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sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Evento! 64º Tooro Nagashi em Registro (SP)


Nos dias 1 e 2 (quinta e sexta-feira), as cerimônias inter-religiosas, as apresentações de música e dança, a gastronomia e a queima de fogos marcam a celebração. A novidade deste ano é que em razão das comemorações dos 110 anos da Imigração Japonesa no Brasil, a programação ganha mais um dia com atrações culturais, no sábado (3).

A soltura dos tooros (barquinhos contendo velas acesas) acontece ao anoitecer do dia 02. Iluminados, seguem a correnteza das águas do Rio Ribeira de Iguape em homenagem aos parentes que partiram.

Em cada tooro (que é confeccionado com madeira, bambu e papel colorido) os familiares colocam o nome dos homenageados, escrito em português ou em japonês.

O evento é realizado pela Associação Cultural Nipo-Brasileira – Bunkyo, pela Associação Cultural e Esportiva – ACER e pela Federação das Entidades Nikkeys do Vale do Ribeira (Fenivar), em parceria com a Prefeitura de Registro.

Os tooros podem ser adquiridos no Bunkyo de Registro pelos telefones 13.3822-4144 e 3822-2865, pelo site www.tooronagashi.com.br ou no dia do evento.

Sobre o Tooro Nagashi
O Tooro Nagashi é uma homenagem aos mortos vítimas do Rio Ribeira de Iguape. É um culto ecumênico com pequenos barquinhos iluminados por velas coloridas, feitos artesanalmente e soltos no Rio. Ao soltarem os barquinhos, os participantes da cerimônia iluminam o caminho dos espíritos e fazem pedidos de paz. Além da celebração religiosa, há comidas e danças típicas japonesas. No Brasil, a cidade de Registro, no Estado de São Paulo, marco da colonização japonesa no País, é pioneira na celebração do Tooro Nagashi, realizado no início de novembro por ocasião do Dia de Finados.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Festival Obon, o mais longo e importante evento religioso do Japão


De origem budista, o Festival Obon é um evento equivalente ao dia de finados no Brasil. Ele é o mais longo de todos os festivais no Japão e tem como finalidade homenagear os ancestrais. Acredita-se que, durante o festival, os espíritos dos antepassados retornam a este mundo para visitar seus parentes.

Tradicionalmente, lanternas são penduradas na frente das casas para guiar os espíritos dos antepassados de volta aos seus lares. Danças tradicionais são realizadas, mas a principal é a famosa “Bon Odori”. Os túmulos são visitados e oferendas de alimentos e flores são feitas em templos e altares montado nas residências, chamados de “Butsudan”.

No último dia do Festival Obon é realizada a cerimônia com lanternas flutuantes, que são depositadas em rios, lagos e mares, a fim de orientar os espíritos de volta para seu mundo.

O Festival compreende 3 dias, e é comemorado tradicionalmente a partir do 13 º ao 15 º dia do 7 º mês do ano, que é em julho, de acordo com o calendário solar . No entanto, o sétimo mês do ano também coincide com o mês de agosto, de acordo com o antigo calendário lunar, que são baseados no ciclo da lua, resultando em anos de doze meses e 29 ou 30 dias, portanto, os meses de celebrações do Festival Obon variam de região para região, apesar de que nos últimos anos, as comemorações têm predominado em agosto, para coincidir com o período das férias de verão.

Origem do Obon
Comemorado há mais de 500 anos, o Festival Obon é originário do budismo chinês, com intenção de salvar os mortos que não conseguem desencarnar. A celebração foi adotada pelos japoneses e tornou-se um evento para cultuar a memória dos antepassados.

Origem do Bon Odori
Um dos principais eventos do Festival Obon é uma dança folclórica, de participação coletiva e popular, chamada Bon Odori. Uma lenda contada no sutra “Urabon-kyô” fala de um monge zen, chamado Mokuen, que se destacava dos demais por ter uma poderosa visão transcendental. Mokuen se concentrava e, assim, seu espírito tanto podia viajar por mundos desconhecidos como ter a visão do que estava acontecendo em qualquer dimensão. O Urabon-kyô conta que a dança Bon Odori surgiu a partir de Mokuen, após ele dançar de felicidade por ter suas orações atendidas pelo sagrado Buda.

Cerimônia Toro Nagashi
No fim da tarde do último dia do festival é realizada a cerimônia Toro Nagashi, que consiste em depositar lanternas de papel (chouchin) em rios, lagos e mares.

Os participantes depositam lanternas flutuantes com o nome dos falecidos escritos nelas, com o intuito de homenagear as almas dos antepassados. Segundo a tradição, estas luzes mostram aos espíritos o caminho de retorno. É por isso que o último dia do festival é também conhecido como o “Festival das Lanternas”

A palavra “toro” significa “lanterna” e “nagashi” significa “cruzeiro ou fluxo”.

Chouchin (Lanternas de Papel)
O chouchin é feito de armação de bambu (de formato variado) coberto de papel ou de seda. Originalmente, era uma espécie de lanterna em que se colocava uma vela acesa em seu interior e era carregada na mão quando se saía à noite.

Entretanto, o chouchin do Festival Obon é diferente no formato. Tradicionalmente, as lanternas da cerimônia Toro Nagashi são pequenas e retangulares, além de possuir uma base que lhe permite flutuar sobre as águas.

Nos dias de hoje, devidamente adaptados às lâmpadas elétricas, os chouchin são largamente usados em quase todas as ocasiões festivas no Japão.

A lenda do Monge Mokuen e o Bon Odori
O sutra “Urabon-kyô” conta que Mokuen resolveu usar o seu poder para ver em qual plano astral encontrava-se o espírito de sua mãe, que havia morrido a pouco tempo. Como ela era uma pessoa muito bondosa, Mokuen imaginou que pudesse encontrá-la no Nirvana, mesmo local onde dizem ser a morada do Senhor Buda (o equivalente ao paraíso relatado na Bíblia Sagrada).

Entretanto, o monge ficou surpreso ao descobrir que sua mãe renascera na dimensão dos Gaki (demônios famintos). Os seres que habitam esse mundo são esfomeados e sofrem de eterna sede. Ao ver sua amada mãe naquela situação de penúria, Mokuen, que possuía o poder de fazer viagem astral, levou comida para ela. Porém, um fato inesperado aconteceu e aumentou o sofrimento de Mokuen: cada vez que a mãe colocava um pouco de comida, o alimento se transformava em fogo e queimava sua boca.

Durante uma oração prolongada, Mokuen pediu ao sagrado Buda que ajudasse a aliviar a dor e o sofrimento de sua mãe. Buda, então, ouviu suas orações e aconselhou Mokuen para no dia 15 de julho, manter todos os monges da localidade enclausurados dentro de um grande mosteiro com o objetivo de que eles ficassem pelo menos por um dia sem pisar nos pequenos insetos e nas flores.

No dia combinado, Mokuen chamou todos os monges da região para o grande mosteiro, dizendo que lhes ofereceria um grande banquete em homenagem à sua falecida mãe. Foi feita tanta comida que os monges passaram o dia inteiro comendo, bebendo e cantando, e ninguém se lembrou de sair do mosteiro. Quando o dia terminou, o espírito da mãe de Mokuen apareceu para transformada em um ser do 6º Plano Astral. Ela estava iluminada e tão leve que chegava a flutuar.

Ao ver sua mãe iluminada e flutuando como um chouchin (lanterna de papel) ao vento, Mokuen ficou tão feliz que começou a dançar de alegria.

Os monges, que estavam alegres de tanto comer e beber, gostaram da dança de Mokuen e saíram dançando atrás dele, acabando por formar uma grande roda que passou a simbolizar o círculo da felicidade. Assim surgiu o Bon Odori, como dança que faz homenagem ao espírito de pessoas falecidas.

Por Maria Rosa
Principais fontes de pesquisa
• Portal de Turismo Japan Guide
• Livro: Legends of Japan | Author: F. Hadland Davis
• Livro: Japan “Dictionary Culture and Civilization” | Autores: Frederic Louis David and Alvaro Iwang
• Dicionário Shogakukan: Dicionário Universal Japonês-Português | Autor: Jaime Coelho | Editora: Shogakukan

Fonte: http://mundo-nipo.com/cultura-japonesa/datas-festivas/04/08/2013/festival-obon-festival-de-homenagem-aos-mortos/

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Homenagem Dia de Finados!


Ola amigos do Enka mania! Hoje é dia de finados, e com ele, relembramos as pessoas que já partiram em uma nova jornada. Não devemos sentir dor com a partida, mas apenas a saudade, pois nesta existência, a morte é apenas mais uma virgula em nossas historias.  



Dia de Finados: líderes explicam significado da morte em 6 religiões

O Dia de Finados é lembrado nesta quarta-feira (2) com diversas celebrações e homenagens pelo país. Durante o feriado, são realizadas missas em memória daqueles que já se foram e, além disso, os cemitérios ficam abertos em horário especial para receber os visitantes. Diante de tantas formas de interpretar a morte, o G1 ouviu líderes religiosos de Campinas (SP) para entender o significado dela em diferentes óticas.

As religiões escolhidas possuem ideias variadas sobre a maneira de interpretar a partida de alguém. Confira abaixo e conheça mais sobre o significado da morte no budismo, islamismo, judaísmo, espiritismo, umbanda e cristianismo.

Budismo
Kelsang Geden é monge budista há 16 anos e ministra aulas no Centro Kadampa, em Campinas. Segundo ele, na religião budista, a morte significa o começo de uma próxima vida e, por isso, ela é apenas uma passagem, onde não importa o que aconteça com o corpo da pessoa, mas ela terá um recomeço.

"Então, a vida, no fundo, para nós não acaba. Nós budistas nos preparamos pra hora da morte. Tentando morrer de maneira calma, serena e manter uma mente serena na hora da morte”, afirmou Kelsang Geden.

Cristianismo
No caso da religião católica, é trabalhado o princípio da ressureição. De acordo com o padre Antonino Fernandez, da Igreja de Santo Antônio, no bairro Ponte Preta, não é possível ser cristão se não acreditar que existe outra vida. Ele ainda afirmou que "Cristo ressuscitou com a premissa de que todos que creem também vão ressuscitar".

"O Dia de Finados, para nós que cremos na ressurreição, é a recordação saudosa daqueles que amamos na vida, mas não é de desespero. Uma pessoa que não crê na ressurreição não pode ter uma alegria completa nesta vida, se tudo acabasse com a morte a vida seria muito triste. Para nós, o Dia de Finados não é um dia para ser lembrado como algo que foi definitivo, mas com uma saudade do passado e ao mesmo tempo para crermos que a nossa oração para os que se foram tem fundamento", explicou.

Espiritismo
O Centro de Estudos Espíritas Nosso Lar é um dos locais que promove a religião espírita em Campinas. Emanuel Cristiano, presidente da entidade, é médium e autor de livros pscicografados. Para ele, no espiritismo não existe morte e o Dia de Finados não é celebrado por reconhecerem que a partida de alguém faz parte da vida e é um estado de transição para o espírito imortal.

"Os espíritas não cultivam essa data, porque para nós não há morte. Mas, aproveitamos as tradições para instruir e orientar as pessoas sobre a condição imortal do ser e de que a morte não nos separa definitivamente, e sim nos transforma para uma nova realidade”, disse o presidente do centro de estudos.

Islamismo
O professor titular do Instituto de Biologia da Unicamp e presidente da Sociedade Islâmica de Campinas, Mohamed Habib, de 74 anos, afirmou que a morte para os muçulmanos é um término de uma fase rápida e de curta duração. Ao encerrar esse período, inicia-se a preparação para o processo de ressucitação no dia do juízo final, onde acontece a prestação de contas daquilo que aconteceu durante a vida.

"A qualidade da eternidade depende da qualidade de como nós passamos a nossa vida mundana aqui. Se for pelo bem ou pelo mal. Se for pelo bem, seremos então agraciados pela premiação e pela recompensa do divino. Se for uma passagem com base de erros, pecados e desrespeito ao próximo, aí teremos a penalidade (...). Na medida em que a pessoa tiver uma crença mais profunda, a dor da morte se torna mais reduzida", contou Habib, que também é presidente do Instituto da Cultura Árabe no Brasil.

Judaísmo
Na religião judaica, a morte é encarada como uma passagem e um acontecimento natural, onde existe um processo de luto que não se fala de perda, mas sim de tudo o que a pessoa conquistou e foi durante a vida. A informação é do diretor religioso da Sociedade Israelita Brasileira Beth Jacob, Ricardo Puccetti. A sinagoga recebe cerca de 100 famílias para celebrar as festas judaicas, além de abrir uma escola para 15 crianças.

"O funeral no judaismo é feito de um dia para o outro, é muito rápido. A partir do momento que a pessoa é enterrada, contam-se 7 dias. O nome desse período é Shiva. Nessa período, a família fica em casa e não faz nada. As pessoas vão lá e todo dia e fazem uma oração chamada Cadish, que em nenhum momento fala de morte. Esse momento é mais uma conversa, tem mais o sentido de memória e não de uma coisa pesada", explicou Puccetti.

Umbanda
De acordo com o babalorixá Edilson Marcos Vicentim, de 56 anos, a morte não existe na umbanda. Ela é o momento em que o espírito se liberta do corpo e, em muitos momentos, não se encontram no campo espiritual e precisam de apoio e orientação. A ideia da religião é trabalhar para esses espíritos consigam acessar um novo plano.

"Isso acontece muito com pessoas que tem uma morte súbita, que não esperavam por isso, pois não estavam doentes. Esses espíritos ficam vagando. Quando alguém morre, nós também fazemos rituais internos e correntes de oração para o desprendimento do físico”, comentou Vicentim.

Fonte: http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2016/11/finados-lideres-explicam-significado-da-morte-em-seis-religioes-diferentes.html

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Especial Finados

O feriado de Finados, ou o "Obon", é um momento de reflexão e saudade. Nesta data, devemos nos ater a meditar e ver como estamos construindo nossos caminhos. A vida terrena é curta demais para que deixemos de aproveitar cada oportunidade de evoluir cada vez mais. A morte não é o fim, mas sim, o inicio de uma nova jornada. O dia de Finados também é o dia de nos lembrarmos dos nossos entes queridos que já seguiram sua viagem. Agradecer pelas suas obras e exemplos e nos espelharmos nas boas ações.

Para este dia tão importante. posto o video com a tradução da canção "Sen no Kaze ni Natte", que fala exatamente deste momento doloroso que é a despedida de um ente querido. Esta canção interpretada pelo cantor Akikawa Masafumi fez enorme sucesso, se tornando um dos clássicos da música japonesa.