
No fim de julho, o ministério da Defesa estimou que o Japão deveria se dotar com aviões teleguiados ou drones de vigilância marítima e unidades anfíbio para proteger estas ilhas.
Após a vitória do Partido Liberal Democrata nas eleições legislativas de dezembro de 2012, o governo japonês advertiu que não vacilaria em recorrer à força no caso de desembarque chinês nas Ilhas Senkaku, um arquipélago desabitado 200 km a noroeste da costa de Taiwan, que Pequim reivindica sob o nome de Diaoyu.
Em janeiro passado, o governo do premier Shinzo Abe aprovou um orçamento militar de US$ 50 bilhões para 2013-2014, com um aumento inédito em 11 anos.
Paralelamente, Tóquio anunciou sua intenção de constituir uma força especial de 600 homens e 12 naves para vigiar e proteger as Ilhas Senkaku.
Realmente é uma contradição. No dia em que as pessoas relembram as atrocidades causadas pela guerra, o Japão inaugura o seu maior navio militar desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Infelizmente o ser humano vive de status e busca desenfreado pelo poder. Espero que não tenham esquecido os horrores que ainda estão marcados nas vidas dos sobreviventes e descendentes que carregam as dores e os sofrimentos causados pela ganância de poucos.
Milhares de pessoas participaram neste domingo das cerimônias que lembram os 67 anos do lançamento da bomba atômica contra Hiroshima. A multidão se reuniu no Memorial da Paz, em Hiroshima, e prestou homenagens às vítimas.
Sadako Sasaki (佐木禎子), foi uma garota japonesa que morou na prefeitura de Hiroshima, quando a bomba atômica foi lançada. Ela tinha somente 2 anos de idade quando se tornou uma hibakusha, vítima da bomba atômica.
Em 3 de agosto de 1955, Chizuko Hamamoto, amiga de Sadako, visitou-a no hospital e fez para ela um origami de um grou. Sua amiga lhe contou a lenda popular japonesa onde quem faz 1000 grous de origami tem direito a um desejo, desde então, todo dia Sadako passou a fazer seus Tsurus sempre com o mesmo pedido, se curar e voltar a viver normalmente. Sadako conseguiu fazer 646 garças de papel e após sua morte, seus amigos fizeram mais 354, para que ela fosse enterrada com mil garças. Sadako morreu no dia 15 de outubro de 1955, seus amigos pediram dinheiro para várias pessoas para erguer um monumento em sua memória, no Parque da Paz, e lá gravaram as seguintes palavras, "Este é o nosso grito, esta é a nossa oração, Paz na terra".
O Monumento das Crianças à Paz, também conhecido como Torre dos Tsurus, foi erguido em 1958, em Hiroshima, no Parque da Paz. No topo do pedestal de granito, que simboliza a montanha lendária de Paraíso Mt. Horai, está uma menina com os braços estendidos segurando um tsuru. Dentro do pedestal há um espaço para os milhares de tsurus feitos de papel colorido, enviado por pessoas de todas as partes do Japão e do mundo.
Assistam uma pequena homenagem à esta garota que virou símbolo desta tragédia mundial. Na sequência, temos o video da canção "Inori", da cantora Kumiko. Esta canção exprime o sentimento de esperança e de oração pela paz referindo-se aos mil trurus de Sadako.
Três dias depois de Hiroshima, Japão sofria segundo ataque nuclear por Henrique J. Minatogawa
09.08.2011
A cidade portuária de Nagasaki foi o alvo da segunda bomba atômica detonada pelo exército dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial. A bomba explodiu às 11:02 de 9 de agosto de 1945 no distrito de Urakami. O número de vítimas, tanto as que morreram instantaneamente como as que sofreram sequelas, é de 155.546 pessoas.
Assim como em Hiroshima, a cidade de Nagasaki abriga um parque com memoriais às vítimas. O maior símbolo do Heiwa Kouen (Parque da Paz) de Nagasaki é a Estátua da Paz, criada pelo escultor Seibou Kitamura.
A mão direita da estátua aponta para o céu, como alerta sobre o perigo das armas nucleares. A mão esquerda, com a palma voltada para baixo, representa solidariedade e paz. A perna direita está dobrada, em posição de meditação, enquanto a esquerda, flexionada, indica a disposição para se levantar e ajudar. Os olhos estão fechados, em sinal de oração às vítimas da bomba.
Pelas alamedas, há monumentos doados por diversos países, incluindo Polônia, Turquia, Itália, China, Estados Unidos e Brasil. O origami de tsuru como símbolo de paz também está presente, assim como muitas fontes de água – consta que as vítimas da bomba sofreram muito procurando por água.
No local que foi o hipocentro da explosão, há um obelisco apontando para o céu, onde a bomba explodiu a pouco mais de 450 metros do solo. Atualmente, existe uma praça ao redor do marco zero; a depressão formada no terreno pela explosão foi mantida. Parte da estrutura da Catedral de Urakami também foi conservada – Nagasaki é uma das regiões do Japão com maior presença de católicos.
Na época, foi dito que nenhum vegetal nasceria naquela área por 75 anos. Hoje, porém, passados 66 anos, já há diversos tipos de flores e árvores, enquanto as pessoas usam a praça para passear e descansar.