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sábado, 1 de fevereiro de 2020

Evento! Show da Imigração Japonesa (SP)


Show da Imigração Japonesa em prol do Ikoi no Sono

Agradecendo o prestigio e o carinho de todos, informamos com muita alegria que a sessão das 11h00 do Show da Imigração Japonesa em prol do Ikoi-no-Sono esta esgotada.

Atendendo pedidos e a grande procura, realizaremos uma sessão extra as 16h00.

Data: 9 de fevereiro as 16h00
Local: Grande Auditório do Bunkyo – Rua São Joaquim, 381 – Liberdade
Convite: preço único de R$35,00
Garanta o seu convite on-line sem taxa adicional:
Convites e informações: (11) 3208-7248
e-mail: ouvidoria@ikoinosono.org.br

quarta-feira, 19 de junho de 2019

111 Anos da imigração Japonesa no Brasil!


Hoje completam-se 111 anos da imigração japonesa no Brasil! 🇯🇵🇧🇷

Em 18 de junho de 1908, o navio Kasato Maru atracou no Porto de Santos com os primeiros 781 imigrantes japoneses que chegaram ao Brasil. Esses pioneiros iniciaram uma onda migratória que mudaria a economia, a cultura e a cara do país: hoje, cerca de 2 milhões de nipo-brasileiros compõem a maior comunidade nikkei fora do Japão.


Nesta data, lembramos o esforço dos bravos japoneses que deixaram sua terra para adotar o Brasil como novo lar, e celebramos os brasileiros que receberam os imigrantes como irmãos. Hoje, a distância geográfica é superada pelos fortes laços de amizade entre os dois países, que compartilham valores e traços culturais.

quinta-feira, 13 de junho de 2019

terça-feira, 19 de junho de 2018

110 Anos da Imigração Japonesa no Brasil ~ ブラジル日本移民110周年


Especial 110 Anos da Imigração Japonesa no Brasil


A imigração japonesa no Brasil começou oficialmente no início do século XX, no ano de 1908. Atualmente, o Brasil abriga a maior população de origem japonesa fora do Japão, com cerca de 1,5 milhão de nikkeis (日系) (termo usado para denominar os japoneses e seus descendentes). Um nipo-brasileiro (em japonês 日系ブラジル人, nikkei burajiru-jin) é um cidadão brasileiro com ascendentes japoneses. Também são consideradas nipo-brasileiras as pessoas nascidas no Japão radicadas no Brasil.

A imigração japonesa no Brasil teve início oficialmente em 18 de junho de 1908, quando o navio Kasato Maru aportou em São Paulo, trazendo 781 lavradores para as fazendas do interior paulista. O fluxo cessou quase que totalmente em 1973, com a vinda do último navio de imigração Nippon Maru, contando-se quase 200 mil japoneses estabelecidos no país.

Atualmente, estima-se que haja mais de um milhão e meio de nipo-brasileiros, cuja maioria reside nos estados de São Paulo e do Paraná. Segundo pesquisa de 2016 publicada pelo IPEA, em um universo de 46.801.772 nomes de brasileiros analisados, 315.925 ou 0,7% deles tinham o único ou o último sobrenome de origem japonesa.

Os descendentes de japoneses chamam-se nikkei, sendo os filhos nissei, os netos sansei, os bisnetos yonsei e assim por diante. Os nipo-brasileiros que foram ao Japão trabalhar a partir do fim dos anos 80 são denominados dekassegui.

O Japão estava superpovoado no início século XX. O país tinha ficado isolado do Mundo durante os 265 anos do período Edo (Xogunato Tokugawa), sem guerras, epidemias trazidas do exterior ou emigração. Com as técnicas agrícolas da época, o Japão produzia apenas o alimento que consumia, sem praticamente formação de estoques para períodos difíceis. Qualquer quebra de safra agrícola causava fome generalizada.

O fim do Xogunato Tokugawa deu espaço para um intenso projeto de modernização e abertura para o exterior durante a era Meiji. Apesar da reforma agrária, a mecanização da agricultura desempregou milhares de camponeses. Outros milhares de pequenos camponeses ficaram endividados ou perderam suas terras por não poderem pagar os altos impostos, que, na era Meiji, passaram a ser cobrados em dinheiro, enquanto antes eram cobrados em espécie (parte da produção agrícola).

No campo, os lavradores que não tinham tido suas terras confiscadas por falta de pagamento de impostos mal conseguiam sustentar a família. Os camponeses sem terra foram para as principais cidades, que ficaram saturadas. As oportunidades de emprego tornaram-se cada vez mais raras, formando uma massa de trabalhadores miseráveis.

A política emigratória colocada em prática pelo governo japonês tinha como principal objetivo aliviar as tensões sociais devido à escassez de terras cultiváveis e endividamento dos trabalhadores rurais, permitindo assim a implementação de projetos de modernização.

A partir da década de 1880, o Japão incentivou a emigração de seus habitantes por meio de contratos com outros governos. Antes do Brasil, já havia emigração de japoneses para os Estados Unidos (principalmente Havaí), Peru e México. No início do século XX, também houve grandes fluxos de emigração japonesa para colonizar os territórios recém-conquistados da Coreia e Taiwan. Somente no Brasil, Estados Unidos e Peru se formaram grandes colônias de descendentes de japoneses. Praticamente todos os imigrantes que formaram grandes colônias na Coreia e Taiwan retornaram ao Japão depois do fim da Segunda Guerra Mundial.

Em abril de 1905, chegou ao Brasil o Ministro Fukashi Sugimura, que visitou diversas localidades no Brasil, sendo bem recebido tanto pelas autoridades locais como pelo povo, parte desse tratamento se deve a vitória japonesa na Guerra Russo-Japonesa, frente ao grande Império Russo. O relatório produzido por Sugimura, onde foi descrito a receptividade dos brasileiros, aumentou o interesse do Japão pelo Brasil. Influenciados por este relatório e também pelas palestras proferidas pelo secretário Kumaichi Horiguchi, começaram a surgir japoneses decididos a viajar individualmente para o Brasil.

Com a expansão das plantações de café, faltava mão-de-obra na zona rural paulista no final do século XIX e no início do século XX. A economia cafeeira foi o grande motor da economia brasileira desde a segunda metade do século XIX até a década de 1920.

A primeira visita oficial para se tentar buscar um acordo diplomático e comercial, com o Japão, ocorreu em 1880. No dia 16 de novembro daquele ano, o vice-almirante Artur Silveira de Mota iniciou, em Tóquio, as conversações para o estabelecimento de um Tratado de Amizade, Comércio e Navegação entre os dois países. Mota foi recebido pelo vice-ministro de Negócios Estrangeiros, Kagenori Ueno. O esforço nesse sentido prosseguiu em 1882, com o ministro plenipotenciário Eduardo Calado, que acompanhou Mota, em 1880. Mas o tratado só seria assinado três anos mais tarde.

O Japão, que só tinha se aberto para o comércio mundial em 1846, até então era considerado muito distante física e politicamente do Brasil. O primeiro Tratado da Amizade, Comércio e Navegação entre Brasil e Japão foi assinado apenas em 5 de novembro de 1895. A assinatura desse tratado marcou o início das relações que persistem até os dias de hoje, com exceção dos anos da Segunda Guerra Mundial.

Além disto, a política de imigração brasileira era executada não só como um meio de colonizar e desenvolver o Brasil, mas também de "civilizar" e "branquear" o país com população europeia. A imigração de asiáticos foi praticamente proibida em 1890. Neste ano, o decreto nº 528 assinado pelo presidente Deodoro da Fonseca e pelo ministro da Agricultura Francisco Glicério determinava que a entrada de imigrantes da África e da Ásia seria permitida apenas com autorização do Congresso Nacional. O mesmo decreto não restringia, até incentivava, a imigração de europeus. Somente em 1892, foi aprovada a lei nº 97 que permitia a entrada de imigrantes chineses e japoneses no Brasil e, assim, o decreto nº 528 de 1890 perdeu seu efeito.

O preconceito contra o recebimento de imigrantes asiáticos era muito forte. Todos os asiáticos eram considerados raças inferiores que prejudicariam o "branqueamento" que ocorria no Brasil com o recebimento de imigrantes europeus. Havia também o medo do "perigo amarelo", isto é, que as grandes populações de orientais se espalhassem étnica e culturalmente pelas Américas. O medo do "perigo amarelo" tinha sido exacerbado pelo expansionismo militarista do império nipônico que, buscando conquistar terras para colonizar, derrotou a China em 1895 e a Rússia, em 1905 (a terceira derrota de um país europeu em frente a um não-europeu nos tempos modernos, a primeira sendo a Invasão Mongol na Europa em 1241, a segunda a Itália perante a Etiópia em 1896). Finalmente, havia o sentimento de que o imigrante japonês era um "quisto inassimilável" devido a seus costumes e religião.

Francisco José de Oliveira Viana, autor do livro clássico "Populações Meridionais do Brasil" (publicado em 1918), e Nina Rodrigues, criador da Medicina Legal no Brasil, foram os grandes ideólogos do "branqueamento" do Brasil. Oliveira Viana propagava o antiniponismo pois considerava que "o japonês [fosse] como enxofre: insolúvel".

Apesar do preconceito, a necessidade de mão-de-obra era muito grande e a vinda de um navio com imigrantes japoneses começou a ser planejada para 1897. Entretanto houve uma crise de superprodução cafeeira nesta época, os preços internacionais desabaram e a vinda de imigrantes foi então desestimulada.

Por volta de 1901, os preços internacionais do café haviam se recuperado e o governo do Brasil voltou a estudar o recebimento de imigrantes japoneses. O encarregado de negócios da primeira missão diplomática brasileira no Japão, Manuel de Oliveira Lima, foi consultado e deu parecer contrário ao projeto de recebimento de imigrantes japoneses. Escreveu então ao Ministério das Relações Exteriores alertando sobre o perigo de o brasileiro se misturar com "raças inferiores".

Em 1902, o governo da Itália proibiu a emigração subsidiada de italianos para o Brasil. As fazendas de café sentiram uma grande falta de trabalhadores com a diminuição da chegada de italianos e o governo brasileiro aceitou o recebimento de imigrantes japoneses. Em 1907, o Brasil criou a "Lei de Imigração e Colonização" que regularizou a entrada de todos imigrantes e acabou definitivamente com as restrições do decreto nº 528 de 1890.

Em 1906, Ryu Mizuno, presidente da Kokoku Shokumin Kaisha (Companhia Imperial de Emigração) visitou o Brasil, acompanhado de Teijiro Suzuki, que pretendia ir ao Peru e no Brasil trabalhou experimentalmente na Fazenda Tibiriçá. Em novembro de 1907, o empresário Ryu Mizuno firmou um acordo com o Estado de São Paulo. O documento foi assinado, em nome do governo do Estado, pelo secretário de Assuntos da Agricultura, Carlos José de Arruda Botelho. Pelo contrato seriam trazidos 3.000 imigrantes japoneses para trabalhar como agricultores. Assim, em 18 de junho de 1908, o navio Kasato Maru aportou no Porto de Santos com os Primeiros Imigrantes japoneses no Brasil.

A partir do fim dos anos 80, ocorreu uma inversão do fluxo migratório entre o Brasil e Japão, pois, com os reflexos da crise econômica da década de 80, além das consequências do Plano Collor e a demanda do Japão por mão-de-obra, fizeram com que, entre 1980 e 1990, cerca de 85 000 japoneses e descendentes residentes no Brasil decidissem tentar a vida no Japão. Os nipo-descendentes e seus cônjuges, com ou sem ascendência japonesa, e seus filhos mestiços ou não, passaram a emigrar para o Japão à procura de melhores oportunidades de trabalho. Estes emigrantes brasileiros são conhecidos como dekasseguis (出稼ぎ), embora a palavra no Japão inclua todos trabalhadores migrantes, até mesmo, japoneses de áreas rurais que vão trabalhar nos grandes centros urbanos.

Em 2008, viviam no Japão cerca de 300.000 brasileiros em condições legais, a grande maioria trabalhando como operários na indústria. As cidades com mais brasileiros são: Hamamatsu, Aichi, Shizuoka, Kanagawa, Saitama e Gunma.

Devido à grave crise financeira enfrentada pelo Japão, nos últimos anos milhares de brasileiros têm retornado ao Brasil. Em 2014, a comunidade brasileira no país havia diminuído para 177.953 pessoas. Os brasileiros no Japão formam a quarta maior comunidade de trabalhadores estrangeiros residentes no país, depois de chineses, coreanos e filipinos

O Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil fica no bairro da Liberdade no centro da cidade de São Paulo (Brasil), mais precisamente na rua Joaquim 381. Esse possui mais 97 mil peças históricas no acervo, incluindo fotos, filmes e videos, foi inaugurado no 18 junho de 1978 pela Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa para a celebração do 70º aniversário da imigração japonesa no Brasil. A cerimônia de abertura foi prestigiada pelo então príncipe-herdeiro Akihito do Japão e pelo presidente da República Ernesto Geisel. O centanário do museu ocorreu no ano 2008 e foi comemorado também. O museu além de mostrar as famílias japonesas e como elas chegaram no Brasil, retrata a história vivida pelos imigrantes, que vieram para o Brasil em 1895, mostrando as dificuldades, primeiras opiniões sobre o novo ambiente e como estabeleceram seu lugar no país.

O Museu Histórico da Imigração Japonesa fica localizado dentro do edifício Bunkyo e foi construído como parte de comemoração dos 50 anos da imigração japonesa no Brasil pelo príncipe Mikasa. O terreno possui um total de 17.000 m² e o prédio tem um total de 9 andares dentre eles a Secretaria do Bunkyo (localizada no térreo), o Museu de Arte Nipo-Brasileiro (1º andar), escritório e biblioteca do Museu da Imigração Japonesa (3º andar) e do 7º ao 9º andar fica a exposição do Museu Histórico da Imigração Japonesa, no prédio ainda tem uma biblioteca localizada no 3º andar que é voltada para pesquisadores, jornalistas e escritores.

O intuito da Sociedade Brasileira da Cultura Japonesa era fazer o registro de todos os momentos desde as chegada do imigrantes japoneses ao Brasil, registros também sobre a adaptação dos imigrantes até a adaptação também quanto a cultura local e seus adequamentos em relação a isso.

Taisho Shogakko era o dono do terreno aonde tinha uma das mais importantes escolas de ensino da comunidade nipo-brasileira na Cidade de São Paulo, o museu enfrentou muitas dificuldades por conta das proibições governamentais da Segunda Guerra Mundial restringindo o ensino de línguas estrangeiras.

Devido a positiva dimensão que se tomou em relação a sua atuação o local passou a ser chamado de Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa em 1968, em 2006 com a abrangência das atividades foi feita uma mudança no nome da instituição para Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social.

O edifício conta ainda com dois auditórios um com uma capacidade de 1.300 pessoas e outro com capacidade para 100, um ginásio esportivo e mais duas salas para reuniões localizadas no 1º andar.

domingo, 18 de junho de 2017

109 anos da Imigração Japonesa - "Haru to Natsu ~as cartas que não chegaram~


Haru e Natsu (br: Haru e Natsu - As cartas que não chegaram; jap:ハルとナツ 届かなかった手紙) é uma minissérie nipo-brasileira produzida pela emissora de televisão japonesa NHK transmitida no Brasil pela Rede Bandeirantes entre 25 de fevereiro e 7 de março de 2008.

Foi produzida em 2005 em comemoração aos 80 anos da primeira transmissão da NHK; no entanto, só foi transmitida no Brasil em 2008, ano em que se comemorou o centenário da imigração japonesa no Brasil. Em 05 episodios comoventes, através deste dorama, podemos observar um pouco do sofrimento dos imigrantes e também dos familiares que ficaram para trás. 

Haru e Natsu reproduz o drama vivido por muitas famílias separadas pela imigração: Haru Takakura, a irmã mais velha, cumpre o destino de milhares de japoneses que vieram ao Brasil em busca de uma vida melhor. Trabalha em plantações de café e se habitua ao cotidiano das colônias. Mas apesar das privações no país distante de sua terra natal, se mantém rodeada pela família.

Enquanto isso no Japão, a solitária Natsu enfrenta as privações da guerra, presencia a reconstrução de seu país e vive a fase de crescimento econômico, se transformando em empresária de sucesso. Houve uma tentativa de contato. Por vários anos as irmãs escrevem cartas que nunca chegaram ao seu destino final, selando de vez a separação. Setenta anos depois, Haru finalmente consegue dinheiro para voltar ao Japão e tenta uma difícil reaproximação com sua irmã. O filme mostra também a exploração de alguns fazendeiros que faziam contratos com os emigrantes, "colonos", segurando-os em dívidas por fornecimento de alimentos nas famosas vendinhas existente nas fazendas.








Especial 109 anos da Imigração Japonesa no Brasil!


Já se passaram 109 anos desde a chegada do primeiro navio de imigrantes vindo da Terra do Sol Nascente, o Kasato Maru, em 18 de junho de 1908. Estima-se que, hoje, mais de um milhão e meio de descendentes nipônicos vivem no Brasil, população que aumenta a cada ano e representa a maior comunidade de descendentes de japoneses fora do Japão. A grande maioria reside nos estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul e Pará.

A imigração japonesa no Brasil começou oficialmente no início do século XX, no ano de 1908. Atualmente, o Brasil abriga a maior população de origem japonesa fora do Japão, com cerca de 1,5 milhão de nikkeis (日系) (termo usado para denominar os japoneses e seus descendentes). Um nipo-brasileiro (em japonês 日系ブラジル人, nikkei burajiru-jin) é um cidadão brasileiro com ascendentes japoneses. Também são consideradas nipo-brasileiras as pessoas nascidas no Japão radicadas no Brasil.

A imigração japonesa no Brasil teve início oficialmente em 18 de junho de 1908, quando o navio Kasato Maru aportou em São Paulo, trazendo 781 lavradores para as fazendas do interior paulista. O fluxo cessou quase que totalmente em 1973, com a vinda do último navio de imigração Nippon Maru, contando-se quase 200 mil japoneses estabelecidos no país.

Há 109 anos, imigrantes japoneses chegavam ao Brasil para trabalhar em lavouras de café no Estado de São Paulo. Desde então, as cidades que mais receberam orientais mantêm até hoje as tradições nipônicas. 

O número estimado de cidadãos brasileiros com ascendência japonesa é de 1,5 milhão, de acordo com o Consulado Geral do Japão em São Paulo. A maior concentração de japoneses está no sul e sudeste, mas isso não quer dizer que os nikkeis residam apenas nessas regiões. Eles também estão no Centro-Oeste e Norte do País.

Em São Paulo estão cerca de 400 mil japoneses. O maior reduto da colônia nipônica fora do Japão é o Bairro Liberdade, onde as fachadas são escritas com ideogramas japoneses e a arquitetura é tradicionalmente oriental.

O bairro é conhecido por receber turistas de todo o mundo, apaixonados pela cultura e tradição orientais. A Feira da Liberdade, na capital paulista, reúne aos finais de semana elementos típicos da cultura do Japão, com destaque especial para a gastronomia.

O turista não precisa ir ao outro lado do mundo para conhecer um pouco da cultura japonesa. No Brasil, cidades colonizadas pelos orientais mantêm até hoje as tradições nipônicas. 

No Paraná, a cidade de Assaí possui a maior concentração de nipo-brasileiros do estado. Desde o final da década de 30, com a colonização dos japoneses, as tradições orientais são passadas de pai para filho. A população, miscigenada entre brasileiros e japoneses, realiza os eventos da cidade, como O Bon Odori e o Tanabata, perpetuando a cultura oriental existente no dia a dia da população. O sistema de produção de frutas e o espaço agrícola da cidade também são realizados com técnicas japonesas.

Para quem procura pelas tradições nipônicas mais ao sul do país, o destino é o município de Ivoti, no Rio Grande do Sul. Em 1996, os dirigentes da cidade destinaram terras para serem ocupadas por 26 famílias de imigrantes, formando a colônia japonesa produtora de uvas, kiwi, hortaliças e flores. A colônia cresceu e hoje é responsável por realizar festas culturais, como Feira da Colônia Japonesa, a gincana esportiva Undo Kai e o evento Enguei Kai. O turista que visita Ivoti tem a oportunidade de conhecer o Memorial da Colônia Japonesa, com relíquias e artefatos que contam a história e conquistas japonesas no estado. 

No outro extremo do país, na Região Norte está a cidade com a terceira maior colônia japonesa do Brasil. Os primeiros imigrantes chegaram a Tomé-Açu, no Pará, em 1926, quando um grupo de cientistas japoneses foram ao estado para localizar áreas nas quais pudessem ser instaladas colônias agrícolas e, a partir delas, dinamizar a economia com práticas modernas de cultivo. Em 1929, a Companhia Nipônica de Plantação do Brasil comprou terras paraenses e 189 japoneses iniciaram uma nova jornada naquela região. A cidade foi presenteada com o trabalho dos imigrantes e ganhou o título de maior produtora brasileira de pimenta-do-reino.


domingo, 5 de fevereiro de 2017

Curiosidades! Cidades-Irmãs entre Brasil e Japão


Os termos cidades-gêmeas e cidades-irmãs são usados para descrever um acordo de cooperação feito entre cidades, municípios, estados e províncias com o objetivo de promover laços culturais e de amizade. Os acordos de geminação entre os países começaram a surgir em 1947, logo após o fim da Segunda Guerra Mundial.

Inicialmente esses acordos tinham como principal objetivo selar a paz e promover a reconciliação entre países que se posicionaram em lados opostos durante a guerra. Porém, com o passar dos anos, os acordos passaram também a incentivar o comércio e o turismo, além de promover um intercâmbio cultural entre eles.

Através desses acordos de geminação, muitos projetos interculturais entre as cidades são realizados, promovendo a troca de conhecimentos e experiências, estabelecendo laços mais estreitos e fomentando a cooperação, solidariedade e compreenção internacional entre os cidadãos dos municípios que possuem a co-irmandade.

A geminação entre cidades e estados promovem também os intercâmbios entre Universidades, além de vários programas comunitários, educacionais, sociais e culturais. A Co-irmandade internacional são parcerias permanentes, reconhecidas oficialmente e podem ocorrer entre dois ou mais estados ou municípios.
Províncias japonesas e estados brasileiros

Os primeiros acordos de geminação entre estados brasileiros e províncias japonesasocorreram em 1973, entre o estado de Minas Gerais e a província de Yamanashi e entre o estado de São Paulo e a província de Mie. Já o último acordo firmado foi em 1986, entre o estado de Mato Grosso do Sul e Okinawa.

Relação de Co-irmandade entre Províncias do Japão e Estados do Brasil
Província
Estado
Data de firmação
Aomori
Santa Catarina
Outubro de 1980
Gunma
São Paulo
Agosto de 1980
Chiba
Pará
Novembro de 1979
Tokyo
São Paulo
Junho de 1990
Toyama
São Paulo
Julho de 1985
Yamanashi
Minas Gerais
Julho de 1973
Mie
São Paulo
Novembro de 1973
Shiga
Rio Grande do Sul
Maio de 1980
Hyogo
Paraná
Maio de 1970
Tokushima
São Paulo
Novembro de 1984
Okinawa
Mato Grosso do Sul
Abril de 1986



Cidades Irmãs – Japão e Brasil

Os primeiros acordos de geminação entre cidades brasileiras e japonesas aconteceu em 1963 entre as cidades de Pelotas (RS) e a cidade de Suzu-shi (Ishikawa-ken) e em 1967, entre as cidades de Porto Alegre (RS) e Kanazawa-shi (Ishikawa Ken). Já os últimos acordos firmados foram entre as cidades de Londrina (PR) e Nago-shi (Okinawa), em 1998 e entre as cidades de Manaus (AM) e Hamamatsu-shi (Shizuoka), em 2008.

As cidades-irmãs costumam trocar monumentos para simbolizar a co-irmandade. Por exemplo, na cidade de Registro, há uma praça de estilo oriental que recebeu o nome de Praça Nakatsugawa, em homenagem a sua cidade-irmã. Já em Nakatsugawa também há um monumento que simboliza sua cidade-irmã brasileira.

O Brasil e o Japão possuem 11 províncias e 47 cidades coirmãs. Confira abaixo a lista com todas as Cidades-irmãs entre Brasil e Japão. Será que a cidade onde você mora no Brasil possui uma cidade-gêmea japonesa? Se tiver, nos conte qual é o monumento criado para simbolizar os laços de amizade entre as duas cidades.

Relação de Co-irmandade entre as Cidades
Cidade
Província
Município
Estado
Data de firmação
Engaru-cho
Hokkaido
Bastos
São Paulo
Outubro de 1972
Ajigasawa-machi
Aomori
São Sebastião
São Paulo
Outubro de 1984
Natori-shi
Miyagi
Guararapes
São Paulo
Maio de 1979
Shibata-machi
Miyagi
Assis Chateaubriand
Paraná
Abril de 1981
Yonezawa-shi
Yamagata
Taubaté
São Paulo
Janeiro de 1974
Takasaki-shi
Gunma
Santo André
São Paulo
Outubro de 1981
Oizumi-machi
Gunma
Guaratinguetá
São Paulo
Outubro de 1992
Sodegaura-shi
Chiba
Itajaí
Santa Catarina
Janeiro de 1979
Mitsuke-shi
Niigata
Mairinque
São Paulo
Setembro de 1973
Toyama-shi
Toyama
Mogi das Cruzes
São Paulo
Novembro de 1979
Takaoka-shi
Toyama
Mirandópolis
São Paulo
Outubro de 1974
Kanazawa-shi
Ishikawa
Porto Alegre
Rio Grande do Sul
Março de 1967
Komatsu-shi
Ishikawa
Suzano
São Paulo
Julho de 1972
Suzu-shi
Ishikawa
Pelotas
Rio Grande do Sul
Setembro de 1963
Karuizawa-machi
Nagano
Campos de Jordão
São Paulo
Julho de 1968
Iijima-machi
Nagano
Ferraz de Vasconcelos
São Paulo
Maio de 1975
Gifu-shi
Gifu
Campinas
São Paulo
Fevereiro de 1982
Seki-shi
Gifu
Mogi das Cruzes
São Paulo
Maio de 1969
Nakatsugawa-shi
Gifu
Registro
São Paulo
Agosto de 1980
Tsu-shi
Mie
Osasco
São Paulo
Outubro de 1976
Kumano-shi
Mie
Bastos
São Paulo
Dezembro de 1972
Hino-cho
Shiga
Embu
São Paulo
Maio de 1984
Kameoka-shi
Kyoto
Jandira
São Paulo
Novembro de 1985
Osaka-shi
Osaka
São Paulo
São Paulo
Outubro de 1969
Kodama-shi
Osaka
São Jose dos Campos
São Paulo
Abril de 1973
Kobe-shi
Hyogo
Rio de Janeiro
Rio de Janeiro
Maio de 1969
Himeji-shi
Hyogo
Curitiba
Paraná
Maio de 1984
Nishinomiya-shi
Hyogo
Londrina
Paraná
Maio de 1977
Kakogawa-shi
Hyogo
Maringá
Paraná
Julho de 1973
Awaji-shi
Hyogo
Paranaguá
Paraná
Maio de 1986
Tenri-shi
Nara
Bauru
São Paulo
Abril de 1970
Higashihiroshima-shi
Hiroshima
Marília
São Paulo
Novembro de 1980
Shimonoseki-shi
Yamaguchi
Santos
São Paulo
Outubro de 1971
Iwakuni-shi
Yamaguchi
Jundiaí
São Paulo
Abril de 1990
Shunan-shi
Yamaguchi
São Bernardo do Campo
São Paulo
Abril de 1974
Tosa-shi
Kochi
Itatiba
São Paulo
Agosto de 1989
Susaki-shi
Kochi
Castanhal
Pará
Outubro de 1979
Ino-cho
Kochi
Cotia
São Paulo
Junho de 1966
Saga-shi
Saga
Limeira
São Paulo
Abril de 1981
Nagasaki-shi
Nagasaki
Santos
São Paulo
Julho de 1972
Hasami-cho
Nagasaki
Mauá
São Paulo
Abril de 1988
Ozu-machi
Kumamoto
Piedade
São Paulo
Abril de 1986
Ozu-machi
Kumamoto
Salesópolis
São Paulo
Outubro de 1968
Kushima-shi
Miyazaki
Ibiúna
São Paulo
Maio de 1987
Naha-shi
Okinawa
São Vicente
São Paulo
Outubro de 1978
Nago-shi
Okinawa
Londrina
Paraná
Agosto de 1998

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Especial! 120 Anos do Tratado de Amizade, Comércio e Navegação Brasil-Japão


O Tratado de Amizade, Comércio e Navegação Brasil-Japão foi celebrado em Paris, na França, no dia 5 de novembro de 1895. A data é considerada um marco importante para o posterior desenrolar de toda a história nipo-brasileira, pois foi esse acordo que viabilizou a vinda oficial dos imigrantes japoneses ao Brasil em 1908.

Um pouco da história antes do Tratado de Amizade Brasil-Japão

O contexto histórico daquela época, para ambos os países, era favorável a iniciativa de selar um tratado de amizade. Para o Brasil, porque havia recentemente libertado os escravos, em 1888, mas precisava assegurar mão de obra nas lavouras de café, cultura que estava em ascensão; e para o Japão, porque o país promovia grandes reformas administrativas e enfrentava muitos problemas de ordem social e populacional. A emigração de parte de sua população tornou-se uma alternativa para essas questões. Nesse período, a Terra do Sol Nascente passava por intensa reforma no campo e investia fortemente em suas indústrias nas cidades.

Logo após a libertação dos escravos, os imigrantes que chegaram ao Brasil ainda eram oriundos da Europa, isto porque a entrada de asiáticos estava proibida no país por um decreto de 1890. Contudo, dois anos depois, em 1892, essa lei foi extinta, pois os brasileiros tinham também interesse nos imigrantes orientais.

Já no Japão, o país começou a enviar emigrantes ao exterior desde o período da Restauração Meiji (1867/68 a 1912). Os primeiros emigrantes nipônicos foram para o Havaí, em 1868, depois para os EUA, o Peru, e finalmente chegaram ao Brasil, em 1908.

“Graças ao Tratado de Amizade Brasil-Japão, de 120 anos atrás, nós, os descendentes de japoneses estamos no Brasil. Sem a assinatura desse tratado, não estaríamos aqui. Brasil e Japão são dois países que se respeitam mutuamente.”

Hatiro Shimomoto, empresário e ex- deputado estadual de São Paulo.

Após a assinatura do tratado

Em 1987, com o Tratado de Amizade em vigor, iniciou-se a instalação das missões diplomáticas brasileira e japonesa. A missão diplomática japonesa foi instalada em agosto, em Petrópolis, no Rio de Janeiro; e a missão diplomática brasileira, em setembro do mesmo ano, no Japão.

Desde então, o ministro japonês começou a receber solicitações dos brasileiros por imigrantes japoneses. Em 1905, após solicitação do próprio governo brasileiro, o representante diplomático japonês escreveu uma carta para o seu país recomendando o Estado de São Paulo, como melhor destino para os migrantes nipônicos. O primeiro navio japonês, o Kasato Maru, chegou em 1908, no porto de Santos, em São Paulo.

As comemorações em 2015 e o ano-novo como ponto de partida

Desde o fim de 2014, representantes governamentais ja se mobilizavam para a preparacao das comemoracoes do aniversario de 120 anos do Tratado de Amizade Brasil-Japao. O primeiro evento do ano foi selado logo na entrada de 2015, no dia 1º de janeiro, com um grande brinde de autoridades governamentais e de representantes das entidades nipo-brasileiras em Sao Paulo. No decorrer do ano, diversos eventos, shows, apresentacoes e mostras estao sendo realizados em todo o Brasil. Os tradicionais eventos anuais da comunidade nipo-brasileira e os matsuri recebem, neste ano, um motivo extra para comemorar.

Escolha dos Embaixadores da Boa Vontade

Zico, ex-jogador e técnico de futebol, e Márcia, cantora nipo-brasileira atuante no Japão, foram escolhidos como Embaixadores da Boa Vontade dos 120 anos de Amizade Brasil-Japão.

Arthur Antunes Coimbra, ou Zico, é muito conhecido e admirado pelos japoneses. Entre os anos de 1991 a 1994, Zico jogou no time japonês Kashima Antlers, contribuindo efetivamente para elevar o nível da equipe e, entre 2002 e 2006, retornou às terras japonesas como treinador. Hoje comentarista esportivo, o ex-jogador representa o lado brasileiro.

Márcia Nishie, descendente de japoneses de Mogi das Cruzes, São Paulo, é a primeira cantora nipo-brasileira a fazer sucesso no circuito profissional de música japonesa. Ela foi nomeada a Embaixadora dos 120 Anos de Amizade Japão-Brasil, para promover o entendimento mútuo e o intercâmbio entre o Japão e o Brasil no Japão.

Resumo dos principais acontecimentos ao longo da amizade Brasil-Japão

O dicionário de Otake Wazaburo foi o mais utilizado nos primeiros anos da imigração


• 1888 - A abolição da escravatura no Brasil incentivou a entrada de imigrantes estrangeiros.
• 1889 - Vem ao Brasil Wasaburo Otake, o pai do primeiro dicionário português-japonês do Japão.

• 1892 - O Brasil autorizou legalmente a entrada de imigrantes da China e do Japão, que antes também era proibida por lei.

• 1893 - Criou-se, no Japão, a Sociedade Colonizadora. E, um ano depois, representantes visitaram o Brasil.

• 1895 - Assinatura do Tratado de Amizade entre Brasil e Japão em Paris, na França.

• 1897 - Instalação da legação japonesa (missão diplomática) em Petrópolis, no Rio de Janeiro, e da legação brasileira no Japão.

• 1905 - Representante diplomático japonês envia carta ao Japão recomendando o Estado de São Paulo como melhor destino para os migrantes japoneses, após diversos pedidos dos brasileiros, inclusive do próprio governo do Brasil.

• 1906/1907 - A Companhia Imperial de Imigração (Kokoku Shokumin Kaisha) chega a São Paulo para firmar acordo com o secretário de Agricultura do Estado de São Paulo. Comprometeu-se a trazer 3 mil famílias japonesas com 3 integrantes ou mais no prazo de 3 anos.

• 1908 - Partindo de Kobe, no Japão, chega o primeiro navio, o Kasato-Maru, com 781 imigrantes japoneses, em 18 de junho, no porto de Santos, em São Paulo.

• 1915 - Estabelecimento do Consulado Geral do Japão em São Paulo.

• 1926 - Fundada em Kobe, no Japão, a Sociedade Japão-Brasil (Nippaku Kyokai). E, em 1928, foi fundada a primeira Hospedaria Japonesa dos Emigrantes (Kokuritsu Imin Shuyojo), posteriormente conhecido como Centro de Emigração de Kobe.

• 1929 - Chegada dos primeiros imigrantes na Amazônia, no Norte do Brasil.
• 1932 - Fundação da Associação Central Nipo-Brasileira (Nippaku Chuô Kyokai) no Brasil. O presidente foi o príncipe Takamatsu.

• 1934 - Promulgada a Constituição de 1934 no Brasil, que incluía cotas para imigrantes. A cota anual de entrada de novos imigrantes foi limitada para dois por cento sobre o número de imigrantes dessa nacionalidade que entrou no Brasil nos últimos 50 anos, até o ano de 1933. No caso dos japoneses, como o número de imigrantes total até a data era de 142.457 pessoas, a cota de 2% ficou em 2.849 pessoas.

• 1940 - Assinatura do Convênio de Intercâmbio Cultural entre o Brasil e o Japão, mas logo anulado em 1941, quando a relação diplomática entre Brasil e Japão fora cortada, por causa da Segunda Grande Guerra.

• Junho de 1941 - Chega o último navio de imigrantes japoneses antes da guerra, o Buenos Aires Maru. No total, 188.986 japoneses entraram no Brasil até esta data.

• 1949 - O Tratado sobre o Comércio é retomado entre o Brasil e o Japão.

• 1953 - Retomada da imigração japonesa no Brasil após a guerra. O navio Santos-Maru leva 54 imigrantes japoneses à Amazônia.

• 1954 - O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Katsuo Okazaki, participa das comemorações do IV Centenário de São Paulo.

• 1955 - Chega a primeira leva de 109 imigrantes do grupo de jovens de Cotia a Santos. Cerca de 2,3 mil jovens imigraram para o Brasil até 1967.

• 1956 - É criado o Centro de Emigração de Yokohama, no Japão.

• 1958 - Participação do Príncipe Mikasa e de sua esposa nos festejos dos 50 anos da imigração japonesa do Brasil. Neste mesmo ano, a companhia aérea Varig inicia a linha para o Japão; e a empresa USIMINAS, um empreendimento conjunto do Japão e do Brasil, conclui sua obra.

• 1960 - Visita da primeira comitiva brasileira privada ao Japão após a Segunda Guerra Mundial. Assinatura do Acordo de Imigração e Colonização Japão-Brasil no Rio de Janeiro.

• 1961 - Assinatura do Acordo Cultural Japão-Brasil e visita do ex-presidente Juscelino Kubitschek ao Japão.

• 1965 - Visita da primeira comitiva econômica japonesa à América do Sul organizada após a Segunda Guerra Mundial ao Brasil.

• 1967 - Visita do presidente eleito da República do Brasil, Artur da Costa e Silva, ao Japão. Em Tóquio, ele assina o Tratado de Imposto Japão-Brasil. Empresas japonesas começam a investir no Brasil. Visita do Príncipe Herdeiro Akihito e da Princesa Michiko ao Brasil.

• 1972 - Abertura da primeira agência japonesa do Banco do Brasil em Tóquio.

• 1973 - Saída do último navio de imigrantes para a América do Sul, o Nippon-Maru, parte do Porto de Yokohama com 285 imigrantes.

• 1974 - Visita do primeiro-ministro, Kakuei Tanaka, ao Brasil. Ele vem inspecionar o cerrado brasileiro.

• 1976 - Visita do presidente Ernesto Geisel ao Japão, onde reconheceu o Programa de Cooperação Nipo-Brasileira para o Desenvolvimento dos Cerrados (Prodecer) como um programa nacional brasileiro. Início do auxílio japonês ao desenvolvimento do cerrado.

• 1977 - Início do projeto de auxílio tecnológico da Agência de Cooperação Tecnológica do Japão (Jica) no Brasil.

• 1978 - Visita ao Brasil do Príncipe Herdeiro Akihito e da Princesa Michiko para participar dos 70 anos da Imigração Japonesa ao Brasil.

• 1989 - Visita do presidente Sarney ao Japão e participação no rito funerário ao Imperador Hirohito.

• 1990 - A Lei de Controle de Imigração Japonesa (Leis de Controle de Imigração e de Reconhecimento de Refugiados) foi alterada para autorizar emissão de visto para descendentes de japoneses do exterior de segunda e terceira geração e seus familiares a permanecer no Japão pelo período de três anos (na prática, autorizou o trabalho no Japão).

• 1990 - Visita do presidente Fernando Collor de Mello ao Japão.

• 1993 - Alteração do Artigo 206, do Código Penal brasileiro (Lei nº 2.848) pela Lei nº 8.683, de 1993, por iniciativa do então deputado federal Diogo Nomura. O artigo anterior criminalizava o aliciamento para fins de emigração no Brasil.

• 1995 - Centenário do Tratado de Amizade entre Brasil e Japão.

• 1996 - Visita do presidente Fernando Henrique Cardoso ao Japão. No mesmo ano, visita do primeiro-ministro Hashimoto ao Brasil.

• 2005 - Instituído, no Brasil, o Dia Nacional da Imigração Japonesa em 18 de junho. Lei nº 11.142, de 25 de julho de 2005.

• 2006 - Assinatura do decreto que adotou a tecnologia japonesa como base para o Sistema Brasileiro de TV Digital.

• 2008 - Realização do Centenário da Imigração Japonesa ao Brasil, com a visita do Príncipe Herdeiro Naruhito ao Brasil.



Naruhito chega ao Sambódromo sob forte esquema de
segurança: discurso emocionou muitos nikkeis
Foto: Nei Toledo

Príncipe deposita flores no Cais 14 do Porto de Santos
Foto: Andreano Takahashi/NB


• 2011 - Visita de Taro Aso como embaixador especial ao Brasil, para participar das cerimônias de posse da presidente Dilma Rousseff.

• Março de 2012 - Entra em vigor o Acordo de Previdência Social entre Brasil e Japão.

• 2014 - Visita da Princesa Takamado ao Brasil. Ela assistiu à partida de futebol da seleção japonesa durante a Copa do Mundo FIFA realizada no Brasil. De julho a agosto, visita do primeiro-ministro Shinzo Abe ao Brasil. Foi a primeira visita de um primeiro ministro japonês ao Brasil (Brasília e São Paulo), depois de uma década. Reunião de Cúpula Japão-Brasil com a presidente Dilma Rousseff.



Presidenta Dilma Rousseff em reunião bilateral com o Primeiro-Ministro do Japão, Shinzo Abe. (Brasília - DF, 01/08/2014)
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Fontes do resumo: Embaixada do Japão no Brasil, 
Agência Brasil e arquivo do Jornal NippoBrasil
http://www.nippo.com.br/


sábado, 20 de junho de 2015

Homenagem aos 107 anos da Imigração Japonesa no Brasil

*fonte da imagem: http://www.wherecuritiba.com.br/index.php/2012-01-26-12-41-35/19-materia-de-capa/199-107-anos-da-imigracao-japonesa.html

Estamos tão adaptados com certos costumes herdados dos japoneses, que hoje é difícil imaginarmos no Brasil escolas sem judô, restaurantes sem sushi ou sashimi, revistas de lógica sem o jogo sudoku, entre muitos outros costumes herdados dos japoneses.

Nesses 107 anos de Imigração, muito se absorveu dessa tão inigualável cultura. A imigração japonesa teve início no Brasil oficialmente em 18 de junho de 1908, quando o navio Kasato Maru aportou em São Paulo trazendo 781 lavradores para as fazendas do interior paulista. As 165 famílias que vieram do outro lado do mundo para trabalhar nas grandes plantações de café da região de São Paulo deram início a uma das relações interculturais mais bem sucedidas em terras brasileiras.
É claro que a princípio nem tudo era simples. Primeiro, porque se tratava de dois povos que até então não mantinham qualquer relação, o que dava margem a muitos preconceitos de ambas as partes. Depois, porque a vinda desses imigrantes se deu em circunstâncias bastante delicadas. Essas primeiras famílias eram de regiões mais pobres do Japão e chegavam para ocupar uma lacuna na mão de obra decorrente da lei que aboliu a escravidão no Brasil.

Desde o fim do século XIX, o Japão atravessava uma crise demográfica, com o fim do feudalismo e o início da mecanização da agricultura. A população do campo passou a migrar para as cidades, para fugir da pobreza e as oportunidades de emprego tornaram-se cada vez mais raras, formando uma massa de trabalhadores rurais miseráveis.

O Brasil, por sua vez, apresentava falta de mão-de-obra na zona rural. Em 1902, o governo da Itália proibiu a imigração subsidiada de italianos para São Paulo (a maior corrente imigratória para o Brasil era de italianos), deixando as fazendas de café, principal produto exportado pelo Brasil na época, sem o número necessário de trabalhadores. O governo brasileiro precisava encontrar uma nova fonte de mão-de-obra.

Nesse período, os japoneses foram proibidos de imigrar para os Estados Unidos, em razão da I Guerra Mundial, e não eram bem recebidos na Austrália e no Canadá. O Brasil tornou-se, então, um dos poucos países no mundo a aceitar imigrantes do Japão.
A grande imigração nipônica

Nos primeiros sete anos de imigração japonesa, chegaram ao Brasil 3.434 famílias, ou seja, quase 15 mil pessoas. Entre 1917 e 1940, foram mais 164 mil japoneses, dos quais 75% para São Paulo. A maior parte dos imigrantes chegou no decênio 1920-1930, mas o foco não era mais apenas as plantações de café. Eles também buscavam trabalho no cultivo de morango, chá e arroz.

Com o fim da I Guerra Mundial, o fluxo de imigrantes japoneses para o Brasil cresceu enormemente em razão do incentivo do governo japonês, que via crescer a pobreza e o desemprego no país devido à superlotação das cidades japonesas. O governo japonês também queria a expansão da etnia e da cultura para outros lugares do mundo, especialmente nas Américas, a começar pelo Brasil.
Enriquecer e voltar

A maioria dos imigrantes japoneses tinha a pretensão de enriquecer no Brasil e voltar ao Japão em, no máximo, três anos. O enriquecimento rápido em terras brasileiras, porém, mostrou-se um sonho quase impossível. Além dos baixos salários, os imigrantes ainda tinham descontado do pagamento a passagem e precisavam comprar tudo o que consumiam do fazendeiro para quem trabalhavam. Em pouco tempo estavam endividados.

Mas com o convívio cada vez mais próximo, todos aprenderam muito com essa troca de experiências e hoje Brasil e Japão têm ótimas relações diplomáticas. Somos atualmente o país que mais abriga japoneses – fora do Japão, evidentemente – do mundo, com uma população estimada em aproximadamente 1,5 milhão, onde cerca de 1 milhão vive em São Paulo, entre nascidos naquele país e descendentes diretos. Uma coletividade marcada pelas misturas como a brasileira deve se orgulhar de ter laços tão próximos com a cultura japonesa e tudo o que ela representa.

A geração nascida no Japão foi a que teve mais dificuldade de adaptação ao Brasil em razão do idioma, hábitos alimentares, vestuário, modo de vida e diferenças climáticas encontradas.

Como pretendiam voltar ao Japão, os imigrantes não se preocupavam em se integrar ao Brasil. Por isso, uma parcela considerável nunca aprendeu a falar o português.

Em seguida, graças a um sistema de parceria com o fazendeiro, muitos japoneses conseguiram comprar seus primeiros pedaços de terra. Após algum tempo de plantação, o imigrante tinha o direito de receber uma parcela da terra. Isso resultou na permanência definitiva de muitos imigrantes no Brasil.

A primeira geração nascida aqui não era muito diferente dos pais. Ainda dominados pelo desejo de regresso ao Japão, os imigrantes educavam seus filhos dentro da cultura japonesa. As crianças freqüentavam escolas japonesas fundadas pela comunidade e a predominância do meio rural facilitou esse isolamento. Cerca de 90% dos filhos de japoneses falavam japonês em casa.

Já a segunda geração de japoneses no Brasil viu, definitivamente, sepultada a esperança de retornar ao Japão. A eclosão da II Guerra Mundial abalava a terra natal e era mais seguro permanecer no Brasil. Muitos imigrantes começam a chegar neste período, atraídos por parentes que já tinham imigrado. Na década de 1930, o Brasil já abrigava a maior população de japoneses fora do Japão.
Traços mestiços

A partir da terceira geração no Brasil, os descendentes de japoneses passaram a se abrir definitivamente à sociedade brasileira. Os avós imigrantes trabalharam duro no campo para que seus filhos e netos tivessem futuro no Brasil. Na década de 1960, os japoneses saíram do campo e rumaram para as cidades para concluir os estudos. O principal destino foi São Paulo, que se tornou a cidade com maior número de japoneses fora do Japão.

A partir da década de 70, o isolamento étnico começou a se deteriorar e a miscigenação passou a fazer parte da realidade da colônia japonesa no Brasil. Atualmente, cerca de 61% dos bisnetos de japoneses têm alguma origem não-japonesa. Os traços mestiços predominam entre esta nova geração, já integrada ao Brasil.

Os vínculos com o Japão ancestral, porém, são menores. Para se ter uma idéia, a maioria não fala ou conhece pouco do idioma japonês.

Gerações

Atualmente, a colônia japonesa no Brasil está dividida em:
Isseis (japoneses de primeira geração, nascidos no Japão): 13%
Nisseis (filhos de japoneses): 31%
Sanseis (netos de japoneses): 41%;
Yonseis (bisnetos de japoneses): 13%

Além do Estado de São Paulo, a colônia japonesa também tem forte presença nos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul e Pará.

Em homenagem ao dia da imigração japonesa, celebrado anualmente no dia 18 de junho, a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional promoveu audiência pública nesta última quinta-feira (18/06) para comemorar os 107 anos da chegada dos primeiros imigrantes japoneses ao País e também os 120 anos da formalização do Tratado de Amizade Japão-Brasil.

Segundo dados do Portal Brasil, o Brasil tem a maior comunidade nipônica fora do Japão. São mais de um milhão e meio de japoneses que trocaram o país asiático pelo sul-americano. O Japão, por sua vez, acolhe a terceira maior comunidade de brasileiros no exterior, com mais de 175 mil imigrantes.

Brasil e Japão são fortes parceiros comerciais, com forte equilíbrio financeiro nas exportações e importações de cada um. A característica marcante dessa relação é que o Brasil exporta matéria prima, enquanto o Japão exporta, entre outras coisas, máquinas e automóveis, o que agrega mais valor ao produto japonês.

Membro do grupo parlamentar Brasil-Japão, o deputado Walter Ihoshi (PSD-SP), destacou que as economias dos dois países se complementam, mas ressalta que o Brasil tem muito a aprender com a cultura japonesa. "Nós temos um caminho grande pela frente porque, apesar dos povos brasileiro e japonês serem amigos mesmo com tantas diferenças culturais e do ponto de vista econômico, somos complementares”, afirmou.

“É claro que nós estamos exportando commodities, que são produtos de baixo valor agregado, mas hoje, se não fosse a tecnologia brasileira, nós não teríamos aviões da Embraer voando em território japonês”, destacou Ihoshi. “Temos um futuro grande pela frente e grandes desafios nos investimentos em inovação, ciência e tecnologia. Nossa participação, de deputados nipo-descendentes e dos deputados brasileiros será fundamental para o futuro e amizade dos dois povos".

O embaixador do Japão no Brasil, Kunio Umeda, também esteve presente na audiência pública e disse que seu país quer continuar colaborando com o desenvolvimento brasileiro, dando especial atenção à área de recursos humanos.

Ele afirmou que o País quer elevar o número de estudantes brasileiros no Japão, através do programa Ciências Sem Fronteiras e do programa de bolsas do governo japonês.



terça-feira, 18 de junho de 2013

Especial 105 anos da Imigração Japonesa no Brasil



O navio da esperança. Assim pode ser visto o Kasato Maru, que atracou em Santos em 18 de junho de 1908, há 105 anos, com os primeiros 781 imigrantes japoneses, de 165 famílias. Ao longo dos anos e décadas seguintes à escala pioneira do Kasato Maru, numerosas embarcações do Japão trouxeram cerca de 260 mil imigrantes. Hoje a comunidade de japoneses e descendentes (já na quinta geração) soma aproximadamente 1 milhão 500 mil. O Kasato Maru foi o mais marcante por ser o primeiro, mas outros transatlânticos também escreveram a sua história nas páginas do fenômeno da imigração.

Santos, 18 de junho de 1908 - O navio Kasato Maru aportou no cais número 14 do Porto de Santos às 9h30. O navio partiu do Porto de Kobe e depois de 52 dias de viagem, 781 pessoas (entre passageiros e tripulantes) desembarcaram na cidade, segundo depoimentos, “em busca da árvore que dá dinheiro”. As famílias vão passar alguns dias na Hospedaria dos Imigrantes antes de seguir viagem para as fazendas de café no interior do estado de São Paulo e de outros estados.

Esse movimento de chegada de japoneses no Brasil faz parte de um contrato de imigração entre os países, assinado pelo diretor da Cia de imigração Kôkoku do Japão e pelo Secretário da Agricultura do Estado de São Paulo, dr. Carlos Botelho.

São Paulo, 18 de junho de 2013 - Cento e cinco anos se passaram e, hoje, a população nipo-descendente já está na sexta geração. A história entre os dois países passou por desavenças (na época da Segunda Guerra Mundial), reconciliações, idas e vindas de brasileiros e japoneses.

Hoje, estima-se que a comunidade nipo-descendente no Brasil tenha pelo menos 1,5 milhão de pessoas. Se no começo eles eram maioria no setor agrícola, hoje, eles estão presentes em diversos nichos da sociedade. São empresários, comerciantes, políticos, artistas que fazem parte desse intercâmbio de culturas.

A deputada federal Keiko Ota presidiu nessa terça-feira (18/6) sessão solene na Câmara dos Deputados de São Paulo, em homenagem aos 105 anos da Imigração Japonesa no Brasil. Presidente do Grupo Parlamentar Brasil-Japão, ela lembrou a participação dos imigrantes japoneses no desenvolvimento do país e a importância de se manter a cooperação entre as duas nações. “Temos a missão de resgatar a importância da tradição nipônica e estreitar os laços de amizade e de cooperação que envolvem o Brasil e o Japão”, ressaltou.

Em seu discurso, a parlamentar enfatizou que descendentes, como ela, têm a obrigação de honrar os preceitos e a memória de seus avôs e avós. “Para fazer isso precisamos ter um olhar para o futuro. Um futuro em que será possível vermos nossos filhos e netos dando continuidade à tradição de nossos antepassados”.

Comparecerem à solenidade diversos parlamentares de origem nipônica, além de deputados de várias bancadas, empresários, representantes da comunidade japonesa, alunos da rede pública de ensino e o embaixador do Japão, Akira Miwa.

Como homenagem á este dia, seguem alguns videos que remetem à imigração e à saudade da terra natal.


Homenagem do Sr Carlos Kubo aos 105 anos da Imigração Japonesa no Brasil.

Homenagem aos 104 anos de Imigração Japonesa no Brasil