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quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Evento! 07º Festa Japonesa Bon Odori de São Miguel Paulista (SP)



A Associação Cultural e Desportiva Nikkei de São Miguel promove o Bon Odori neste domingo, com apresentações de danças típicas, taiko, yosakoi soran, radio taisso e rizumo taisso. Gastronomia com diversas opções: yakissoba, sushi, tempurá, espetinho, pastel e doces japoneses.

Olá amigos! Eu, Ricardo Nakase, farei uma participação especial no 07º Bon Odori de São Miguel Paulista apresentando canções tradicionais em parceria com o Grupo de Dança Corpus Line de Mogi da professora Andrea Toledo no dia 01/12 às 13h! Te espero lá!!

7º Bon Odori de São Miguel
01/12 das 12h às 20h
Ingresso: Grátis.
Local: Campo de Gateball - Rua Mohamed Ibrahim Saleh, 1021 - São Miguel - São Paulo-SP

segunda-feira, 19 de março de 2018

Evento! Workshop A Arte de Vestir Kimono (SP)


O kimono (着物, きもの) é a vestimenta que simboliza o Japão. Até hoje, o kimono é utilizado nos festivais e ocasiões formais, sempre associando seu uso à delicadeza, à formalidade e ao respeito.

Trata-se de algo tão importante na cultura japonesa que existe até uma arte de vestir o kimono, chamada de “Kitsuke“.

Tradicionalmente, os kimonos eram herdados na família, e o conhecimento de como vestir o kimono era passado de mãe para filha. No mundo atual, esse conhecimento pouco a pouco se perdeu, e hoje é muito valorizado, inclusive no Japão.

Além de ensinar a vestir o kimono com perfeição, o Kitsuke ensina a coordenar os diferentes acessórios, de padrões, cores e materiais diversos, para buscar a harmonia e a perfeição.

Sempre buscando inovar e mostrar a cultura tradicional japonesa, a Aliança Cultural Brasil-Japão iniciará as aulas do Curso de Kitsuke, com a professora Chisako Tanji.

No dia 24 de março, será ministrado um Workshop “Kimono – A Arte de Vestir”, para apresentar o curso e mostrar um pouco dessa arte tão bela e essencial para o Japão! O workshop será aberto aos interessados em frequentar o curso. Inscrições encerradas!

Seguem abaixo as informações do evento:

Workshop “Kimono – A Arte de Vestir”
Data: 24/03/2018 (sábado)
Horário: 15h00
Local: Centro Cultural Aliança – Auditório Kunito Miyasaka – R. Deputado Lacerda Franco, 328, Pinheiros
Workshop ministrado em japonês, com tradução consecutiva
Inscrições encerradas!

REGRAS:

* Participação gratuita, limitada a 80 participantes.

* Solicitamos que todos os inscritos cheguem ao auditório 20 minutos antes do início do evento.

* NÃO SERÁ PERMITIDA A ENTRADA APÓS O INÍCIO DO EVENTO

ATENÇÃO – por questão de respeito aos nossos alunos e aos demais interessados no evento, informamos que todos os participantes que confirmarem presença através deste formulário, mas não participarem do evento, estarão proibidos de participar dos próximos 3 eventos organizados pela Aliança.

Caso você tenha feito a sua inscrição, mas por algum motivo não puder comparecer, avise a nossa secretaria, pelo email pinheiros@aliancacultural.org.br, com antecedência de pelo menos 24 horas. Agradecemos pela compreensão e pelo respeito ao próximo!

domingo, 30 de junho de 2013

Evento! A Arte dos Quimonos

Com a sempre sofisticada curadoria de Denise Matar, São Paulo recebe uma exposição de um verdadeiro tesouro: os quimonos japoneses, símbolo de requinte e nobreza de vestir. A curadoria já começa acertando na ambientação. Nada mais adequado do que o ambiente suntuoso do Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi, para adequar esta mostra, que promete ser uma das experiências mais fascinantes para aqueles que desejam uma imersão nas tradições palacianas do Japão.
Os quimonos são verdadeiras obras de arte. Vesti-los é como carregar no corpo, um mundo de imagens de complexas tramas e padronagens, ora expressando o repertório cromático da estação do ano, ora desenhos que brotam do imaginário e das lendas. Um símbolo da milenar tradição japonesa que tem inspirado, ao longo dos séculos, pintores, poetas e escritores.
Seu design inteligente revolucionou a moda ocidental. Paul Poiret, nos anos 1920, aboliu o uso do espartilho com a criação de roupas influenciadas pelos quimonos.
O quimono é um ícone fashion com constantes releituras de estilistas ocidentais como Pierre Cardin, Saint Laurent, John Galiano, e até mesmo japoneses como Hanae Mori, Rei Kawakubo, Yoji Yamamoto, Issey Miyake, Kansai Yamamoto, Kenzo. Os designers Makiko Sekiguchi e Hiroyuki Horihata, da marca Matohu fazem inserções de peças originalmente produzidas para quimonos, em suas criações contemporâneas.
Quimonos estilizados vestiram celebridades do mundo pop como Madonna, Lady Gaga, Amy Winehouse, entre outras. É notável a criação do estilista Alexander McQueen, para a cantora Björk, estampada na capa do CD Homogenic.
A tradição e estética do quimono estão hoje, mais vivas do que nunca, em recriações deslumbrantes.
A Arte do Quimono: a exposição 
A mostra é constituída por parte de uma rara coleção de 400 quimonos luxuosos do acervo do Museu Histórico da Imigração Japonesa do Brasil (MHIJB). A exposição “A Arte dos Quimonos e as Gravuras Japonesas do Acervo Artístico dos Palácios” marca os 105 anos da imigração japonesa no Brasil, comemorada em 18 de junho, quando o navio Kasato Maru desembarcou  a primeira leva de imigrantes no Porto de Santos, e os 35 anos da fundação do MHIJB.
A mostra também marca o lançamento da campanha de arrecadação de recursos para a construção de uma reserva técnica, espaço adequado para armazenar os quimonos a ser construído na sede do MHIJB, na Liberdade. As peças estão armazenadas de forma inapropriada no Museu, o que pode comprometer a conservação. “Quando o Museu da Imigração Japonesa nos apresentou o projeto resolvemos acolher a exposição que tem um caráter comemorativo e, ao mesmo tempo, social”, afirma Ana Cristina Carvalho, curadora do Acervo Artístico Cultural dos Palácios, responsável pela montagem da exposição.
“Os quimonos revelam a beleza da tradição japonesa”, afirma a curadora convidada Denise Mattar, responsável pela seleção das 30 vestimentas, das quais 24 são exibidas em vitrines e seis em manequins. Um dos mais notáveis é um quimono de 12 camadas, o Juni Hitoe (十二単 ) , uma reprodução da vestimenta que costumava ser usada nas cortes japonesas na era Heian (795-1185). “Cada quimono tem uma estampa única e esplendorosa, é uma peça exclusiva e artesanal”.
Gravuras 
A coleção de 30 gravuras produzidas no Japão, no século XIX, pertencente ao Acervo Artístico-Cultural dos Palácios do Governo do Estado de São Paulo também integra a mostra. Denominadas ukiyo-e, as gravuras refletem a estética do mundo flutuante associada à prosperidade da cultura urbana nipônica no período Edo (1600-1867), envolvendo o processo de impressão sobre papel de palha de arroz em xilogravura. A temática aborda o teatro kabuki, os guerreiros e as mulheres de entretenimento, também conhecidas como figuras bonitas. O quimono é retratado constantemente, revelando o requinte das técnicas de tessitura, tingimento e tecelagem e o significado que desempenha perante as relações sociais. Segundo a curadora do Acervo-Artístico, Ana Cristina Carvalho, “a imagem dos quimonos é, portanto, a ponte que integra as duas coleções”.
SERVIÇO
Exposição A Arte dos Quimonos 
Palácio dos Bandeirantes  Avenida Morumbi, 4500  Morumbi – São Paulo/SP 

Data: de 29 de maio a 28 de julho
Horário de visita: de terça a domingo, das 10h às 17h (de hora em hora)
Informações (11)2193-8282 monitoria@sp.gov.br GRÁTIS

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Cultura Japonesa! Kimono Parte I


O kimono ( 着物) é uma peça de vestuário tradicional japonês usado por homens, mulheres e crianças. A palavra "kimono", que significa literalmente uma "coisa para vestir", tem vindo a denotar essas vestes tradicionais do Japão. 

O Kimono possue forma de T, em linha reta, alinhadas às vestes usadas de modo que a bainha cai para o tornozelo e longas e largas mangas. O Kimono é enrolado em torno do corpo, sempre com o lado esquerdo sobre o direito (exceto quando vestir o morto para o enterro.), e protegido por um cinto chamado de obi , que é amarrado na parte de trás. Kimonos são geralmente usados com calçado tradicional (especialmente zori ou geta ) e meias (tabi ). 

Hoje, o Kimono são mais frequentemente usados ​​por mulheres, e em ocasiões especiais. Tradicionalmente, as mulheres solteiras usavam um estilo de kimono chamada Furisode , com longas mangas, em ocasiões especiais. Algumas mulheres e homens ainda usam o quimono diariamente. Os homens usam o quimono na maioria das vezes em casamentos e cerimônias de chá , ou em outras ocasiões muito especiais ou muito formais. Profissionais de sumô são muitas vezes vistos de kimono porque eles são obrigados a usar a vestimenta tradicional japonesa, sempre que aparecer em público.



História

Como o kimono tem outro nome, gofuku ( 呉服) , os primeiros kimonos foram fortemente influenciados pela tradicional roupa chinesa Han , conhecida hoje como hanfu ( 汉服 , kanfuku em japonês). Foi durante o século 8, no entanto, que a moda chinesa se tornou popular entre os japoneses, e a gola sobreposta tornaram-se particularmente moda feminina. Durante o período Heian (794-1192 dC), o kimono tornou-se cada vez mais estilizado, apesar de que ainda usavam um avental, chamado mo , sobre ele. Durante a idade Muromachi (1392-1573 AD), o Kosode , um quimono único considerado anteriormente roupa intima, começou a ser usado sem o hakama (calças, saia-calça) sobre ele, e assim começaram a ser mantidos fechados por um obi "cinturão". Durante o período Edo (1603-1867 dC), as mangas começaram a crescer em comprimento, especialmente entre as mulheres solteiras, e Obi se tornou mais amplo, com vários estilos de amarrar e várias formas de estampa e bordados deram estilo e charme à vestimenta. Desde então, a forma básica de ambos os kimonos permaneceram essencialmente inalteradas. Kimonos feitos com habilidade excepcional de materiais finos foram considerados como grandes obras de arte. 

O kimono formal foi substituído pelas roupas mais convenientes ocidentais e yukata. Depois de um decreto pelo Imperador Meiji , policiais homens, ferroviários e professores começaram a utilizar roupas ocidentais. Após o terremoto de Kanto 1923, os japoneses diminuiram a utilização desta veste, uma vez que ele diminui a mobilidade, dificultando a fulga durante a catastrofe natural.

Kimonos para homens estão disponíveis em vários tamanhos e deve cair aproximadamente até o tornozelo, sem dobrar. Kimono de uma mulher tem um comprimento adicional para permitir a ohashori , a dobra que pode ser visto sob a obi, que é usado para ajustar o Kimono. Um kimono idealmente adaptado tem mangas que caem no pulso quando os braços são abaixados.

O Kimono e o obi são tradicionalmente feitos de seda, brocado de seda, crepes de seda (como chirimen ) e tecidos de cetim (como rinzu ). Kimonos modernos também estão amplamente disponíveis em  tecidos como viscose, cetim de algodão, algodão, poliéster e outras fibras sintéticas. Seda ainda é considerado o tecido ideal.


Diagrama das partes kimono

Vários termos referem-se a partes de um quimono, como listado abaixo.
Doura ( 胴里 ) : revestimento superior em quimono de uma mulher.
Eri ( 衿 ) : colarinho.
Fuki : guarda bainha.
Furi : manga abaixo da cava.
Maemigoro ( 前身顷 ) : painel principal frente, excluindo mangas. A parte de cobertura do outro lado das costas, maemigoro é dividido em "maemigoro direita" e "maemigoro esquerda".
Miyatsukuchi : abertura sob a manga.
Okumi ( 衽 ) : painel frontal dentro situado na extremidade frontal do lado esquerdo e direito, excluindo a manga de um quimono. 
Sode ( 袖 ) :. manga 
Sodeguchi ( 袖口 ) : abertura da luva.
Sodetsuke ( 袖付 ) : quimono cavas.
Susomawashi ( 裾回し ) : revestimento inferior.
Tamoto ( 袂 ) : Bolsa de manga.
Tomoeri ( 共衿 ) : mais de colarinho (protetor colar).
Uraeri ( 里襟) : colar interior.
Ushiromigoro ( 后身顷 ) : painel traseiro principal, excluindo mangas, cobrindo a parte de trás. 


Um Kimono de mulher pode facilmente ultrapassar EUA $ 10.000; um kimono completo, com kimono, roupa interior, obi, laços, meias, sandálias e acessórios, pode ultrapassar EUA US $ 20.000. 

O nível de formalidade do Kimono das mulheres é determinada principalmente pelo padrão do tecido e cor. Kimonos das mulheres jovens têm mangas compridas, o que significa que elas não são casadas, e tendem a ser mais elaborado do que um kimono formal das mulheres idosas. Kimonos masculinos possuem geralmente uma forma básica e são principalmente usados ​​em cores suaves. Formalidade é também determinada pelo tipo e cor de acessórios, o tecido, bem como o número ou a ausência de kamon (cristas da família), com cinco cristas significado formalidade extrema. A seda é o tecido mais desejável, e mais formal,. Kimonos feitos de tecidos como algodão e poliéster geralmente refletem um estilo mais casual.

Escolher um tipo apropriado de kimono requer o conhecimento do simbolismo do vestuário e sutis mensagens sociais, refletindo a idade da mulher, estado civil, eo nível de formalidade da ocasião.

Furisode se traduz literalmente como mangas balançando -as mangas do Furisode  tem em média entre 39 e 42 polegadas (1.100 mm) de comprimento. Furisode é o kimono mais formal para as mulheres solteiras, com padrões coloridos que cobrem toda a roupa. Eles são geralmente usados em cerimônias ( seijin shiki ) e por parentes do sexo feminino solteiras da noiva em casamentos e recepções de casamento.

Hōmongi( 访问着 ): traduz literalmente como visitar o desgaste . Caracteriza-se por padrões que o fluxo ao longo dos ombros, costuras e mangas, hōmongi classificação ligeiramente mais elevados do que seu parente próximo, o tsukesage . Hōmongi pode ser usado tanto por mulheres casadas e solteiras em casamentos (exceto parentes) e recepções. 

Iromuji( 色无地 ): kimono de cor única, que pode ser usado por mulheres casadas e solteiras. Eles são principalmente usados ​​para cerimônias de chá. A seda tingido pode ser figurado ( rinzu , semelhante ao jacquard), mas não tem padrões de cores diferentes.

Komon( 小纹 ): "padrão ótimo". Kimono com um padrão repetida ao longo da peça. Este estilo é mais casual e pode ser usado ao redor da cidade, ou vestido com um obi formal para um restaurante. Ambas as mulheres casadas e solteiras podem usar Komon . Edo Komon( 江戸小 ​​纹 ): é um tipo de Komon caracterizada por minúsculos pontos dispostos em padrões densos que formam desenhos maiores. A Edo Komon técnica de tingimento originou com o samurai de classe durante o período Edo . Um kimono com este tipo de padrão é da mesma formalidade como um iromuji , e quando decorado com kamon , pode ser usada informalmente (equivalente a um tsukesage ou hōmongi ).

Mofuku é vestido de luto formal para os homens ou mulheres. Tanto homens como mulheres usam kimono de seda preto liso com cinco kamon branco e tabi . Para as mulheres, o obi e todos os acessórios também são negros. Os homens usam um obi preto e branco ou preto e cinza listrado com hakama com preto ou branco e o zori. O conjunto completamente preto de luto é normalmente reservado para a família e outras pessoas que estão próximas ao falecido.


Tomesode ou Irotomesode( 色留袖 ):. Kimono de cor única, modelado apenas abaixo da cintura Irotomesode são um pouco menos formal do que kurotomesode , e são usados ​​por mulheres casadas, geralmente parentes próximos da noiva e do noivo em casamentos. Um irotomesode pode ter três ou cinco kamon. Kurotomesode( 黒留袖 ): um quimono preto modelado apenas abaixo da cintura, kurotomesode são os kimonos mais formais para as mulheres casadas. Eles são freqüentemente usados ​​pelas mães da noiva e do noivo em casamentos. Kurotomesode geralmente têm cinco kamon impressos nas mangas, peito e costas do kimono.

Tsukesage( 付け下げ ): tem padrões mais modestos, que cobrem uma área menor, principalmente abaixo da cintura do que os mais formais hōmongi . Tsukesage geral é freqüentemente utilizada para festas, nem cerimônias.

Uchikake é um kimono altamente formal usado somente por uma noiva ou em uma performance de palco. O Uchikake é, frequentemente, muito brocado e é sobreposto ao Kimono, como uma espécie de casaco. O uchikake do traje de noiva é branco ou muito colorido, muitas vezes com o vermelho como a cor base.